segunda-feira, 9 de abril de 2012
Ausência
"Com o tempo, a ausência de certas pessoas nem é mais percebida. Pode demorar, mas vai acontecendo aos poucos e você nem percebe. Com o tempo, a gente vai se acostumando. Seja com a ausência ou com a presença, a gente vai se acostumando de algum jeito. E as pessoas também vão se acostumando com a gente.
Por isso, não morra se ela foi embora. Não chore todas as lágrimas porque ela resolveu te deixar aí, sem mais nem menos. Não pense que jamais quererá outras flores, outros ares, outros perfumes e outras gargalhadas. Uma hora ou outra, você se acostumará com a ausência e é assim que funciona. O ausente, que um dia presente foi, uma hora deixa de fazer falta. E é assim a vida. O tempo vai passando e vai levando com ele quem realmente quer ser o seu grande presente pra sempre. Quanto aos ausentes, de repente você acordará e nem perceberá que tudo ficou no dia de ontem." (Laís Stefâni Mota)
terça-feira, 3 de abril de 2012
Piscina dos sonhos
"Se jogue!
Existe uma piscina de sonhos, de encantos, de amores, de paixões, de sorrisos, de viagens, de amigos, de paz e de tudo aquilo que a sua imaginação quiser. Ela espera por você e pela sua coragem pra pular de uma vez e viver.
Corra!
Existe outra piscina de medos, de tensão, de tristeza, de covardia e de tudo aquilo que vem para te dizer que viver os sonhos não vale a pena.
A escolha, na verdade, é simples. Basta escolher, respirar fundo, pegar o embalo e buuuuum, se jogar de uma vez. E por mais que no início você perca um pouco o fôlego e se canse, não deixe de acreditar. Pare um pouco, apoie-se nas bordas da piscina, descanse por uns minutos e volte a nadar. Os nossos sonhos só deixarão de ser apenas sonhos quando pensarmos que os medos são apenas medos."
sábado, 31 de março de 2012
Fragilidade
Quando paro por um minuto dessa rotina de acordar, sobreviver e dormir novamente, me lembro do quanto essa vida é frágil. Por vezes nos esquecemos do quanto somos vulneráveis, sensíveis e tão humanos. Ás vezes nos pegamos tão presos à nossa rotina, aos nossos livros, ao nosso trabalho, aos nossos problemas e a todos os outro afazeres, que chego a pensar que inconscientemente pensamos que vivemos em um lindo conto de fadas que no final do dia sempre diz: "E continuará vivendo para sempre". Sim, omiti o "feliz". Isso porque o nosso inconsciente também sempre faz questão de pensar que a nossa vida é mais difícil do que parece e que somos vítimas do "para sempre enjaulados na rotina". Somos frágeis.
Quando paro por um minuto e olho para o céu, percebo que o meu dia inteiro é preso ao tempo que eu sobrecarrego, pensando estar "vivendo". Olho pra essa imensidão de azul e penso: "Esse mar azul cobrindo minha cabeça e eu aqui, pensando que vivo direito".
A verdade nisso tudo é uma: Quando paro por este minuto, dá uma vontade imensa de sair abraçando o mundo. De dar um abraço em cada pessoa que já passou pela minha vida. Um abraço naqueles que convivem o tempo inteiro comigo e que a tal "rotina" faz com que eu esqueça do quanto um abraço é importante pra reforçar o valor que aquela pessoa tem na minha vida. Indo mais além... Sinto uma vontade imensa de sair abraçando até aqueles que um dia conhecerei e que terei vontade de guardar na minha "caixinha", debaixo do travesseiro pra ver se eles se tranformam em "meus para sempre". E depois, de nada adiantará lamentar-se por não ter vivido, por não ter abraçado, por não ter valorizado, feito e lutado o tanto que deveria...Já terá passado a oportunidade. A hora é agora, o dia é hoje e a vida não esperará que a gente caia na real e resolva ser feliz. Nem esperará que a gente comece a fazer a diferença na vida de quem amamos. Então corra. Vá depressa.
Quando paro por um minuto e olho para o céu, percebo que o meu dia inteiro é preso ao tempo que eu sobrecarrego, pensando estar "vivendo". Olho pra essa imensidão de azul e penso: "Esse mar azul cobrindo minha cabeça e eu aqui, pensando que vivo direito".
A verdade nisso tudo é uma: Quando paro por este minuto, dá uma vontade imensa de sair abraçando o mundo. De dar um abraço em cada pessoa que já passou pela minha vida. Um abraço naqueles que convivem o tempo inteiro comigo e que a tal "rotina" faz com que eu esqueça do quanto um abraço é importante pra reforçar o valor que aquela pessoa tem na minha vida. Indo mais além... Sinto uma vontade imensa de sair abraçando até aqueles que um dia conhecerei e que terei vontade de guardar na minha "caixinha", debaixo do travesseiro pra ver se eles se tranformam em "meus para sempre". E depois, de nada adiantará lamentar-se por não ter vivido, por não ter abraçado, por não ter valorizado, feito e lutado o tanto que deveria...Já terá passado a oportunidade. A hora é agora, o dia é hoje e a vida não esperará que a gente caia na real e resolva ser feliz. Nem esperará que a gente comece a fazer a diferença na vida de quem amamos. Então corra. Vá depressa.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Amor a vista.
