Quando pequena, pensava que as luzes que via lá longe, do outro lado do morro, eram pessoinhas que haviam aprendido a brilhar. Pra falar a verdade, até hoje não penso que são apenas umas gotinhas de eletricidade, que tentam iluminar o céu das casas e das ruas, fingindo ter alguma semelhança com a lua que acende o mundo inteiro, lá de cima. São pessoinhas sim! É pessoinha tão forte, tão forte e tão forte, que deixa claro o dia inteiro, pra gente poder trabalhar e estudar tranquilos. E quando, silenciosamente, o dia é pintado todo de preto, as pessoinhas se dividem. Cada pessoinha vai pra um canto, e fica lá, sem se movimentar, só iluminando as ruas e vielas, e o quarto do menininho que morre de medo do escuro. Fica uma pessoinha lá, pronta para iluminar o céu, que muita gente, ao derramar lágrimas escuras, não pôde enxergar.
E ai eu percebia que as pessoinhas ficavam se apagando e acendendo toda hora. Em questão de segundos. Não sabia bem o porquê, e nem sabia a quem perguntar. Pensei em mandar uma carta, jogar pro alto e ver no que dá. Mas talvez elas tivessem as patinhas quebradas, assim como o passarinho que uma vez, eu tentei forçar pra que voasse. Caiu no chão na mesma hora e nem soube o que cantar. Simplesmente, não cantou. Pensei em gritar, mas sempre me diziam que meus gritos nunca me fariam chegar a lugar algum. Não soube o que fazer. Nunca soube. E não pense que inventarei um final sem interrogações pra essa história, porque não inventarei. E, mesmo se houvesse entendido o porquê delas ficarem piscando, não desvendaria o mistério assim, como se fosse mágico iniciante, empolgado com uma nova mágica aprendida.
Sei que não é explicável a sensação, de quando a noite chega e eu olho lá longe, aquelas pessoinhas. Fico boba. Balançando a mão em movimentos rápidos de uns 180º. Indo e voltando. Falto abraçar todas as pessoinhas, e encaixá-las lá no céu, que é o lugar delas.
E quando as via, piscando feito pessoinhas alegres e brincalhonas, eu pensava: Minha nossa! Será que um dia, eu vou estar lá, junto com elas? Será que um dia, vão me olhar brilhando assim e sorrindo tanto?
Ainda há o mistério de todas aquelas pessoinhas. Alguns dizem que aquelas luzes que vemos de longe, são simplesmente as luzes das casas, dos carros e dos postes. Mentem assim, no maior cinismo.
Mas, mal sabia eu, que lá longe, as pessoinhas também olhavam pra mim, como o mesmo olhar com o que eu as olhava. Com a mesma admiração e com as mesmas perguntas. Sentiam-se bem quando me viam e, me viam piscando o tempo inteiro. E lá longe, as pessoinhas me viam como pessoinha. E eu aqui, as via como pessoinhas.
Fico sonhando com o dia em que nós, serenamente, olharemos para o nosso baú de sonhos e enxergaremos, lá no fundo, uma multidão de pessoinhas alegres, sonhadoras, esperançosas, fortes, honestas e de bom coração, que guardamos dentro de nós. Será que um dia, as pessoas perceberão que são pessoinhas? Que são o céu que contemplam e todas as coisas que lá existe? É tão bonito, um bando de pessoinhas juntas. Sei lá... Fica uma alegria sincronizada, apesar da bagunça.
sábado, 25 de setembro de 2010
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Cora Coralina
Me fez encher os olhos de emoção, brilho e água com sal, seguido de um sentimento de não sei o quê.
Humildade
"Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.
Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.
Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.
Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa."
( Cora Coralina )
Humildade
"Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.
Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.
Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.
Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa."
( Cora Coralina )
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
As diferenças que nos tornam iguais.
Seria mesmo hipocrisia dizer que todos somos iguais. Não somos. Nunca fomos iguais e creio que nunca seremos. É o mesmo que dizer que a maçã tem o mesmo gosto do morango ou que todos os felinos têm que ser da espécie dos gatos.
Acontece que o mundo inteiro insiste na ideia de que todos devem ser do mesmo jeito. De que todos devem usar as mesmas roupas, ter a mesma cor de cabelo, ter a mesma religião, frequentar os mesmo lugares, ter a mesma cor de pele, pertencer a uma determinada classe social, ter o mesmo celular do momento, gostar de um único estilo musical, ter o mesmo jeito de andar, ter o mesmo jeito automático de movimentar os braços e o mesmo jeito alienado de olhar o mundo. Acontece que o mundo inteiro ainda não se deu conta, de que tudo isso que eles cobram que deveria ser uniforme, é secundário demais pra ser discutido. É bobo e inútil demais pra ser discutido. Não devem saber ainda, que pouco importa a cor da pele ou o traje que nós carregamos. O que importa mesmo, é a bagagem de dentro. Aquilo que ninguém vê e por isso, tentam encontrar um jeito de diminuir alguns e exaltar outros, com o que acham que enxergam.
Acontece também, que o mundo inteiro perde tanto tempo julgando aquilo que os olhos cruéis enxergam, que acabam não se dando conta de que o mundo está apodrecendo em preconceitos. Mas se ao invés de perdermos tanto tempo pensando em qual cor de pele é mais ou menos importante, ou em qual é o perfil que deveriamos mais respeitar, começassemos a cobrar um perfil ético e moral descente, garanto: o tempo seria muito bem gasto e as pessoas muito mais felizes. Pelo menos ofendidos, não seriam.
Por favor, não seja um falso moralista. Se você consegue ver um irmão passando fome e não é capaz de ajudá-lo e mesmo assim, consegue colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente, é o mais imoral de todos. E ai meu caro, não importa a tua cor, não importa a tua religião, não importa a tua vestimenta e muito menos a sua posição diante das classes econômicas do capitalismo, você será mais miserável do que ele e do que todos os outros que você julga ser digno de pena.
Por favor, exija bom caráter. Só ele pode acabar com as cicatrizes que podemos causar nos outros. Por favor, esqueça o preconceito das cores claras ou escuras. Elas ficam tristes e se descolorem por saber que são usadas pra ofender. Por favor, lembre-se de ajudar o mundo e, antes que me perguntem como, já deixo claro que um copo de água já ajudaria. Por favor, não pense que alguém escolhe ser "sujo", ser pobre ou ter nascido na rua.
