Preciso lhe contar sobre o sonho, espelho. Não sei se se lembra, mas espero que entenda os nove minutos de atraso e que me perdoe. Depois daquela longa conversa em que nós dois percebemos o quanto somos parecidos, eu realmente senti que eu teria alguém que entenderia um pouco das minhas bagunças e que não faria questão de organizá-las, mas talvez de entendê-las um pouco mais. Como já deve saber, viajo bem longe nos pensamentos. Começo com os pequenos e quando percebo, eles já deram frutos enormes que me fazem perder a hora e o caminho de volta pro real. No caso, o meu caminho seria viajar, voltar pro real e ir sonhar, como o prometido. Me perdi um pouco na viagem e o resultado foi os nove minutos de atraso, que eu insisto em justificar aqui. Confesso que me culpei bastante por ter me atrasado pra sonhar. E espero que a tolerância do nosso castelo de sonhos, não seja apenas de cinco ou quatro minutos, mas que sempre possamos ter livre acesso para começarmos um novo sonho ou recomeçarmos os antigos.
De longe eu avistei o tal castelo. Fui correndo, empolgada com o que via e cheia de expectativas. Acho que tinha vontade de sonhar logo, sonhar novo, sonhar alto e sonhar por dentro dentro. Quando cheguei um pouco mais perto, avistei três grandes portas. Todas elas tinham grandes placas que não diziam nada. Placas de silêncio e placas transparentes. O que queriam elas? Parece que as vezes os sonhos nos pedem que escutemos o silêncio tão bem e certamente ainda não aprendemos essa arte. Talvez por isso a escolha cega ao abrir alguma das portas. Resolvi abrir duas: a minha e a sua. E então, as três portas se abriram. E em cada uma delas eu avistei um estágio diferente. Na primeira, avistei lagartas no estágio de pupa. Pareciam quietas, mortas, preguiçosas e até assustadoras lá dentro. E quem escolheria sonhar com elas? Na segunda porta, avistei tais lagartas, fora de suas pupas e um tanto encolhidas. Agora elas que pareciam ter medo. Estavam extremamente diferentes de quando entraram em suas pupas. Foi quando abri a terceira porta e vi milhares de borboletas coloridas, movimentando suas asas e fazendo desenhos no ar, com uma delicadeza sem nome.
Não acharia outro ser tão semelhante ao nosso "eu". Em momentos tão encolhidos, em outros ainda um tanto agarrados ás bordas e quando pensamos que não, asas singelas e doces aparecem junto ao canto dos pássarinhos. Sonhei que éramos borboletas. Borboletas que sempre iniciavam um novo processo de "borboletagem"...
Ps: Dizem que as únicas cores que as borboletas enxergam é vermelho, verde e amarelo. Cuidado! Talvez os sonhos sejam mais reais do que parecem.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Chuva
Tarde da noite, chuva caindo sobre as ruas de uma cidade iluminada. Um frio tão forte que o casaco fino mal conseguia segurar. Nos postes, pequenos mosquitinhos que se aqueciam embaixo das luzes, dançavam sem sincronia em busca do melhor lugar. Os carros passavam jogando água nas calçadas e molhavam a moça que corria na chuva esperando chegar logo em sua pequena casa, que apesar de velha, era o único lugar aconchegante que podia imaginar. Lá do ladinho, estavam um cachorro e um gato, que a essa altura, já haviam esquecido suas desavenças e resolveram ajudar um ao outro, tentando entrar em equilibrio térmico. Uns outros, não tinham pra onde correr, e esperavam a chuva passar, embaixo de qualquer canto coberto. E enquanto isso tudo acontecia…A água ia se acumulando na superfície das ruas. Enquanto isso, alguém ia correndo no meio da chuva, sem medo…Com uma vontade imensa de viver. Ia tentando sentir o gosto das gotinhas da chuva que caía. Enquanto isso, com pressa…Alguém tentava viver tudo aquilo que ainda não viveu. Toda aquela água que caía do céu…Lhe dava uma vontade tão intensa de viver.
Ps.: Postado no "Mariposas Rojas" há 3 mêses atrás. Bom...Como estou postando pouco ( por falta de alguma coisa que eu ainda não descobri ), resolvi ir postando os meus "velhos escritos" que foram escritos em outros lugares fora do blog.