Me diz: Do que adianta amar, se tudo aquilo que você faz não chega à outra pessoa como um gesto de amor? Não adianta dizer que não nasceu a pessoa mais romântica do mundo! Não me refiro a romances aqui! Vai além. Refiro-me a externar aquilo que o coração não suporta mais guardar. Refiro-me a agir porque o coração não suportaria ficar sem aquele abraço por muito tempo. Porque ele não suportaria deitar a cabeça no travesseiro tranquilamente sem saber se a outra pessoa também estaria com o coração em paz, sem saber se o dia dela foi absurdamente louco e se ela não precisava de um porto, um porto seguro e calmo - lê-se "colo".
Refiro-me a interessar-se por tudo aquilo que é interesse do outro, simplesmente por ser interesse do outro. Refiro-me a abocanhar os sonhos do outro, como uma vontade incontrolável de torná-los reais, como se fossem seus, só pra ver aquele lindo e contagiante sorriso de vitória. Refiro-me a amar o cabelo, o cheiro, a voz, o sorriso, as mãos, as gargalhadas, as cores preferidas, as músicas, os filmes preferidos e isso tudo, simplesmente por pertencerem ao alguém tão amado e admirado. O seu alguém.
Penso que o tempo inteiro deveria ser começo. Aquela instabilidade boa. Aquelas atitudes fora de hora. Aquele abraço que alguém te pede e que você logo percebe que é um abraço que morre de medo de ser o último. No começo as pessoas não sabem onde pisam. Parece que estão entrando em um quarto novo, cheio de todas as coisas que elas sempre gostaram. E pra ganhar a chave desse quarto, é necessário conquistá-lo. São tantas coisas espalhadas que elas tiram os sapatos, vão pisando calmamente e se admirando com tudo ali presente. Sempre querem voltar naquele quarto, porque tudo é intrigante, viciante e cheio de paz. Até que um dia, o quarto resolve dar a sua chave, pra que aquela pessoa sempre possa voltar. Aí o tempo vai passando e as coisas vão começando a mudar. A vontade de admirar as coisas do quarto diminuem. E isso porque a chave do quarto já foi ganha. Pra que se interessar por um quarto cheio de coisas que já são suas? Estarão sempre alí, disponíveis esperando a sua chegada, não é? Se essas histórias pertencessem a mim, essa seria a parte em que eu faria tudo virar começo novamente.
Habitualmente nos esquecemos que ninguém pertence a ninguém. Esquecemos que corações estão longe de poderem ser amarrados pra sempre na nossa cabeceira. Chaves ganhas são ilusão. Corações nos entregam a chave e dizem: É o que mais tenho de valor, cuide ou perca nas minhas mãos, mais uma vez. Habitualmente nos esquecemos que se temos uma chave em mãos, o nosso papel é cuidar dessa chave, honrar essa qualidade e conquistar todos os dias o coração dono da chave, pra ser digno dela.
Porque hora ou outra, corações se cansam. Resolvem tomar a chave de volta e sair por aí, vivendo como antes. Porque hora ou outra, corações percebem que é melhor serem donos da própria chave à entregarem nas mãos de quem não as seguram com força.
Refiro-me a interessar-se por tudo aquilo que é interesse do outro, simplesmente por ser interesse do outro. Refiro-me a abocanhar os sonhos do outro, como uma vontade incontrolável de torná-los reais, como se fossem seus, só pra ver aquele lindo e contagiante sorriso de vitória. Refiro-me a amar o cabelo, o cheiro, a voz, o sorriso, as mãos, as gargalhadas, as cores preferidas, as músicas, os filmes preferidos e isso tudo, simplesmente por pertencerem ao alguém tão amado e admirado. O seu alguém.
Penso que o tempo inteiro deveria ser começo. Aquela instabilidade boa. Aquelas atitudes fora de hora. Aquele abraço que alguém te pede e que você logo percebe que é um abraço que morre de medo de ser o último. No começo as pessoas não sabem onde pisam. Parece que estão entrando em um quarto novo, cheio de todas as coisas que elas sempre gostaram. E pra ganhar a chave desse quarto, é necessário conquistá-lo. São tantas coisas espalhadas que elas tiram os sapatos, vão pisando calmamente e se admirando com tudo ali presente. Sempre querem voltar naquele quarto, porque tudo é intrigante, viciante e cheio de paz. Até que um dia, o quarto resolve dar a sua chave, pra que aquela pessoa sempre possa voltar. Aí o tempo vai passando e as coisas vão começando a mudar. A vontade de admirar as coisas do quarto diminuem. E isso porque a chave do quarto já foi ganha. Pra que se interessar por um quarto cheio de coisas que já são suas? Estarão sempre alí, disponíveis esperando a sua chegada, não é? Se essas histórias pertencessem a mim, essa seria a parte em que eu faria tudo virar começo novamente.
Habitualmente nos esquecemos que ninguém pertence a ninguém. Esquecemos que corações estão longe de poderem ser amarrados pra sempre na nossa cabeceira. Chaves ganhas são ilusão. Corações nos entregam a chave e dizem: É o que mais tenho de valor, cuide ou perca nas minhas mãos, mais uma vez. Habitualmente nos esquecemos que se temos uma chave em mãos, o nosso papel é cuidar dessa chave, honrar essa qualidade e conquistar todos os dias o coração dono da chave, pra ser digno dela.