Porque apesar das claras diferenças, somos todos iguais. Merecemos o mesmo respeito, as mesmas condições, o mesmo tratamento e a mesma compaixão. E no final, ninguém vale mais e nem menos que ninguém.
Por favor, paremos de esconder os raios do sol que alguns nem chegaram a conhece-los. Sei que se o conhecessem, se surpreenderiam tanto, tanto e tanto, que até aprenderiam a ser felizes. E quem somos nós, pra esconder a felicidade das flores?
Ontem foi o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Os apoio de todo o coração. Espero mesmo que o lema seja a "inclusão" em todos os sentidos. Que "inclusão" não esteja apenas estampado em nossas blusas ou naquilo que falamos e pouco sentimos. Que realmente possamos todos, destrancar os nossos corações e começarmos a ver o próximo, como um irmão. De fato, é aí que começa a primavera. ^^
Acontece que o mundo inteiro insiste na ideia de que todos devem ser do mesmo jeito. De que todos devem usar as mesmas roupas, ter a mesma cor de cabelo, ter a mesma religião, frequentar os mesmo lugares, ter a mesma cor de pele, pertencer a uma determinada classe social, ter o mesmo celular do momento, gostar de um único estilo musical, ter o mesmo jeito de andar, ter o mesmo jeito automático de movimentar os braços e o mesmo jeito alienado de olhar o mundo. Acontece que o mundo inteiro ainda não se deu conta, de que tudo isso que eles cobram que deveria ser uniforme, é secundário demais pra ser discutido. É bobo e inútil demais pra ser discutido. Não devem saber ainda, que pouco importa a cor da pele ou o traje que nós carregamos. O que importa mesmo, é a bagagem de dentro. Aquilo que ninguém vê e por isso, tentam encontrar um jeito de diminuir alguns e exaltar outros, com o que acham que enxergam.
Acontece também, que o mundo inteiro perde tanto tempo julgando aquilo que os olhos cruéis enxergam, que acabam não se dando conta de que o mundo está apodrecendo em preconceitos. Mas se ao invés de perdermos tanto tempo pensando em qual cor de pele é mais ou menos importante, ou em qual é o perfil que deveriamos mais respeitar, começassemos a cobrar um perfil ético e moral descente, garanto: o tempo seria muito bem gasto e as pessoas muito mais felizes. Pelo menos ofendidos, não seriam.
Por favor, não seja um falso moralista. Se você consegue ver um irmão passando fome e não é capaz de ajudá-lo e mesmo assim, consegue colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente, é o mais imoral de todos. E ai meu caro, não importa a tua cor, não importa a tua religião, não importa a tua vestimenta e muito menos a sua posição diante das classes econômicas do capitalismo, você será mais miserável do que ele e do que todos os outros que você julga ser digno de pena.
Por favor, exija bom caráter. Só ele pode acabar com as cicatrizes que podemos causar nos outros. Por favor, esqueça o preconceito das cores claras ou escuras. Elas ficam tristes e se descolorem por saber que são usadas pra ofender. Por favor, lembre-se de ajudar o mundo e, antes que me perguntem como, já deixo claro que um copo de água já ajudaria. Por favor, não pense que alguém escolhe ser "sujo", ser pobre ou ter nascido na rua.
Porque apesar das claras diferenças, somos todos iguais. Merecemos o mesmo respeito, as mesmas condições, o mesmo tratamento e a mesma compaixão. E no final, ninguém vale mais e nem menos que ninguém.
Por favor, paremos de esconder os raios do sol que alguns nem chegaram a conhece-los. Sei que se o conhecessem, se surpreenderiam tanto, tanto e tanto, que até aprenderiam a ser felizes. E quem somos nós, pra esconder a felicidade das flores?
Ontem foi o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Os apoio de todo o coração. Espero mesmo que o lema seja a "inclusão" em todos os sentidos. Que "inclusão" não esteja apenas estampado em nossas blusas ou naquilo que falamos e pouco sentimos. Que realmente possamos todos, destrancar os nossos corações e começarmos a ver o próximo, como um irmão. De fato, é aí que começa a primavera. ^^
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
O Teatro Mágico
Foi o show mais lindo que já fui! :) O Teatro Mágico ficou o dia todo na minha cabeça hoje, portanto, enchi o blog com videos deles. Baisers :*
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Esse amor
É que quando a gente se apaixona por Deus, tudo começa a se apaixonar pela gente. Inclusive a vida.
É como se esse fosse o segredo para vivê-la. O segredo para realmente vivê-la. É como se esse fosse o segredo para não só estar aqui, aonde estamos, mas para viver e sentir tudo isso que somos. E tudo o que um dia nunca foi passivel de sentido, agora é.
As sensações vividas chegam a ser mais intensas e inexplicáveis, tal como deve ser o que chamamos aqui, de amor. Não seria esse (o amor), o conjunto de todos os sentimentos bons, que geraria uma sensação chamada amor? É que com Deus, a sensação parece sempre ser essa: de um constante amor, que nunca ameaça ir embora.
Ps: Comecei a ler "Os miseráveis" hoje, do Victor Hugo. Ojalá sea bueno. õ/
Ps²: Eu vou ter que dedicar todos os "Ps" pra Ranny, não tem como, rs. Obrigada de novo Ranny! *-* Vi outro textinho meu no seu perfil, e mais uma vez fiquei super alegre. Não tenho como agradecer á altura, portanto, obrigada. E obrigada por falar de mim no seu twitter e por não hesitar em mostrar o blog *-* ( Espero que dessa vez você não esteja triste. E se estiver, espero que não fique mais)
Ps³: Ainda tem outros "ps", mas completo quando eu chegar do Francês :/ Baisers
É como se esse fosse o segredo para vivê-la. O segredo para realmente vivê-la. É como se esse fosse o segredo para não só estar aqui, aonde estamos, mas para viver e sentir tudo isso que somos. E tudo o que um dia nunca foi passivel de sentido, agora é.
As sensações vividas chegam a ser mais intensas e inexplicáveis, tal como deve ser o que chamamos aqui, de amor. Não seria esse (o amor), o conjunto de todos os sentimentos bons, que geraria uma sensação chamada amor? É que com Deus, a sensação parece sempre ser essa: de um constante amor, que nunca ameaça ir embora.