Ps².: Um beijo na testa e um abraço super apertado ^^
Ps.: Postado no "Mariposas Rojas" há 3 mêses atrás. Bom...Como estou postando pouco ( por falta de alguma coisa que eu ainda não descobri ), resolvi ir postando os meus "velhos escritos" que foram escritos em outros lugares fora do blog.
Ps².: Um beijo na testa e um abraço super apertado ^^
domingo, 14 de novembro de 2010
Sede
Sabe, eu quero respirar. Eu quero sentir o meu corpo trabalhando e o meu coração bombeando sangue para todo o resto de mim. Eu quero correr, correr, correr e encontrar um lugar pra descansar. Eu quero sentir a chuva batendo na minha pele e molhando todo o meu cabelo, sem me preocupar com os livros e com tudo o que é "alérgico" à água. Eu quero sorrir com alguém, sem parar. Mas, sorrir mesmo, sabe? Propriamente dizendo, eu quero dar gargalhadas altas, exageradas e gostosas com alguém. Eu quero um abração, longo. Mas, longo mesmo! Talvez um que compense todos os abraços que eu já quis receber e não recebi. Eu quero fazer tudo o que eu sempre quis. Eu quero viajar pelo mundo inteiro. Eu quero conhecer cada pedaço de mapa. Eu quero buscar a minha felicidade. Eu quero saltar de para-quedas. Eu quero ver alguém crescer. Eu quero aprender a dançar. Eu quero escrever um livro sem titulo. Eu quero assistir filme romântico em dia frio. Eu quero sentir que alguma coisa é de verdade. Eu quero respostas objetivas ás minhas perguntas. Eu quero ter menos dúvidas. Eu quero pular e gritar sem restrições. Eu quero viver. Eu quero plantar uma árvore em um lugar secreto. Eu quero casar antes de ter filhos. Eu quero ser importante pra alguém. Eu quero não mais terminar o que me faz bem, com medo de um dia me fazer mal. Eu quero fazer as continhas no final do dia e ver que os 86.400 segundos foram muito bem aproveitados e sentidos. Eu quero sentir profundamente o Senhor, no mais intimo de mim.
Eu tenho sede de tudo isso. Sede que não passa, e só tem aumentado. Sede... Sede mesmo.
Eu tenho sede de tudo isso. Sede que não passa, e só tem aumentado. Sede... Sede mesmo.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Seja bobo!
Não é que ele seja idiota. Não é que ele seja burro e muito menos inocente demais. Acontece, que pessoas de bom coração, são assim mesmo. Acham que o mundo inteiro também é. Confiam, porque são confiáveis.
Mas o mundo tem se enlouquecido. Os bons, agora são os bobos. Os bons, agora são os sem "esclarecimento". Os bons, agora são os que estão fora das "regras". E aí, ninguém quer ser bobo. Claro que ninguém quer! E então, todos preferem ser "espertos". Mas sabe...Me entristece muito. Me entristece ver tanta "esperteza". Me faz realmente querer viver só pra dentro e não sair mais.
Pra que viver tão pra fora, se é do lado de fora que precisamos lidar com tanta sujeira?
Sabe...Estou cansada de gente que grita, de gente que acha que sempre tá certa, de gente passando a perna em outra gente, de gente matando pra ganhar dinheiro, de gente fingindo ser simpático pra ser bem recebido, de gente tentando esconder o coração pobre e sujo pra conseguir enganar os que o têm demais, de gente de cara feia o tempo inteiro, de gente grossa sem motivos, de gente que não quer ver o bem, de gente que sai falando sem pensar, de gente que magoa outra gente e ainda diz que isso se chama "sinceridade". Sabe, me canso mesmo! Me canso, porque isso NÃO É E NUNCA FOI CERTO! E, felizmente ou infelizmente, eu não consigo me calar. E eu não quero me calar!
E todos os caminhos que tenho buscado, são os caminhos dos "bobos", dos "idiotas" e dos que estão fora das "regras", e me sinto muito bem buscando isso.
Cansei!
Estou indo viver aqui dentro... E se posso deixar um último pedido: Seja bobo, por favor!
Um abraço, dos mais bobos que possam existir.
Mas o mundo tem se enlouquecido. Os bons, agora são os bobos. Os bons, agora são os sem "esclarecimento". Os bons, agora são os que estão fora das "regras". E aí, ninguém quer ser bobo. Claro que ninguém quer! E então, todos preferem ser "espertos". Mas sabe...Me entristece muito. Me entristece ver tanta "esperteza". Me faz realmente querer viver só pra dentro e não sair mais.