Porque hora ou outra, corações se cansam. Resolvem tomar a chave de volta e sair por aí, vivendo como antes. Porque hora ou outra, corações percebem que é melhor serem donos da própria chave à entregarem nas mãos de quem não as seguram com força.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Ponto Final, eu prefiro acabar apenas com esse capítulo.
Ponto final, cadê você? Eu não aguento mais essa história. Apareça! Seja para acabar com o livro ou com apenas esse capítulo. Preciso do próximo degrau.
Peço, encarecidamente, que me deixe seguir adiante. Um pouco de descanso, de férias, de vento no rosto e de cuidados especiais. Será que é pedir muito? Chega de tantas interrogações tentando fazer com que eu não consiga seguir em frente, por medo. Chega de tantas exclamações que não permitem que eu deixe um pouco de lado as emoções. Chega desse "ponto-vírgula" que me deixa tão indecisa e presa, com medo de seguir o caminho e deixar tudo pra trás. Chega!
Quando saio um pouco dessa bagunça e admiro o céu, eu me perco em tanta liberdade. E parece que lá fora -espero que entenda o exterior a que me refiro- a minha imaginação desperta, sabe? Consigo até me imaginar em um dos meus mundos mais bonitos, vivendo uma das minhas histórias mais bonitas. E claro, mundo cheio de borboletas, sol e chuva e de um amor tão intenso, que me cuide e me segure. Sem as coisas desse mundo tão louco. Sem os conceitos daqui, onde pequenas coisas são mais importantes que grandes amores. Onde, inclusive, coisas são mais importantes que pessoas e corações.
A verdade é que eu cansei de me acostumar com essa falta de paz. Cansei de sentir vontade e engoli-la, como se elas não fossem tão importantes. Cansei de tentar encontrar amor onde não existe.
Mas sobretudo, cansei de tantas vezes sentir vontade de aposentar o coração e substituí-lo por uma pedra grande e áspera -parece que ter coração manso nesse mundo é errado.
Eu quero sentir orgulho de dizer: O meu coração SENTE. O meu coração ama. O meu coração é bem cuidado e sente-se em casa, todos os dias.
E eu perdi a inspiração para terminar esse texto. Deixa incompleto... até que o Ponto Final resolva dar as caras para trazer algum sentido aos próximos sentimentos, frases, palavras.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
O racional
Ela chegou a um ponto tão cansado de si, que não sabe mais reagir quando algo dentro dela resolve dar a ideia de sair da luta. Antes o seu lado emocional logo gritava: "Não! Não! É impossível viver sem essa luta. Apesar da luta deixar marcas doloridas após alguns golpes, é a luta que me faz cócegas e me faz enxergar cores que jamais conheceria sem ela. Tenho que lutar, é esse o preço". Mas agora, de tanto lhe falarem de um "lado racional", resolveu procurá-lo dentro de si, para tentar amenizar os efeitos da luta. E desde então, esse "lado racional" a tem torturado a cada segundo. Ele o tempo inteiro diz: "Você é uma estúpida! Luta por amor com algo que luta por apenas uma vida menos só!". Será que vale à pena?
Só o que ela queria, era uma trégua. Ou apenas que o outro lado a abraçasse e dissesse: "Chega! O que importa é que nada importa, só o fato de que prefiro lutar o tempo inteiro com você a andar no parque com qualquer outra pessoa. Prefiro lutar com você a passar mil dias com qualquer outra pessoa. Qualquer".
Mas as esperanças se foram. Seu coração não mais escuta essa trégua como algo possível, mas como algo fantasiado pelo tal "lado emocional". O "lado racional" tem dominado tanto, que agora ela não mais consegue imaginar que exista uma luta verdadeira, sabe? Uma em que ambos os lados preferem estar alí, lutando o tempo inteiro para manter um abraço seguro, um beijo doce e uma conversa sem fim.
E ela agora agradece. Agradece sinceramente por esse "lado racional" ter mostrado que tudo não passa de uma grande mentira. Que tudo isso é medo da solidão, camuflado atrás de um sentimento que nunca existiu.
Só o que ela queria, era uma trégua. Ou apenas que o outro lado a abraçasse e dissesse: "Chega! O que importa é que nada importa, só o fato de que prefiro lutar o tempo inteiro com você a andar no parque com qualquer outra pessoa. Prefiro lutar com você a passar mil dias com qualquer outra pessoa. Qualquer".
Mas as esperanças se foram. Seu coração não mais escuta essa trégua como algo possível, mas como algo fantasiado pelo tal "lado emocional". O "lado racional" tem dominado tanto, que agora ela não mais consegue imaginar que exista uma luta verdadeira, sabe? Uma em que ambos os lados preferem estar alí, lutando o tempo inteiro para manter um abraço seguro, um beijo doce e uma conversa sem fim.
E ela agora agradece. Agradece sinceramente por esse "lado racional" ter mostrado que tudo não passa de uma grande mentira. Que tudo isso é medo da solidão, camuflado atrás de um sentimento que nunca existiu.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Cadê?