Ps: Comecei a ler "Os miseráveis" hoje, do Victor Hugo. Ojalá sea bueno. õ/
Ps²: Eu vou ter que dedicar todos os "Ps" pra Ranny, não tem como, rs. Obrigada de novo Ranny! *-* Vi outro textinho meu no seu perfil, e mais uma vez fiquei super alegre. Não tenho como agradecer á altura, portanto, obrigada. E obrigada por falar de mim no seu twitter e por não hesitar em mostrar o blog *-* ( Espero que dessa vez você não esteja triste. E se estiver, espero que não fique mais)
Ps³: Ainda tem outros "ps", mas completo quando eu chegar do Francês :/ Baisers
terça-feira, 31 de agosto de 2010
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As confusões voltaram...E agora estão me dizendo para esquecer um coração e fingir que o meu também nunca existiu. Estão me dizendo para apagar os personagens que quase não são visiveis, do meu livro preferido. Mas quem disse que tenho essa borracha?!
As confusões não sabem, que deixar pra trás a felicidade, é o mesmo que fingir que não existe vida. Não. As confusões não farão o meu amor perecer. Não dessa vez. Por favor!
Não me farte de bagunças a cabeça. Meu coração anda sorrindo, pra cima. Com medo de tremer demais ao encontrá-lo, e cair no chão, sem chão. Mas, instável como é, tem medo de não acreditar que é mesmo tudo de verdade. E se não for? E se for? E se eu resolver acreditar que tudo foi truque de mágico experiente? Ai tudo se desfaz, com a mesma mágica e o mesmo toque com que começou. Cansei do espetáculo. Eu não nasci pra ser livro fechado. Quem quiser ler, que leia. Mas, que saibam antes, ler nas entrelinhas. Que saibam antes, interpretar cada letra que nunca vai ser o que simplesmente parece. Mas que no final, todos os caminhos, leitores, autores e personagens, levem aos sorrisos e ao amor. Esse fruto sim, é o que sempre esteve maduro.
As confusões não sabem, que deixar pra trás a felicidade, é o mesmo que fingir que não existe vida. Não. As confusões não farão o meu amor perecer. Não dessa vez. Por favor!
Não me farte de bagunças a cabeça. Meu coração anda sorrindo, pra cima. Com medo de tremer demais ao encontrá-lo, e cair no chão, sem chão. Mas, instável como é, tem medo de não acreditar que é mesmo tudo de verdade. E se não for? E se for? E se eu resolver acreditar que tudo foi truque de mágico experiente? Ai tudo se desfaz, com a mesma mágica e o mesmo toque com que começou. Cansei do espetáculo. Eu não nasci pra ser livro fechado. Quem quiser ler, que leia. Mas, que saibam antes, ler nas entrelinhas. Que saibam antes, interpretar cada letra que nunca vai ser o que simplesmente parece. Mas que no final, todos os caminhos, leitores, autores e personagens, levem aos sorrisos e ao amor. Esse fruto sim, é o que sempre esteve maduro.
Um balde, uma agulha e uma linha.
Chamaram-lhe pelo nome. Havia uma certa urgência nos mais diferentes tons de gritos e logo foi pensando em um jeito de manter-se calma. Pra falar a verdade, ela não conseguiu. A vida um dia, havia feito com que ela acreditasse que só existiam gritos de pânico. E aparentemente, a reação mais sensata, era entrar em pânico junto com os tais gritos. Ela era assim, até então. Sempre esperava uma dor, por trás de um sorriso. E quanto mais alto fosse o sorriso, mais tentava se preparar para o que estava por vir. Mas por favor, não a julguem por esses atos passados. Ela nunca escolheu ter que cair dos sonhos e sempre começar tudo de novo. Mas era fato que quanto mais escalava os galhos da árvore dos seus sonhos, mais longe ele ficava. E aí, ela se esticava todinha, tentando pegar o fruto que parecia não querer ser colhido. E quando ela pegava o fruto - opa - ia ela, batendo a cabeça em todos os galhos da árvore, até cair no chão novamente.
Mas repito: Chamaram-lhe pelo primeiro e pelo segundo nome. E ela nunca havia se sentido tão importante na vida. Sentia, como se sentisse uma música pura e tranquila, todos os tons de voz e toda a doçura de todos que a chamavam. Saiu correndo, sem saber o que fazer. E ouviu lá no fundo alguém que dizia: "Por favor, não se esqueça do balde, da agulha e das linhas cor de pele! Por favor, corra!". Preferiu não desobedecer. Pegou as coisas e foi correndo pra rua. Quando viu aquele aglomerado de gente esperando por ela, só por ela, mal soube o que pensar e por isso, não pensou. Todos foram abrindo o caminho para que ela pudesse passar, até que chegou ao centro da roda. Foi quando viu algo semelhante a um espelho, lá no meio. Não era possivel ser ela mesma lá na frente, abraçando um coração que se pudesse, passaria a eternidade admirando. Mas era. Era ela! E um senhor chegou de mansinho e disse: "A senhora havia perdido as chaves?!". Ela, confusa, respondeu-lhe:" Quais chaves, senhor?". Ele: "As suas chaves. As chaves que trancaram as portas e as janelas que, todos os dias, os sonhos, as esperanças, o amor, os sorrisos e a felicidade tentavam entrar. Mas agora não importa! Não precisamos de chave. Vamos costurá-los em você."
Pegaram-na pelos braços, e cuidadosamente, fizeram um pequeno corte perto do peito. Encontraram ali, um coração todo assustado, e colocaram logo todos os sentimentos que faltavam. Não colocaram pitadas de nada. Colocaram muitas pitadas de cada sentimento bom. E costuraram todos ali, sem que tivessem saída. Para isso servia a agulha e a linha cor de pele. Descobriu o grito de felicidade e anda sorrindo, de dentro pra fora. E até vê que cair dos sonhos, fez com que fosse adquirindo prática pra colher os frutos na hora certa, quando estivesse realmente preparada para comê-los.
Dois menininhos quebraram o silêncio e perguntaram, com voz suave de criança: E o balde?! Pra que era mesmo o balde?