Pra que viver tão pra fora, se é do lado de fora que precisamos lidar com tanta sujeira?
Sabe...Estou cansada de gente que grita, de gente que acha que sempre tá certa, de gente passando a perna em outra gente, de gente matando pra ganhar dinheiro, de gente fingindo ser simpático pra ser bem recebido, de gente tentando esconder o coração pobre e sujo pra conseguir enganar os que o têm demais, de gente de cara feia o tempo inteiro, de gente grossa sem motivos, de gente que não quer ver o bem, de gente que sai falando sem pensar, de gente que magoa outra gente e ainda diz que isso se chama "sinceridade". Sabe, me canso mesmo! Me canso, porque isso NÃO É E NUNCA FOI CERTO! E, felizmente ou infelizmente, eu não consigo me calar. E eu não quero me calar!
E todos os caminhos que tenho buscado, são os caminhos dos "bobos", dos "idiotas" e dos que estão fora das "regras", e me sinto muito bem buscando isso.
Cansei!
Estou indo viver aqui dentro... E se posso deixar um último pedido: Seja bobo, por favor!
Um abraço, dos mais bobos que possam existir.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Deixa pra lá
Ah, se quer saber, deixa pra lá. Pouco me importa o que vão falar ou o que vão pensar. Me importa menos ainda, que todas as intenções do mundo ao se aproximarem do meu corpo, não sejam a de conhecer o meu espirito ou alma. Por falar nisso, acho que é isso que falta no mundo. Um pouco de alma que consegue enxergar alma, sabe? Mas eu tenho tentado deixar pra lá, como se isso não fosse importante. Durante todos os dias que já viví, tenho me entristecido por essa falta de almas que não busquem bens e belezas de corpo. E tenho sentido vontade de conhecer almas que, pelo contrário, vivem para conhecer almas puras e brilhantes. Mas agora me decidi: Não mais me chatearei com isso. Tenho enchido minha alma ultimamente, e ela está feliz. Nunca esteve tão satisfeita, clara, segura e apaixonada. Minha alma nunca havia se sentido tão protegida e calorosa como agora.
Minha maior meta tem sido dar valor ás coisas que vêm da alma. Tem sido dar valor ao que nasceu para o bem e que não tem más intenções. E por isso, deixa pra lá.
Aquele que mente o que sente, aquele que finge ser gente, aquele que espalha o que mente, aquele que esconde as verdadeiras intenções e aquele que finge ser do bem, é quem vai perder um monte de coisas lindas que poderia conhecer. E que eu continuarei tentando mostrar.
Estou feliz. Sabiamente feliz. Descobri um novo mundo, que dentro de mim, eu sempre estive procurando. E toda aquela falta de "não sei o quê", tinha outro nome. Era um vazío de algo que ultrapassava qualquer coisa palpável aqui na Terra. E agora, estou completa por algo que eu nem conseguiria explicar. E então, o resto se tornou realmente resto.
Ps: hahahaha Ah.. Preciso compartilhar aqui, que passei na prova de redação lá do Cil *-* Era pra fazer uma redação e as 30 melhores seriam escolhidas. O próximo passo é a entrevista e mais algumas outras coisas. Se Deus quiser, tudo vai dar certo ^^
Minha maior meta tem sido dar valor ás coisas que vêm da alma. Tem sido dar valor ao que nasceu para o bem e que não tem más intenções. E por isso, deixa pra lá.
Aquele que mente o que sente, aquele que finge ser gente, aquele que espalha o que mente, aquele que esconde as verdadeiras intenções e aquele que finge ser do bem, é quem vai perder um monte de coisas lindas que poderia conhecer. E que eu continuarei tentando mostrar.
Estou feliz. Sabiamente feliz. Descobri um novo mundo, que dentro de mim, eu sempre estive procurando. E toda aquela falta de "não sei o quê", tinha outro nome. Era um vazío de algo que ultrapassava qualquer coisa palpável aqui na Terra. E agora, estou completa por algo que eu nem conseguiria explicar. E então, o resto se tornou realmente resto.