Ela quer ser lida. Ela quer acreditar que nem tudo é de mentira. Ela quer alguém que, em dias como esse, diga: Notei que hoje você precisa de mim e eu estou aqui, pra qualquer coisa. Faz tempo que alguém não consegue ler o seu grande coração. Talvez por ser grande demais. Ou simplesmente por estar dando um coração grande demais à um que é acostumado com os pequenos. Talvez ela esteja insistindo naquilo que quer, mesmo sabendo que nunca a farão sentir como a estrela mais brilhante em uma noite de céu estrelado e nem a rosa mais bonita no meio de todas as outras.
Ela precisa de carinho. De um abraço onde nenhuma das partes deseja soltar. De um beijo na testa que doasse toda a ternura que seu coração tem pedido. Ela precisa de mãos desembaraçando os nós das pontas dos seus cabelos. Ela precisa de segurança. Ela precisa sentir-se segura em algum lugar. Precisa de um porto seguro e disponível.
Mas cadê?
Ela precisa de carinho. De um abraço onde nenhuma das partes deseja soltar. De um beijo na testa que doasse toda a ternura que seu coração tem pedido. Ela precisa de mãos desembaraçando os nós das pontas dos seus cabelos. Ela precisa de segurança. Ela precisa sentir-se segura em algum lugar. Precisa de um porto seguro e disponível.
Mas cadê?
terça-feira, 1 de novembro de 2011
-
Desperta a vontade de sair por aí, pescando borboletas e aprendendo a voar. Permitindo que o vento vá me levando para conhecer novos lugares, sabores, amores, encantos. Fazendo o coração ficar cheínho de tanta aventura e ir deixando pra trás cada segundo de rotina e preocupação. Pular no mar dos sonhos, como quem deita cansado na cama e acordar pronta a realizá-los, como quem se revigora ao abrir a janela e ver um novo lindo dia nascendo.
Desperta a vontade de sair por aí, sem destino. Conhecendo novas histórias e fazendo parte de pelo menos um inesquecível capítulo. Distribuindo pelos caminhos, o cheiro dos sonhos e do amor sem mentiras. Poder dizer, sem medo do erro, que amores realmente existem.
Acordar sem o peso de saber que o dia de hoje deverá ser tão automático quanto o de ontem. Acordar sabendo que hoje será diferente de todos os outros dias. Que hoje tudo será tão novo quanto foi o ontem. Acordar sabendo que hoje tudo será surpresa e que tudo será improviso.
Cada segundo é importante para um grande passo. E cada grande passo é importante para alcançar os sonhos guardados no nosso coração. Vivamos, pois os segundos não param de passar.
sábado, 17 de setembro de 2011
...
- SURPRESA!
É isso que o coração pede o tempo inteiro: um pouco de supresa.
Pede um pulsar diferente; uma descoberta; um novo plano; um sonho inédito; uma vitória que veio antes da hora; um outro coração abraçando-lhe com um olhar e um olhar abraçando-lhe com o coração.
O coração passa o dia inteiro assim, imaginando o quanto gostaria de surpresas. Passa o dia inteiro pensando nas surpresas que alegrariam o seu monótono dia. Pensa em flores, em amores avassaladores, em notícias que lhe trariam não só borboletas, mas flores no estômago.
Tenho um recado, coração.
Preciso lhe dizer que está matando as surpresas. Quando, de leve, espera tanto as tais surpresas, acaba vivendo daquilo que imagina. Quando as surpresas tentam lhe surpreender, você as ignora, como se já houvessem sido vividas.
É preciso deixar-se surpreender. É preciso deixar-se abraçar, sem pensar no depois. Sem esperar demais e sem não esperar nada, o que vir, será surpresa.
É isso que o coração pede o tempo inteiro: um pouco de supresa.
Pede um pulsar diferente; uma descoberta; um novo plano; um sonho inédito; uma vitória que veio antes da hora; um outro coração abraçando-lhe com um olhar e um olhar abraçando-lhe com o coração.
O coração passa o dia inteiro assim, imaginando o quanto gostaria de surpresas. Passa o dia inteiro pensando nas surpresas que alegrariam o seu monótono dia. Pensa em flores, em amores avassaladores, em notícias que lhe trariam não só borboletas, mas flores no estômago.
Tenho um recado, coração.
Preciso lhe dizer que está matando as surpresas. Quando, de leve, espera tanto as tais surpresas, acaba vivendo daquilo que imagina. Quando as surpresas tentam lhe surpreender, você as ignora, como se já houvessem sido vividas.
É preciso deixar-se surpreender. É preciso deixar-se abraçar, sem pensar no depois. Sem esperar demais e sem não esperar nada, o que vir, será surpresa.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Direito de resposta
Querido Gabriel, também tenho algumas coisinhas pra falar :)
Em primeiro lugar, devo repetir que você interpretou a frase de uma forma que eu não interpretei.
Tenho que dizer que concordo com o fato de que uma relação tem que levar consigo, a recíprocidade. Recíprocidade de sentimentos, de preocupação, etc. E partindo desse pressuposto, levo comigo, a ideia da frase do Caio.
Lá ele não diz pra você se fingir de indiferente. Dar as costas para pessoas que precisam de você somente para elas verem o quanto precisam de você quando precisam de alguém. Não é isso que interpretei da frase e, analisando o texto todo onde se encontra essa pequena frase, dá pra entender que esse realmente não é o sentido que ele gostaria de passar.