Incrivelmente, a moça já sabia o que fazer com o balde. Se sentia tão feliz e tão completa, que precisava dividir essa felicidade com o mundo. Ia deixando transbordar alegria, pra quem quisesse tomar o mesmo banho que ela.
Ps: Ontem fez um ano de blog *-* E nem consigo dizer o quanto me faz bem escrever.
Ps²: Eu acho que não sei mais como é ir pra escola. Alguém pode fazer o favor de me ensinar?! rs
Ps³: É isso. Vou ir estudar algumas coisas antes de ir pro inglês. Baisers e fiquem com Deus.
Mas repito: Chamaram-lhe pelo primeiro e pelo segundo nome. E ela nunca havia se sentido tão importante na vida. Sentia, como se sentisse uma música pura e tranquila, todos os tons de voz e toda a doçura de todos que a chamavam. Saiu correndo, sem saber o que fazer. E ouviu lá no fundo alguém que dizia: "Por favor, não se esqueça do balde, da agulha e das linhas cor de pele! Por favor, corra!". Preferiu não desobedecer. Pegou as coisas e foi correndo pra rua. Quando viu aquele aglomerado de gente esperando por ela, só por ela, mal soube o que pensar e por isso, não pensou. Todos foram abrindo o caminho para que ela pudesse passar, até que chegou ao centro da roda. Foi quando viu algo semelhante a um espelho, lá no meio. Não era possivel ser ela mesma lá na frente, abraçando um coração que se pudesse, passaria a eternidade admirando. Mas era. Era ela! E um senhor chegou de mansinho e disse: "A senhora havia perdido as chaves?!". Ela, confusa, respondeu-lhe:" Quais chaves, senhor?". Ele: "As suas chaves. As chaves que trancaram as portas e as janelas que, todos os dias, os sonhos, as esperanças, o amor, os sorrisos e a felicidade tentavam entrar. Mas agora não importa! Não precisamos de chave. Vamos costurá-los em você."
Pegaram-na pelos braços, e cuidadosamente, fizeram um pequeno corte perto do peito. Encontraram ali, um coração todo assustado, e colocaram logo todos os sentimentos que faltavam. Não colocaram pitadas de nada. Colocaram muitas pitadas de cada sentimento bom. E costuraram todos ali, sem que tivessem saída. Para isso servia a agulha e a linha cor de pele. Descobriu o grito de felicidade e anda sorrindo, de dentro pra fora. E até vê que cair dos sonhos, fez com que fosse adquirindo prática pra colher os frutos na hora certa, quando estivesse realmente preparada para comê-los.
Dois menininhos quebraram o silêncio e perguntaram, com voz suave de criança: E o balde?! Pra que era mesmo o balde?
Incrivelmente, a moça já sabia o que fazer com o balde. Se sentia tão feliz e tão completa, que precisava dividir essa felicidade com o mundo. Ia deixando transbordar alegria, pra quem quisesse tomar o mesmo banho que ela.
Ps: Ontem fez um ano de blog *-* E nem consigo dizer o quanto me faz bem escrever.
Ps²: Eu acho que não sei mais como é ir pra escola. Alguém pode fazer o favor de me ensinar?! rs
Ps³: É isso. Vou ir estudar algumas coisas antes de ir pro inglês. Baisers e fiquem com Deus.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Serenata de Amor :D
"Segundo alguns psicanalistas quando se apaixona, você não se relaciona com alguém de carne e osso, mas com uma projeção criada por você mesmo; e a projeção que fazemos é a de um ser absolutamente perfeito. Mas depois de um período a projeção acaba, e você passa a enxergar de verdade a pessoa com quem está se relacionando. Invariavelmente, algumas virtudes do parceiro ou da parceira vão embora junto com a projeção, outras ficam .. e se o que ficou de cada um for suficiente para os dois, a relação perdura, caso contrário ninguém sabe o que faz o botãozinho ligar e iniciar uma nova projeção."
Ps: E não é que é a mais pura verdade?! ;D
Rita Apoena
Olá, meus queridos Baisers. ^^
Hoje estou em uma super correria para organizar toda a bagunça acumulada que tem me deixado bastante agoniada. Mas resolvi dar uma passadinha por aqui. Não tenho muito o que falar (ou tenho bastante), mas tudo o que eu tiver que escrever, escreverei mais tarde, quando tudo já estiver sincronizado.
Bom...Eu vim aqui agora, pra apresentar a vocês, uma ótima escritora que um dia me apresentaram. Ela não é muito conhecida entre as pessoas, pra falar a verdade, ela é pouquíssimo conhecida. O nome dela não é Fernando Pessoa e nem Clarice Lispector, mas seu talento é tão admirável quanto. Vou contar como a descobri, antes de tudo.
Tenho uma irmã mais velha, pra quem ainda não sabe. E querendo ou não, acho que sempre tivemos o gosto bem parecido em certas coisas. Então muitas das coisas que gosto hoje, eu descobri através dela. Posso citar umas mil coisas que adoro e que talvez eu nem conhecesse, se não fosse por ela. Enfim, com a Rita Apoena não foi diferente. Foi a minha irmã quem me apresentou. Rita Apoena era escritora de blog. Pintava suas palavras nessas telinhas e, quem teve a oportunidade de acompanhar cada uma dessas obras de arte diariamente, deve ter tido o coração colorido por ela também. Infelizmente, quando a descobri já era um pouco tarde. Ela desfez seu blog e só restam alguns poemas que encontro pela internet, que já é o suficiente pra eu admirá-la e para dizer que ela é uma inspiração de sonhos, e isso faz com que as palavras até fluam de maneira mais fácil e dócil. Fico extremamente feliz por ver que na internet existem pessoas que nos fazem felizes com algumas palavras brotadas no coração. Uma tentativa alcançada, de brotar florzinhas no coração dos outros.
Uns de seus escritos:
"Alguns escrevem pela arte, pela linguagem, pela literatura. Esses, sim, são os bons. Eu só escrevo para fazer afagos. E porque eu tinha de encontrar um jeito de alongar os braços. E estreitar distâncias. E encontrar os pássaros: há muitas distâncias em mim (e uma enorme timidez). Uns escrevem grandes obras. Eu só escrevo bilhetes para escondê-los, com todo cuidado, embaixo das portas." ( Rita Apoena )
"Deitada na grama, o céu empoeirado de estrelas. Passei o dedo e - curioso - algumas vieram grudadas na ponta. Olhei para cima e assoprei. Foi tanta estrela caindo que agora eu mal consigo enxergar de tanta esperança."