Ps: hahahaha Ah.. Preciso compartilhar aqui, que passei na prova de redação lá do Cil *-* Era pra fazer uma redação e as 30 melhores seriam escolhidas. O próximo passo é a entrevista e mais algumas outras coisas. Se Deus quiser, tudo vai dar certo ^^
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Ou tudo ou nada.
Continua sendo dificil falar de tudo o que guardo aqui dentro. Nunca um sentimento me pareceu tão familiar, a ponto de eu ser capaz de descrevê-lo. Talvez por isso não saiba descrevê-los. Pura falta de intimidade com o coração dos outros, e com o meu.
Talvez porque eu queira ser incrível, surpreendente, inovadora, extraordinária, apaixonante e maravilhosa na vida dos outros corações. Talvez porque eu queira eletrizar a minha própria vida. Talvez porque eu pense que um bom sentimento, quebra rotinas. Talvez porque a minha ideia de "amor" seja um tanto diferente das outras ideias. Talvez porque eu prefira ser nada, do que ser mais ou menos para outros corações. Talvez porque pra mim, seja necessário muito mais para sentir um coração de verdade.
E ai, quando percebo que não estou conseguindo quebrar rotinas e que todo o meu afeto não está sendo o suficiente para encher um coração, eu me fecho. Me fecho porque penso que tudo é de mentira, então. E eu não preciso de mentiras. Eu quero lidar com verdades e criá-las. Eu quero misturar a verdade aos sentimentos. Aos meus sentimentos. E misturá-los com algumas músicas de aventura, com algumas viagens pra bem longe e com beijos e abraços que simplesmente aconteçam.
Eu cansei de me sentir metade. Eu cansei de me sentir metade amada, metade apaixonante, metade alegre, metade importante, metade exagerada, metade engraçada, metade estúpida, metade útil, metade vivída, metade introvertida, metade eu e metade vida. Agora eu quero tudo inteiro. Eu quero me sentir inteira. Eu preciso me sentir inteira. De nada adianta ter um coração dentro de si e metade dele dentro de outro coração, se essa metade não consegue completar o outro e enchê-lo de vida.
Querido coração, se antes de conhecer-me, você pulsava da mesma forma que pulsa hoje e se a sua vida continua rotineira e monótona, e se novidades continuam lhe faltando e se o ar que você respira continua lhe trazendo a mesma sensação, permita-me dar o primeiro passo para a despedida. Eu quero a intensidade de sentimentos que venham da alma. Eu quero me sentir única e exclusivamente abraçada. E talvez isso de fato não seja possível nesse mundo.
Vou tentando voar aqui dentro, fingindo que as asas já funcionaram um dia. Fingindo que me sinto parte de tudo isso. Vou tentando voltar á rotina de antes. Abrindo todos os livros que sempre foram lidos pela metade e tentando finalizá-los de uma vez por todas. Esse é o primeiro passo simples para conseguir preencher tudo o que falta para ser inteira.
Talvez porque eu queira ser incrível, surpreendente, inovadora, extraordinária, apaixonante e maravilhosa na vida dos outros corações. Talvez porque eu queira eletrizar a minha própria vida. Talvez porque eu pense que um bom sentimento, quebra rotinas. Talvez porque a minha ideia de "amor" seja um tanto diferente das outras ideias. Talvez porque eu prefira ser nada, do que ser mais ou menos para outros corações. Talvez porque pra mim, seja necessário muito mais para sentir um coração de verdade.
E ai, quando percebo que não estou conseguindo quebrar rotinas e que todo o meu afeto não está sendo o suficiente para encher um coração, eu me fecho. Me fecho porque penso que tudo é de mentira, então. E eu não preciso de mentiras. Eu quero lidar com verdades e criá-las. Eu quero misturar a verdade aos sentimentos. Aos meus sentimentos. E misturá-los com algumas músicas de aventura, com algumas viagens pra bem longe e com beijos e abraços que simplesmente aconteçam.
Eu cansei de me sentir metade. Eu cansei de me sentir metade amada, metade apaixonante, metade alegre, metade importante, metade exagerada, metade engraçada, metade estúpida, metade útil, metade vivída, metade introvertida, metade eu e metade vida. Agora eu quero tudo inteiro. Eu quero me sentir inteira. Eu preciso me sentir inteira. De nada adianta ter um coração dentro de si e metade dele dentro de outro coração, se essa metade não consegue completar o outro e enchê-lo de vida.