Creio eu, que a frase expressa essa necessidade de recíprocidade de sentimentos.
Imaginemos duas pessoas. É necessário que ambas guardem dentro de sí, um sentimento e uma vontade de ficarem juntas e junto com esse sentimento, as duas estarão disponíveis uma pra outra. E com isso, some a ideia de que alguém correrá atrás de alguém ou estará no pé desse alguém. Os dois estarão correndo juntos, disponíveis um pro outro.
Analisando mais ainda a frase, supõe-se que o tal alguém já havia corrido atrás mil vezes e o "alguém do outro lado" havia simplesmente ignorado tudo isso.
Enquanto isso, poderia existir uma pessoa no mundo que estivesse disposta a correr junto contigo, sem precisar que você corra demais e se canse. Talvez ele veja que é preciso que a tal recíprocidade esteja presente. Pra duas pressoas estarem felizes, é necessário isso.
É necessário ver que alguém não quer te perder. Ver que alguém vê o quanto você se esforça ao correr atrás, e corra atrás também pra mostrar o quanto o esforço é recíproco. Quando elas não fazem isso, só acabam reforçando a ideia de que amamos sózinhos e a de que corremos atrás de um alguém que, na verdade, quer que nós fiquemos parados.
É isso. Cada um tira um conceito próprio do que vê, do que lê e do que escuta. E isso não é motivo de pena!
Um Beijo :*
Em primeiro lugar, devo repetir que você interpretou a frase de uma forma que eu não interpretei.
Tenho que dizer que concordo com o fato de que uma relação tem que levar consigo, a recíprocidade. Recíprocidade de sentimentos, de preocupação, etc. E partindo desse pressuposto, levo comigo, a ideia da frase do Caio.
Lá ele não diz pra você se fingir de indiferente. Dar as costas para pessoas que precisam de você somente para elas verem o quanto precisam de você quando precisam de alguém. Não é isso que interpretei da frase e, analisando o texto todo onde se encontra essa pequena frase, dá pra entender que esse realmente não é o sentido que ele gostaria de passar.
Creio eu, que a frase expressa essa necessidade de recíprocidade de sentimentos.
Imaginemos duas pessoas. É necessário que ambas guardem dentro de sí, um sentimento e uma vontade de ficarem juntas e junto com esse sentimento, as duas estarão disponíveis uma pra outra. E com isso, some a ideia de que alguém correrá atrás de alguém ou estará no pé desse alguém. Os dois estarão correndo juntos, disponíveis um pro outro.
Analisando mais ainda a frase, supõe-se que o tal alguém já havia corrido atrás mil vezes e o "alguém do outro lado" havia simplesmente ignorado tudo isso.
Enquanto isso, poderia existir uma pessoa no mundo que estivesse disposta a correr junto contigo, sem precisar que você corra demais e se canse. Talvez ele veja que é preciso que a tal recíprocidade esteja presente. Pra duas pressoas estarem felizes, é necessário isso.
É necessário ver que alguém não quer te perder. Ver que alguém vê o quanto você se esforça ao correr atrás, e corra atrás também pra mostrar o quanto o esforço é recíproco. Quando elas não fazem isso, só acabam reforçando a ideia de que amamos sózinhos e a de que corremos atrás de um alguém que, na verdade, quer que nós fiquemos parados.
É isso. Cada um tira um conceito próprio do que vê, do que lê e do que escuta. E isso não é motivo de pena!
Um Beijo :*
sábado, 28 de maio de 2011
O "amor"
O "amor" não mais acredita. O "amor" não mais consegue viver.
O "amor" não abre mão. O "amor" magoa um coração.
O "amor" não vai atrás. O "amor" não tem mais o que dizer.
O "amor" não se entristece em perder.
O "amor" é orgulhoso. O "amor" está certo e ponto final.
O "amor" está ferido. O "amor" está fatiado. O "amor" está desapontado.
O "amor" não enxuga lágrimas, as derrama. O "amor" fala que quer pra sempre existir, mas pretende se matar aos poucos, para que tudo pareça um simples acidente.
O "amor" não é doce, é rude. O "amor" não é Amor, é mentira...
O "amor" não abre mão. O "amor" magoa um coração.
O "amor" não vai atrás. O "amor" não tem mais o que dizer.
O "amor" não se entristece em perder.
O "amor" é orgulhoso. O "amor" está certo e ponto final.
O "amor" está ferido. O "amor" está fatiado. O "amor" está desapontado.
O "amor" não enxuga lágrimas, as derrama. O "amor" fala que quer pra sempre existir, mas pretende se matar aos poucos, para que tudo pareça um simples acidente.
O "amor" não é doce, é rude. O "amor" não é Amor, é mentira...
quinta-feira, 5 de maio de 2011
E nesses dias em que teu coração mais precisa de um abraço para voltar a funcionar, todos os braços somem. Nesses dias em que a incompreensão te tira o sono, todos dormem. Nesses dias em que você não consegue enxergar mais nada, todos soltam suas mãos.
E você espera anciosamente por alguém que chegue e o ajude a secar as suas lágrimas. Espera por um mundo mais bonito amanhã. Espera por respostas que você tanto tem pedido. Espera que alguém se intesse pelo que sentes. Mas todos somem. Todos dormem.