"Quem não compreende o silêncio ainda não está pronto para ser flor."
Ps: É isso, rs. Agora vou arrumar a minha bagunça, antes que eu desanime e perca a coragem que hoje está beeem forte. ^^ Até mais tarde.
Hoje estou em uma super correria para organizar toda a bagunça acumulada que tem me deixado bastante agoniada. Mas resolvi dar uma passadinha por aqui. Não tenho muito o que falar (ou tenho bastante), mas tudo o que eu tiver que escrever, escreverei mais tarde, quando tudo já estiver sincronizado.
Bom...Eu vim aqui agora, pra apresentar a vocês, uma ótima escritora que um dia me apresentaram. Ela não é muito conhecida entre as pessoas, pra falar a verdade, ela é pouquíssimo conhecida. O nome dela não é Fernando Pessoa e nem Clarice Lispector, mas seu talento é tão admirável quanto. Vou contar como a descobri, antes de tudo.
Tenho uma irmã mais velha, pra quem ainda não sabe. E querendo ou não, acho que sempre tivemos o gosto bem parecido em certas coisas. Então muitas das coisas que gosto hoje, eu descobri através dela. Posso citar umas mil coisas que adoro e que talvez eu nem conhecesse, se não fosse por ela. Enfim, com a Rita Apoena não foi diferente. Foi a minha irmã quem me apresentou. Rita Apoena era escritora de blog. Pintava suas palavras nessas telinhas e, quem teve a oportunidade de acompanhar cada uma dessas obras de arte diariamente, deve ter tido o coração colorido por ela também. Infelizmente, quando a descobri já era um pouco tarde. Ela desfez seu blog e só restam alguns poemas que encontro pela internet, que já é o suficiente pra eu admirá-la e para dizer que ela é uma inspiração de sonhos, e isso faz com que as palavras até fluam de maneira mais fácil e dócil. Fico extremamente feliz por ver que na internet existem pessoas que nos fazem felizes com algumas palavras brotadas no coração. Uma tentativa alcançada, de brotar florzinhas no coração dos outros.
Uns de seus escritos:
"Alguns escrevem pela arte, pela linguagem, pela literatura. Esses, sim, são os bons. Eu só escrevo para fazer afagos. E porque eu tinha de encontrar um jeito de alongar os braços. E estreitar distâncias. E encontrar os pássaros: há muitas distâncias em mim (e uma enorme timidez). Uns escrevem grandes obras. Eu só escrevo bilhetes para escondê-los, com todo cuidado, embaixo das portas." ( Rita Apoena )
"Deitada na grama, o céu empoeirado de estrelas. Passei o dedo e - curioso - algumas vieram grudadas na ponta. Olhei para cima e assoprei. Foi tanta estrela caindo que agora eu mal consigo enxergar de tanta esperança."
"Quem não compreende o silêncio ainda não está pronto para ser flor."
Ps: É isso, rs. Agora vou arrumar a minha bagunça, antes que eu desanime e perca a coragem que hoje está beeem forte. ^^ Até mais tarde.
domingo, 22 de agosto de 2010
O vazio anda se enchendo.
Já é tarde da noite pra alguém que terá um dia cheio de corridas e desapegos, quando a noite resolver dormir. Em outros casos, estaria dormindo e sonhando com aquilo que sonha acordada, e que não quer perder de vista ao fechar os olhos, por isso sonha com o que quer sonhar. Mas hoje não. Hoje não poderia deixar de pintar as letrinhas que viu mais cedo, no coração de outra menina - talvez a que more dentro dela.
Foi bem rápido e incomum. Nessa linguagem, ninguém entenderá, mas os desafiarei a compreender-me ou não. Foi como se a menina estivesse em um quarto, e a luz estivesse sendo apagada e acessa, alternadamente, em poucos segundos. A menina pouco entendia tudo o que estava acontecendo, mas sabia que algo estava dando certo ou errado. Quando me dei conta, a menina estava tremula por dentro, como se estivesse sobre ela, agindo uma outra força ou voz. Aquelas palavras hoje, tocaram a menina, em um lugar quase fundo, que quase a moveu. Ao contrário de ontem, que não conseguiam tocar os lugares mais superficiais que a habitavam. Fechou os olhos desesperadamente e se viu correndo por entre todos os corações, e inundando toda a cidade com suas lágrimas incontroláveis, que hoje não eram de tristeza e nem de alegria. Eram lágrimas diferentes. Eram lágrimas de limpeza de espirito. Eram melhor que lavar a caneca suja com detergente ou algo mais potente. As lágrimas eram de limpeza profunda. As lágrimas eram para tirar toda a sujeira de dentro da menina. As lágrimas eram de aceitação. Sim! Ela o sentiu! Ela o sentiu hoje! Ela o aceitou! Ele a preencheu! Ela o sentiu dentro de si! Não me refiro a nenhum homem não. Não me refiro a nenhum mero homem, que não poderia nunca, vir a ser o dono e o único motivo de minha felicidade. Me refiro ao vazio...Aquele vazio que um dia, eu pensei que nunca seria preenchido. Me refiro ao vazio que hoje, só hoje, eu senti que não mais existe. Agora sim, eu me sinto parte da menina. Agora sim, os abraços começaram a abraçar-me com força. Obrigada!
Ps: Hoje eu senti os meus lindos mecherem o dia inteiro. É tão lindo imaginar que dentro de uma barriga, a mãe dá forças e alimentos, para que daqui a uns dias, um ser humano já tenha tido o curso completo de como sobreviver por conta própria.
Ps²: Diz o Paulinho: "Vamos começar, colocando um ponto final". Então vamos! Que fique a linda e aveludada voz, do meu querido Moska, que eu não consigo parar de escutar.
" Vamos acordar. Hoje tem um sol diferente no céu. Gargalhando no seu carrossel. Gritando nada é tão triste assim"
Pspecial: Aos dois abraços mais lindos e apertados de hoje!