Querido coração, se antes de conhecer-me, você pulsava da mesma forma que pulsa hoje e se a sua vida continua rotineira e monótona, e se novidades continuam lhe faltando e se o ar que você respira continua lhe trazendo a mesma sensação, permita-me dar o primeiro passo para a despedida. Eu quero a intensidade de sentimentos que venham da alma. Eu quero me sentir única e exclusivamente abraçada. E talvez isso de fato não seja possível nesse mundo.
Vou tentando voar aqui dentro, fingindo que as asas já funcionaram um dia. Fingindo que me sinto parte de tudo isso. Vou tentando voltar á rotina de antes. Abrindo todos os livros que sempre foram lidos pela metade e tentando finalizá-los de uma vez por todas. Esse é o primeiro passo simples para conseguir preencher tudo o que falta para ser inteira.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
E as aspas?
Nesse meu mundo das palavras, é permitido roubar tudo, desde que se acrescente o nome de quem as agrupou e as aspas. Não se esqueça das aspas. Elas que vão mostrar que a sua intenção era apenas pegá-las emprestado.
Ps: haha Feliz Dia do Poeta, queridos poetas! ^^ No final das contas, todo mundo é poeta da própria vida.
Ps: haha Feliz Dia do Poeta, queridos poetas! ^^ No final das contas, todo mundo é poeta da própria vida.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
A gente muda
Eu sou de fases mesmo. Pode acreditar, isso é extremamente normal. Não tente mais uma vez, me pedir alguma espécie de manual, pois não o tenho em mãos e em mente. Mente quem diz que tem. E no final, todo mundo mente. Mas todo mundo é gente, todo mundo sente...Todo mundo esconde o próprio manual deles mesmos.
Mudo mesmo. Mudo as cores que já me enjoaram, mesmo que sejam essas as cores da moda. Mudo os objetos de lugar, mesmo que eu os volte para o mesmo lugar que estavam ontem. Mudo os nomes nos documentos que reinvento. Mudo as letras que até então sempre foram escritas da mesma forma. Mudo os favoritos. Mudo o jeito de andar e o de sentar na cadeira do ônibus. Aí eu tento inventar um jeito menos desgastante para respirar, sabe? É que me corrói parar no meio da vida, e ver que eu fiquei quase um dia inteiro, sem sentir que estava respirando. Ou sem sentir que havia sorrido, falado alto, baixo e até gritado um pouco em uma hora de estresse. E aí, eu saio mudando o olhar que lanço sobre as coisas. E o que antes eu achava horrivel, vai me mostrando que nada na vida é bom ou ruim por completo. Nada mesmo! E aí eu vou aprendendo a aceitar algumas coisas na vida e a criar forças pra mudar outras.
Não é fácil ter tantas dentro de uma. Não é fácil ter uma "insatisfação" especial dentro de si e muito menos se incomodar o tempo inteiro com o que é errado, por mais que o erro não seja com nós mesmos. É difícil ser o que ninguém entende. Mas sabe...Talvez estejamos no caminho certo para descobrir a felicidade e o valor do mundo. Mesmo que os gostos mudem com frequência, mesmo que as tristezas nos pareçam bem mais intensas, mesmo que as indignações sejam bem claras, mesmo que a insatisfação seja frequente...É isso que nos dá força para lutar lá fora. Porquê dentro de nós mesmos, lutamos dia e noite com o que descobrimos, queremos e sonhamos.
Os cabelos nunca manterão a mesma cor, os humores nunca serão iguais, as lágrimas nunca serão pelo mesmo motivos, as rosas nem sempre nos agradarão, o chocolate nem sempre será doce e o que nos estressa hoje, talvez amanhã, seja motivo para sorrisos. Isso tudo, é uma busca desenfreada e toda cheia de sede, pela vida. Você sentiu todos os abraços que deu hoje?