E você quer passar horas voando por aí, sem norte. Horas longe desse afeto miserável que o mundo tem chamado de "amor". E onde estão os amores agora?
Preciso do Teu conforto. Preciso do Teu abraço. Porque só o Teu amor é verdadeiro.
E você espera anciosamente por alguém que chegue e o ajude a secar as suas lágrimas. Espera por um mundo mais bonito amanhã. Espera por respostas que você tanto tem pedido. Espera que alguém se intesse pelo que sentes. Mas todos somem. Todos dormem.
E você quer passar horas voando por aí, sem norte. Horas longe desse afeto miserável que o mundo tem chamado de "amor". E onde estão os amores agora?
Preciso do Teu conforto. Preciso do Teu abraço. Porque só o Teu amor é verdadeiro.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Sei lá... As vezes vem uma vontade tão incontrolável de viver. Uma vontade de largar tudo e sair me aventurando por aí. Mas vem e logo tem que ser abafada, esquecida, deixada pra amanhã.
Mas o que fazer quando essa vontade incontrolável mora dentro de ti? Deixo-a abafada no meu interior? Mas acontece que sempre que faço-a adormecer, adormeço-me também. E não aguento. Não quero acordar na metade da vida e ver que passei todo o tempo adormecida, tentando abafar o meu grito por surpresas e novas sensações.
Não dá. A vontade tem pressa. Ela quer acordar hoje. Agora.
Mas o que fazer quando essa vontade incontrolável mora dentro de ti? Deixo-a abafada no meu interior? Mas acontece que sempre que faço-a adormecer, adormeço-me também. E não aguento. Não quero acordar na metade da vida e ver que passei todo o tempo adormecida, tentando abafar o meu grito por surpresas e novas sensações.
Não dá. A vontade tem pressa. Ela quer acordar hoje. Agora.
Laís - Por Guilherme Martins
Aquela personagem, quase que saída de um livro, não intrigava a absolutamente ninguém – exceto alguns poucos conhecidos. Quem a olhasse, prejulgá-la-ia como apenas mais uma adolescente patricinha-esforçada que talvez estude para o vestibular e tenha sonhos utópicos – justamente como deve ser. E provavelmente estão certos. Porém, como todo humano, facilmente entendível e muito mais complexo por si só, sua personalidade e anseios vão muito além.
Laís Stefâni, se prende muito mais ao seu mundo interno que ao externo. Tem sérios problemas com esteiras elétricas, sol e pessoas. Nos olhos, esconde o sonho de conhecer o mundo inteiro, cada lugar, respirando cada ar diferente. Talvez assim conheça o próprio mundo, aquele de que ela tanto escreve e que, por mais explorado que esteja, nunca lhe foi totalmente compreensível. “É necessário ter seu próprio mundo”, afirma Laís, “Cada um deveria formar seu mundo interior, de forma que os acontecimentos externos despertem uma interpretação própria vinda do seu mundo. As pessoas estão se apossando de outros mundos para torná-los seus”.
Sentada com as pernas em borboleta, com uma blusa e colete pretos, cabelo em vários tons de castanho, jeans escuro, sapatilha e batom vermelho, Laís escrevia. Um anel de prata com bordas douradas figurava em seu polegar direito. Às vezes, seu cabelo lhe pregava peças e balançava em uma dança com o vento, bem diante dos seus olhos. Ela, porém, escrevendo com sua caneta azul em um papel arrancado de um bloco qualquer, ignorava o cabelo que limitava sua visão. Mais raramente, de forma delicada pousava parte da franja atrás da orelha esquerda. Parecia tão confortável naquele banquinho circular de cimento que era como se fosse uma extensão dele. Uma formiga caminhava pelos seus pés sem que a incomodasse, ou sequer percebesse, até minutos depois em que a formiga a surpreende. “Ah, uma formiga!”, exclama com a maior naturalidade e calma do mundo. A formiga lhe traz lembranças de uma infância não muito distante, de quando ela brincava com insetos e animais. Por vezes, machucava um deles só para poder cuidar depois e libertá-lo para o mundo.
Laís sente a fúria desse planeta, bem como suas alegrias e amores. Pensando na primeira, ela quase se indigna. Uma fina linha de expressão em sua testa a faz pensar por um momento em como expor o que sentia, inutilmente. Seu maior sonho é saber expressar suas ideias, tal qual como pensa. Essa indignação se reflete na sua vida, nos seus pensamentos, nos seus atos. Cada manifestação de que participou era uma forma de descarregar sua raiva, acreditando que está participando de algo. A forma mais corriqueira de descarregar todo tipo de sentimento é através do blog que mantém desde agosto de 2009. “Desde que eu era muito pequena escrevia”, comenta, “sempre em ca-dernos, e não era sobre o doce que eu queria. Era sobre as coisas do mundo. Sobre os problemas, as tristezas, gente morrendo. Eu devia ter uns nove anos, não lembro bem. Mesmo meu gosto pela leitura foi muito natural, já era uma parte de mim”.
Até hoje, Laís lembra de um livro que a marcou: “Depois daquela viagem”, de Valéria Polizzi. O livro conta a história de uma menina que descobre ser portadora do vírus HIV. É um relato autobiográfico. Junto com a menina, Laís também descobria algo: o poder da palavra. “Esse foi um dos momentos que peguei mais ainda o gosto pela leitura”, conta.