Foi bem rápido e incomum. Nessa linguagem, ninguém entenderá, mas os desafiarei a compreender-me ou não. Foi como se a menina estivesse em um quarto, e a luz estivesse sendo apagada e acessa, alternadamente, em poucos segundos. A menina pouco entendia tudo o que estava acontecendo, mas sabia que algo estava dando certo ou errado. Quando me dei conta, a menina estava tremula por dentro, como se estivesse sobre ela, agindo uma outra força ou voz. Aquelas palavras hoje, tocaram a menina, em um lugar quase fundo, que quase a moveu. Ao contrário de ontem, que não conseguiam tocar os lugares mais superficiais que a habitavam. Fechou os olhos desesperadamente e se viu correndo por entre todos os corações, e inundando toda a cidade com suas lágrimas incontroláveis, que hoje não eram de tristeza e nem de alegria. Eram lágrimas diferentes. Eram lágrimas de limpeza de espirito. Eram melhor que lavar a caneca suja com detergente ou algo mais potente. As lágrimas eram de limpeza profunda. As lágrimas eram para tirar toda a sujeira de dentro da menina. As lágrimas eram de aceitação. Sim! Ela o sentiu! Ela o sentiu hoje! Ela o aceitou! Ele a preencheu! Ela o sentiu dentro de si! Não me refiro a nenhum homem não. Não me refiro a nenhum mero homem, que não poderia nunca, vir a ser o dono e o único motivo de minha felicidade. Me refiro ao vazio...Aquele vazio que um dia, eu pensei que nunca seria preenchido. Me refiro ao vazio que hoje, só hoje, eu senti que não mais existe. Agora sim, eu me sinto parte da menina. Agora sim, os abraços começaram a abraçar-me com força. Obrigada!
Ps: Hoje eu senti os meus lindos mecherem o dia inteiro. É tão lindo imaginar que dentro de uma barriga, a mãe dá forças e alimentos, para que daqui a uns dias, um ser humano já tenha tido o curso completo de como sobreviver por conta própria.
Ps²: Diz o Paulinho: "Vamos começar, colocando um ponto final". Então vamos! Que fique a linda e aveludada voz, do meu querido Moska, que eu não consigo parar de escutar.
" Vamos acordar. Hoje tem um sol diferente no céu. Gargalhando no seu carrossel. Gritando nada é tão triste assim"
Pspecial: Aos dois abraços mais lindos e apertados de hoje!
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Alivio
Alivio é o melhor sentimento do mundo. Deveria ser casual. Mas eu, com a minha manía de inventar os meus prazeres, vou logo colocar o relógio para despertar no meio da madrugada, para entristecer-me com a hora do acordar para continuar dormindo durante todo o dia e logo em seguida, perceber que é sábado e que por acidente, o relógio despertou no dia errado. Agarro os meus braços, na ausência de outros e volto a dormir, como quem acabou de ver anjo com asas. E alguém, um dia, já disse que a gente não pode inventar os nossos próprios sorrisos?!
Ps: AAAAH! Eu quero Los Hermanos dia 16/10 em Fortaleza!!! :( Me leeeeevem! :(
Ps: AAAAH! Eu quero Los Hermanos dia 16/10 em Fortaleza!!! :( Me leeeeevem! :(
Peça coringa
Aos poucos, ela vai andando. Aos poucos, vai encontrando aquilo que nunca procurou, mas que sempre quis encontrar. Um paradoxo, eu sei. Mas pra ser bem sincera, o defeito da menina sempre fora o oposto disso. O defeito da menina sempre fora guardar, antes de encontrar. E isso resultava em uma única coisa: Guardar a coisa errada, no lugar errado e de uma forma errada.
Quando se é uma garota assim, nada é durável. Quando se é uma garota que guarda antes de encontrar, tudo vira descartável, inclusive o lugar onde se guarda todas essas coisas desencontradas. E quando se é uma garota assim, tudo um dia, vai ser digno de ser apaixonável. Aquela pessoa que todo mundo despreza, aquele gatinho que sempre é trocado pelo cachorro, aquela caneta velha e quebrada, aquele celular antigo e quase morto, aquele livro de literatura nada popular e aquele filme que ninguém entende, mas que você acaba adorando. Quando se é uma garota assim, as coisas tem total encanto à primeira vista. Mas...O tempo é cruel. Não perdoa nada. E então...Quando se é uma garota assim, o tempo faz questão de tirar o brilho das coisas. E lá vem a garota, observando outras coisas pela primeira vez. Coisas essas, que com 9 dias perdem aquele encanto inicial, e formam pontes para novos recomeços. A garota parece criança em vitrine de loja de brinquedos. Insiste, insiste, insiste no primeiro brinquedo que vê, e quando consegue, corre pra pedir outro que pareceu mais divertido. Agorinha a pouco, descobri que venho descobrindo algumas peças do quebra-cabeças desse tipo de garota quebra-cabeça. A primeira peça diz: Não dê o brinquedo quando ela insistir. Simplesmente isso, não dê. Você tem duas simples decisões. Você pode dar o brinquedo, vê-la sorrindo por uns dias e depois, ver em sua face, a vontade de largar o brinquedo pelo quintal e o medo de que o brinquedo fique triste. Ou, você pode nunca dar o brinquedo, fingir que não quer dar o brinquedo, e vê-la pelo resto da vida, querendo o tal brinquedo. Sei...Também vejo complicação no manual da garota. As peças estão espalhadas por todos os lugares do mundo. Mas me disseram que uma única, que está dormindo ao lado do coração de alguém, pode fazer todas as outras serem insignificantes ao seu lado. Chamam essa única, de coringa. E essa, é peça rara.
Ps: Hoje fui buscar o nosso prêmio no Câmara Ligada, hoho. Foi engraçado! Nunca vou esquecer do Gabriel indo até o palco, agradecendo com seriedade e quando pensamos que não, o Gabriel apenas diz: Nossa! Eu só pensei que a câmera fosse maior, mas tudo bem. UAHUAHUAUHAUHAHU Ri mais do que te ver de vestido e salto alto *-* rsrs xD Enfim... Uma câmera pequena pra escola, já está de "bom tamanho", rs.
Ps²: Tenho rido muito com certas coisas que a internet me proporciona! :D Ver a capacidade pro ridiculo que alguns seres tem, é incrível e me dá medo ;D Enfim.
