segunda-feira, 12 de julho de 2010

Claridade

A claridade passa pela janela, sem nem mesmo pedir licença. Assim como a escuridão antes indicava que era noite, a claridade vem silenciosamente indicando que ganhamos novas oportunidades para jogar aquelas cartas que guardamos no fundo do lugar em que guardamos os nossos maiores desejos e sonhos ocultos, pensando que estas nunca seriam jogadas. As vontades sempre são jogadas nos lugares mais fundos, como se não tivessem sentido algum. Oras! Se um dia eu puder encher o céu de beijinhos, só será incrível porque antes, essa era a minha maior vontade. E se em um outro dia eu puder roubar todos esses beijinhos, com um pedaço do azul e um pouco da delicadeza do voo dos passarinhos que por ali voaram, e entregar aos que me colorem, seria um descontrole nas risadas e nas rugas de alegria. E repito: só seriam, porque antes, isso foi uma vontade.
A claridade, todos os dias, acorda cedo para tirar as teias que prendem os nossos sonhos. Trás junto com ela, passarinhos novos que esperam por comida, florzinhas em árvores frutíferas, um sol descansado, um céu alcançável, novas metas, autonomia para desligar-se do que já se passou e um cheiro de novo dia, acompanhado com o gosto do café que quase grita por novos erros e acertos e uma melodia louca, sem sentido e cheia de batuques, mostrando que hoje... que hoje você não precisa mais se importar com o sentido e com as regras das cartas. E no final do dia, a claridade vira escuridão, mesmo. Mas se soube aproveitar toda ela, quando esta se tornar escuridão, estarás sonhando... Estarás sonhando, para amanhã, quando novamente for dia, tú acordar, pegar o travesseiro cheio de sonhos e sair por aí, realizando-os e compartilhando-os com o mundo. Mas se não soube aproveitá-la, aí tudo parecerá escuridão. Até mesmo as flores que acordam e quase podem desejar um bom dia. O café parecerá sem açúcar e os sonhos parecerão coisas de filmes românticos ou de novelas mentirosas.
Peço pra que quando abrir tuas janelas...Não te irrites com a claridade que por ela entra, sem o pedido de licença. Não é por falta de respeito ou provocação. Ela tem medo de dizer tão claramente, que o mundo pertence aos que sonham acordados.
Perdoem-me! Agora terei que confessar, que manchei o céu. Sei que não tinha tal direito, mas não resisti. A vontade falou mais alto e, logo pela manhã, um novo dia me deu forças para dar todos os beijinhos que pude. Vi o mundo de lá de cima e agora, me alegram os pássaros e os montinhos de algodão que se movimentam no azul que pude beijar.



Ps: Adoro a música e a cantora! 
  "Cai na dança, cai. Vem pra roda da malemolencia". ( CéU )

Ps(dois): Eu vou ser a dinda do Dudu! *-----* EU! Será que alguém consegue imaginar o tamanho da minha felicidade?! hoho.