Desde quando consegue se lembrar, Laís é apaixonada pelas palavras – tanto no papel de escritora como no de leitora. “Prefiro escrever do que ler. Na verdade, não é que eu prefira: é que o que descarrega o que eu sinto é a escrita”. Nesses quase dois anos que possui o blog, a escritora já postou mais de cem de seus textos. “Mesmo que ninguém leia, é uma forma de desabafar comigo mesma”, explica, “Eu escrevo sobre o mundo. Não o mundo de fora, o mundo de dentro. O meu mundo. Por isso os meus textos têm uma visão muito minha. As pessoas às vezes perguntam o que eu queria dizer, porque não entenderam muito bem, mas para mim tudo que escrevi é muito claro”.
Nessa busca do próprio ser, Laís percebe cada palavra que os outros pronunciam. Presta atenção em cada pronunciamento, como uma aluna aplicada, como que tentando achar naquelas palavras uma parte dela própria. A conversa flui porque a pessoa sente que ela sente o significado das coisas. E, como uma metamorfose ambulante, ela se adapta ao outro mundo roubando um pedacinho daquele para o seu próprio, em uma interpretação também própria. Os seus furtos nos outros mundos, o seu metamorfosear constante, faz com que ela tenha um mundo interno muito maior que qualquer externo possa ser, porque no final o seu será para sempre infinito e ininteligível, exceto para ela mesma. Ainda assim, teimando com seu interior, ela tenta dar um pouco daquele vasto mundo dela para todos, com textos que para ela são desabafos e para outros são revelações.
Na interpretação de cada um, Laís foge do próprio mundo sem deixar-se perceber. Doa um pedaço dobrado de mundo a cada um que um dia furtara, agregando muito mais do que a pessoa possa querer. Em cada um de seus textos, produz dezenas de sentimentos diferentes em cada um dos leitores.
Ela sabe o que quer, mas nem sempre sabe quem é. “Não me considero uma mulher, nem uma menina. É clichê eu falar isso, mas eu me considero um pouco de cada. Tenho uma parte menina, uma parte mulher, uma parte adolescente. É como se tivesse várias flores dentro de mim. Uma rosa, uma margarida, uma hortênsia. E não sou eu quem escolhe qual vai florescer. Em cada situação, uma floresce. Talvez eu seja uma flor exótica”.
CITAÇÕES
Futuro
“Tenho medo do futuro , medo de tudo aquilo que me é desconhecido e traz incertezas. Mas tenho medo e passou. Quando você tem medo simplesmente desiste?”
Cotidiano
“Eu sou uma pessoa que tem que ser reconquistada todos os dias. É como se a cada 24 horas zerasse a afinidade por uma pessoa. Não sei, é estranho.”
Mudar o próprio mundo
“Se eu visse algum motivo, eu mudaria. Mas se eu percebesse isso, visse algum sentido. Não por causa de outras pessoas”.
por Guilherme Martins
Laís Stefâni, se prende muito mais ao seu mundo interno que ao externo. Tem sérios problemas com esteiras elétricas, sol e pessoas. Nos olhos, esconde o sonho de conhecer o mundo inteiro, cada lugar, respirando cada ar diferente. Talvez assim conheça o próprio mundo, aquele de que ela tanto escreve e que, por mais explorado que esteja, nunca lhe foi totalmente compreensível. “É necessário ter seu próprio mundo”, afirma Laís, “Cada um deveria formar seu mundo interior, de forma que os acontecimentos externos despertem uma interpretação própria vinda do seu mundo. As pessoas estão se apossando de outros mundos para torná-los seus”.
Sentada com as pernas em borboleta, com uma blusa e colete pretos, cabelo em vários tons de castanho, jeans escuro, sapatilha e batom vermelho, Laís escrevia. Um anel de prata com bordas douradas figurava em seu polegar direito. Às vezes, seu cabelo lhe pregava peças e balançava em uma dança com o vento, bem diante dos seus olhos. Ela, porém, escrevendo com sua caneta azul em um papel arrancado de um bloco qualquer, ignorava o cabelo que limitava sua visão. Mais raramente, de forma delicada pousava parte da franja atrás da orelha esquerda. Parecia tão confortável naquele banquinho circular de cimento que era como se fosse uma extensão dele. Uma formiga caminhava pelos seus pés sem que a incomodasse, ou sequer percebesse, até minutos depois em que a formiga a surpreende. “Ah, uma formiga!”, exclama com a maior naturalidade e calma do mundo. A formiga lhe traz lembranças de uma infância não muito distante, de quando ela brincava com insetos e animais. Por vezes, machucava um deles só para poder cuidar depois e libertá-lo para o mundo.
Laís sente a fúria desse planeta, bem como suas alegrias e amores. Pensando na primeira, ela quase se indigna. Uma fina linha de expressão em sua testa a faz pensar por um momento em como expor o que sentia, inutilmente. Seu maior sonho é saber expressar suas ideias, tal qual como pensa. Essa indignação se reflete na sua vida, nos seus pensamentos, nos seus atos. Cada manifestação de que participou era uma forma de descarregar sua raiva, acreditando que está participando de algo. A forma mais corriqueira de descarregar todo tipo de sentimento é através do blog que mantém desde agosto de 2009. “Desde que eu era muito pequena escrevia”, comenta, “sempre em ca-dernos, e não era sobre o doce que eu queria. Era sobre as coisas do mundo. Sobre os problemas, as tristezas, gente morrendo. Eu devia ter uns nove anos, não lembro bem. Mesmo meu gosto pela leitura foi muito natural, já era uma parte de mim”.