Pspecial: AAH! Quero mandar um beijo no coração de uma menina super, hiper, mega fofa! Rannyelle! Acho que te devo os meus agradecimentos oficiais, por ser tão fofa com tudo o que escrevo. Você sempre me fala quando gostou de algo aqui, da minha caixinha de "sei lá o quês", e eu queria dizer que fico feliz sempre quando faz um comentário sobre os textos que gostou ou não. Fiquei suuper orgulhosa de ver um texto meu no seu perfil, com o nome do blog e agora, um com o meu nome ^^ Obrigada por ler e, eu espero que sempre um textinho ou outro, toque o seu coração. ^^
Ps³: Boa noite amís! '0' Vou ir ler meus queridos livrinhos que me esperam, escrever um pouco nas folhas, tomar o chá de costume e me agasalhar direito. BAIIIISERS, no coração!
Quando se é uma garota assim, nada é durável. Quando se é uma garota que guarda antes de encontrar, tudo vira descartável, inclusive o lugar onde se guarda todas essas coisas desencontradas. E quando se é uma garota assim, tudo um dia, vai ser digno de ser apaixonável. Aquela pessoa que todo mundo despreza, aquele gatinho que sempre é trocado pelo cachorro, aquela caneta velha e quebrada, aquele celular antigo e quase morto, aquele livro de literatura nada popular e aquele filme que ninguém entende, mas que você acaba adorando. Quando se é uma garota assim, as coisas tem total encanto à primeira vista. Mas...O tempo é cruel. Não perdoa nada. E então...Quando se é uma garota assim, o tempo faz questão de tirar o brilho das coisas. E lá vem a garota, observando outras coisas pela primeira vez. Coisas essas, que com 9 dias perdem aquele encanto inicial, e formam pontes para novos recomeços. A garota parece criança em vitrine de loja de brinquedos. Insiste, insiste, insiste no primeiro brinquedo que vê, e quando consegue, corre pra pedir outro que pareceu mais divertido. Agorinha a pouco, descobri que venho descobrindo algumas peças do quebra-cabeças desse tipo de garota quebra-cabeça. A primeira peça diz: Não dê o brinquedo quando ela insistir. Simplesmente isso, não dê. Você tem duas simples decisões. Você pode dar o brinquedo, vê-la sorrindo por uns dias e depois, ver em sua face, a vontade de largar o brinquedo pelo quintal e o medo de que o brinquedo fique triste. Ou, você pode nunca dar o brinquedo, fingir que não quer dar o brinquedo, e vê-la pelo resto da vida, querendo o tal brinquedo. Sei...Também vejo complicação no manual da garota. As peças estão espalhadas por todos os lugares do mundo. Mas me disseram que uma única, que está dormindo ao lado do coração de alguém, pode fazer todas as outras serem insignificantes ao seu lado. Chamam essa única, de coringa. E essa, é peça rara.
Ps: Hoje fui buscar o nosso prêmio no Câmara Ligada, hoho. Foi engraçado! Nunca vou esquecer do Gabriel indo até o palco, agradecendo com seriedade e quando pensamos que não, o Gabriel apenas diz: Nossa! Eu só pensei que a câmera fosse maior, mas tudo bem. UAHUAHUAUHAUHAHU Ri mais do que te ver de vestido e salto alto *-* rsrs xD Enfim... Uma câmera pequena pra escola, já está de "bom tamanho", rs.
Ps²: Tenho rido muito com certas coisas que a internet me proporciona! :D Ver a capacidade pro ridiculo que alguns seres tem, é incrível e me dá medo ;D Enfim.
Pspecial: AAH! Quero mandar um beijo no coração de uma menina super, hiper, mega fofa! Rannyelle! Acho que te devo os meus agradecimentos oficiais, por ser tão fofa com tudo o que escrevo. Você sempre me fala quando gostou de algo aqui, da minha caixinha de "sei lá o quês", e eu queria dizer que fico feliz sempre quando faz um comentário sobre os textos que gostou ou não. Fiquei suuper orgulhosa de ver um texto meu no seu perfil, com o nome do blog e agora, um com o meu nome ^^ Obrigada por ler e, eu espero que sempre um textinho ou outro, toque o seu coração. ^^
Ps³: Boa noite amís! '0' Vou ir ler meus queridos livrinhos que me esperam, escrever um pouco nas folhas, tomar o chá de costume e me agasalhar direito. BAIIIISERS, no coração!
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
A parte boa da parte ruim
Não. Não está um frio cortante lá fora. Aqui dentro também está. Tão cortante quanto navalha nova e bem afiada, que não tem piedade de cortar os que são de carne. Mas eu, tão afiada quanto, logo dei um jeitinho rápido e aconxegante, de me divertir com o frio que eu, na maioria das vezes adoro. Acordei um tanto cedo demais, como sempre. E talvez isso que me faça andar com a postura errada o dia inteiro, dormindo em qualquer ponto parado e desconfortável em que eu esteja. Não estou reclamando disso, vai! Mas, os meus sonhos parecem ficar mais interessantes quando o relógio do celular desperta e quando estão nos 5 minutos finais do segundo tempo. Mas enfim, graças a Deus eu acordo todos os dias pra viver.
Voltemos a falar do frio e do dia. Acordei gripada. Como de costume, meu organismo vai enfraquecendo aos poucos, e a medida que vai ficando fraco, vai juntando forças pra acabar com o vírus de uma vez. Talvez tenha aprendido isso comigo, ou eu com ele. E enquanto ele vai se munindo e criando estratégias para vencer, eu fico aqui, mole e dolorida, parecendo criança esquecida quando está morrendo de sono, que não sabe aonde fica, pra onde vai e nem o que fazer. Meu corpo está mole, minha cabeça está rodando, eu morri de frio o dia inteiro, tive vontades de espírrar ( na maioria das vezes era alarme falso ) e minhas amigdalas estão enormes. Sei! É tediante ler em um blog como esse, coisas sobre os sintomas que a autora anda sentindo quanto a gripe. Mas, na verdade, estou falando isso, pra poder falar de outra coisa. Queria falar a parte boa do dia, a parte boa de mim, a parte boa da vida e a parte boa dos sorrisos. Queria falar a parte boa, da parte ruim.