Até hoje, Laís lembra de um livro que a marcou: “Depois daquela viagem”, de Valéria Polizzi. O livro conta a história de uma menina que descobre ser portadora do vírus HIV. É um relato autobiográfico. Junto com a menina, Laís também descobria algo: o poder da palavra. “Esse foi um dos momentos que peguei mais ainda o gosto pela leitura”, conta.
Desde quando consegue se lembrar, Laís é apaixonada pelas palavras – tanto no papel de escritora como no de leitora. “Prefiro escrever do que ler. Na verdade, não é que eu prefira: é que o que descarrega o que eu sinto é a escrita”. Nesses quase dois anos que possui o blog, a escritora já postou mais de cem de seus textos. “Mesmo que ninguém leia, é uma forma de desabafar comigo mesma”, explica, “Eu escrevo sobre o mundo. Não o mundo de fora, o mundo de dentro. O meu mundo. Por isso os meus textos têm uma visão muito minha. As pessoas às vezes perguntam o que eu queria dizer, porque não entenderam muito bem, mas para mim tudo que escrevi é muito claro”.
Nessa busca do próprio ser, Laís percebe cada palavra que os outros pronunciam. Presta atenção em cada pronunciamento, como uma aluna aplicada, como que tentando achar naquelas palavras uma parte dela própria. A conversa flui porque a pessoa sente que ela sente o significado das coisas. E, como uma metamorfose ambulante, ela se adapta ao outro mundo roubando um pedacinho daquele para o seu próprio, em uma interpretação também própria. Os seus furtos nos outros mundos, o seu metamorfosear constante, faz com que ela tenha um mundo interno muito maior que qualquer externo possa ser, porque no final o seu será para sempre infinito e ininteligível, exceto para ela mesma. Ainda assim, teimando com seu interior, ela tenta dar um pouco daquele vasto mundo dela para todos, com textos que para ela são desabafos e para outros são revelações.
Na interpretação de cada um, Laís foge do próprio mundo sem deixar-se perceber. Doa um pedaço dobrado de mundo a cada um que um dia furtara, agregando muito mais do que a pessoa possa querer. Em cada um de seus textos, produz dezenas de sentimentos diferentes em cada um dos leitores.
Ela sabe o que quer, mas nem sempre sabe quem é. “Não me considero uma mulher, nem uma menina. É clichê eu falar isso, mas eu me considero um pouco de cada. Tenho uma parte menina, uma parte mulher, uma parte adolescente. É como se tivesse várias flores dentro de mim. Uma rosa, uma margarida, uma hortênsia. E não sou eu quem escolhe qual vai florescer. Em cada situação, uma floresce. Talvez eu seja uma flor exótica”.
CITAÇÕES
Futuro
“Tenho medo do futuro , medo de tudo aquilo que me é desconhecido e traz incertezas. Mas tenho medo e passou. Quando você tem medo simplesmente desiste?”
Cotidiano
“Eu sou uma pessoa que tem que ser reconquistada todos os dias. É como se a cada 24 horas zerasse a afinidade por uma pessoa. Não sei, é estranho.”
Mudar o próprio mundo
“Se eu visse algum motivo, eu mudaria. Mas se eu percebesse isso, visse algum sentido. Não por causa de outras pessoas”.
por Guilherme Martins
domingo, 3 de abril de 2011
Sobre o amor/3
"- Não dá, a gente não vai dar certo. A gente não concorda em nada. Somos opostos em tudo. Vamos ver, qual é a sua cor preferida?
- Branco.
- Olha aí! A minha é vermelho, o oposto da sua!
- Ah, tá! Rsrs. E é sobre esse tipo de diferença que você diz? Agora as cores que decidem o nosso futuro?"
Mas nós demoramos a perceber, que quando amamos alguém, passamos a ter mais de uma cor preferida; Passamos a ter mais de um sonho; Passamos a nos preocupar com mais um coração; Passamos a ser tolereantes não só com os nossos defeitos; Passamos a pensar não só na nossa própria felicidade, mas na felicidade de outro alguém.
Demoramos a perceber que amor é exatamente estar disposto a responder: A minha cor preferida é branco e vermelho. Mesmo que uma delas seja preferida pelo simples fato de ser a preferida do seu alguém.
- Branco.
- Olha aí! A minha é vermelho, o oposto da sua!
- Ah, tá! Rsrs. E é sobre esse tipo de diferença que você diz? Agora as cores que decidem o nosso futuro?"
Mas nós demoramos a perceber, que quando amamos alguém, passamos a ter mais de uma cor preferida; Passamos a ter mais de um sonho; Passamos a nos preocupar com mais um coração; Passamos a ser tolereantes não só com os nossos defeitos; Passamos a pensar não só na nossa própria felicidade, mas na felicidade de outro alguém.
Demoramos a perceber que amor é exatamente estar disposto a responder: A minha cor preferida é branco e vermelho. Mesmo que uma delas seja preferida pelo simples fato de ser a preferida do seu alguém.
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