Existem horas simples como essas, que Deus nos dá a oportunidade de vermos o quanto somos amados e queridos, por quem quase nunca nos diz isso. Tenho aprendido a ler o amor nas entrelinhas. E tenho me preenchido com isso. E hoje...Durante esse dia todo, vi certos olhares de preocupação com a gripe que só provocaria dor e mal estar em mim. Confesso que me comovo muito com esse cuidado e delicadeza que algumas pessoas guardam dentro de sí. E começo a perceber que amor talvez seja isso. Seja doer-se com a dor de outro corpo ou espirito, seja alegrar-se com a alegria do outro.
Agora estou aqui, escrevendo. Meus dedinhos e a ponta do nariz estão congelando, e mesmo com todos os sintomas da gripe, estou me sentindo bem. Estou imóvel (pela quantidade de roupas de frio que coloquei, rs) e escutando uma música que não sai da minha cabeça. Confesso que era pra eu estar na aula de inglês agora e confesso que já matei aula na ultima terça-feira. Mas...Resolvi me dar um tempo sem me jogar nos livros, e me jogar em outras coisas também importantes para me fazerem sorrir. Li um pouco de Direito Penal, o que reforçou o fato de que é sim o Direito o meu futuro profissional. Li um pouco do "Livro dos Abraços", o que reforçou o fato de que escrever é fantástico e de que eu quero escrever um livro um dia. Bom...É incrível como nem a gripe me tira a vontade de comer. Duas pêras, 2 litros de suco e um bando de melzinho em sachê, rs.
Eu estou bem. Tenho tido muita alegria aqui, guardada por trás desses olhos castanhos que ficam bem mais claros no sol.
Queria dizer as ultimas coisas agora. Fiquei muuuito feliz com algo que recebi hoje! Minha mãe me liga e diz: "Laís, chegou uma carta pra você na portaria, é de Guarulhos-SP". Corri emocionada para pegar a linda carta, e nossa! Me veio uma lembrança de algo que não conheço. Sei que a Elaine não deve ler o blog, mas obrigada! Eu amei o desenho da Amélie, amei o que escreveu e isso me fez muito bem! Fazia tempo que eu não recebia uma carta. E é lindo a disposição que você teve em fazer uma carta a uma estranha. Obrigada mesmo!
Bom... É isso. Cof cof. Estou saindo agora. Amanhã tenho que estar viva para ir ao programa da Câmara, receber a Câmera que ganhamos pra escola. hoho
Obrigada pelo dia, Senhor. Obrigada pelos detalhes que fizeram o meu dia ser espetacularmente adorável!
Ps: " Laís...Pode deixar! Eu te levo no domingo " - Obrigada!
Voltemos a falar do frio e do dia. Acordei gripada. Como de costume, meu organismo vai enfraquecendo aos poucos, e a medida que vai ficando fraco, vai juntando forças pra acabar com o vírus de uma vez. Talvez tenha aprendido isso comigo, ou eu com ele. E enquanto ele vai se munindo e criando estratégias para vencer, eu fico aqui, mole e dolorida, parecendo criança esquecida quando está morrendo de sono, que não sabe aonde fica, pra onde vai e nem o que fazer. Meu corpo está mole, minha cabeça está rodando, eu morri de frio o dia inteiro, tive vontades de espírrar ( na maioria das vezes era alarme falso ) e minhas amigdalas estão enormes. Sei! É tediante ler em um blog como esse, coisas sobre os sintomas que a autora anda sentindo quanto a gripe. Mas, na verdade, estou falando isso, pra poder falar de outra coisa. Queria falar a parte boa do dia, a parte boa de mim, a parte boa da vida e a parte boa dos sorrisos. Queria falar a parte boa, da parte ruim.
Existem horas simples como essas, que Deus nos dá a oportunidade de vermos o quanto somos amados e queridos, por quem quase nunca nos diz isso. Tenho aprendido a ler o amor nas entrelinhas. E tenho me preenchido com isso. E hoje...Durante esse dia todo, vi certos olhares de preocupação com a gripe que só provocaria dor e mal estar em mim. Confesso que me comovo muito com esse cuidado e delicadeza que algumas pessoas guardam dentro de sí. E começo a perceber que amor talvez seja isso. Seja doer-se com a dor de outro corpo ou espirito, seja alegrar-se com a alegria do outro.
Agora estou aqui, escrevendo. Meus dedinhos e a ponta do nariz estão congelando, e mesmo com todos os sintomas da gripe, estou me sentindo bem. Estou imóvel (pela quantidade de roupas de frio que coloquei, rs) e escutando uma música que não sai da minha cabeça. Confesso que era pra eu estar na aula de inglês agora e confesso que já matei aula na ultima terça-feira. Mas...Resolvi me dar um tempo sem me jogar nos livros, e me jogar em outras coisas também importantes para me fazerem sorrir. Li um pouco de Direito Penal, o que reforçou o fato de que é sim o Direito o meu futuro profissional. Li um pouco do "Livro dos Abraços", o que reforçou o fato de que escrever é fantástico e de que eu quero escrever um livro um dia. Bom...É incrível como nem a gripe me tira a vontade de comer. Duas pêras, 2 litros de suco e um bando de melzinho em sachê, rs.
Eu estou bem. Tenho tido muita alegria aqui, guardada por trás desses olhos castanhos que ficam bem mais claros no sol.
Queria dizer as ultimas coisas agora. Fiquei muuuito feliz com algo que recebi hoje! Minha mãe me liga e diz: "Laís, chegou uma carta pra você na portaria, é de Guarulhos-SP". Corri emocionada para pegar a linda carta, e nossa! Me veio uma lembrança de algo que não conheço. Sei que a Elaine não deve ler o blog, mas obrigada! Eu amei o desenho da Amélie, amei o que escreveu e isso me fez muito bem! Fazia tempo que eu não recebia uma carta. E é lindo a disposição que você teve em fazer uma carta a uma estranha. Obrigada mesmo!
Bom... É isso. Cof cof. Estou saindo agora. Amanhã tenho que estar viva para ir ao programa da Câmara, receber a Câmera que ganhamos pra escola. hoho
Obrigada pelo dia, Senhor. Obrigada pelos detalhes que fizeram o meu dia ser espetacularmente adorável!
Ps: " Laís...Pode deixar! Eu te levo no domingo " - Obrigada!
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