Ps: Por favor, busque no dicionário o significado da palavra sentir. Ando meio cansada por ninguém saber o que é isso.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Acho que eu parei de procurar, pra tentar me ver como a tal árvore, sabe? Pelo menos a minha felicidade e os meus sorrisos, moram em mim e eu tenho que planta-los em mim. Não é papel de mais ninguém e de nada, servir como "terra de aluguel" pra eu plantar a minha felicidade. Eu posso simplesmente, pegar os sorrisos que plantei em mim e tentar doá-los pra outros. Eu parei de fingir que minha felicidade depende somente do mundo. Por isso, parei de procurá-la nos outros. Ela tá dentro de mim, e muitas vezes ela acorda, volta a dormir e acorda de novo. Mas agora, é quando ela mesmo quer. Porque todas as vezes que eu tentava depertá-la de dentro dos outros, a procurando feito louca, eu nunca a encontrava. Sei lá. Resolvi usar a mesma tática que uso comigo. Enquanto eu tenho liberdade para ser quem eu quero ser, eu sou. Mas quando tentam ditar as regras do jogo, exigindo o que eu não posso ser ou o que vai contra os meus principios, ou até quando me procuram demais, eu simplesmente não sou. Sumo por aí e finjo que nem é comigo. Dei liberdade á felicidade e ela acabou virando minha amiga. Temos acordado juntas, dormido juntas e até os meus sonhos têm deixado de ser pesadelos. E tudo isso porque ela também se sente menos sufocada do que quando eu corria atrás dela. Ela ficava se escondendo, simplesmente pra poder respirar.
Ps: Henrique Leto, foi resposta ao seu comentário. hoho
Ps: Henrique Leto, foi resposta ao seu comentário. hoho
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Não procure
Sempre fui do tipo que saía procurando tudo. Inclusive do tipo que saía procurando o que procurar. Parece que eu já acordava querendo encontrar no mundo real, aquilo que não passava de um sonho mal pintado, com umas pitadas de arco-iris mal colorido. Claro...Sempre fingia acreditar que o que eu encontrava era mesmo aquilo que eu assistia nos meus sonhos. Mas sabia que no final, era eu quem inventava e enchía de máscaras a realidade, para que ela se parecesse mesmo com o que eu estava procurando.
Atrás das portas, embaixo dos tapetes, atrás das cortinas, encima dos ármarios... Todo esconderijo sempre foi descoberto, e confesso: foram descobertos com total facilidade.
Era assim: Eu inventava algo novo para procurar. Eu mesma inventava algo para procurar e fingia não saber aonde encontrar. Isso mesmo! Fingia. Porque no final das contas, eu sabia exatamente aonde procurar pra que fosse encontrado. Previsível demais para alguém que adora novidades. E por isso, procurar e inventar algo para ser procurado, foi perdendo a graça. Foi virando hábito, rotina boba que eu comecei a não suportar.
Sair procurando o mundo -ou seja lá o que for- não é muito bom. Ele parece que vai se escondendo cada vez mais do nosso mundo, como se estivesse com medo da gente. A gente procura, procura, procura e no final, por não saber muito bem o que procuramos, acabamos pensando que qualquer coisa é o que procurávamos. E então, nenhuma felicidade perdura. Porque depois de um tempo, a gente descobre que era tudo ilusão. Tudo não passava de fantasmas inventados pelo desespero de encontrar algo novo, que provocasse novos sorrisos ou pelo menos novas caras na monotonía do conhecido. E no final, bem no fundo daquele lugar que pulsa dentro de nós, sem parar, a gente sente que, mesmo com todos os "perdidos e achados", continua o sentimento de inacabado e de incompleto. E ai, não adianta nada procurar pra achar a coisa errada.
Mas então...Cansa-se da procura. Comigo foi assim. Cansei de procurar demais. E, por isso, parei de procurar demais. Percebi que eu passaria a vida inteira procurando algo na minha frente, enquanto o que eu precisava encontrar estava do meu lado, simplesmente. E por mais dificil que fosse o ato de não procurar, eu resolvi que assim seria. Resolvi viver escolhendo as opções que a vida me oferecia. Resolvi não inventar amores somente pra ter algo a encontrar. Resolvi não me apegar às coisas, somente para dizer que as encontrei.
Foi nessa hora, quando ninguém mais me ouvia procurando nada embaixo de nada. Quando eu havia esquecido do que era procurar os sorrisos. Foi nessa hora que eu encontrei. Ou melhor, me encontraram. Foi quando eu não procurava nada. E agora, só agora, eu percebi que no final mesmo, foi o amor e a felicidade que me encontraram. Os verdadeiros! São os meus sonhos pintando a realidade e desenhando o meu sorriso no rosto. É quando a gente não procura, que vêm os sorrisos realmente verdadeiros.
Atrás das portas, embaixo dos tapetes, atrás das cortinas, encima dos ármarios... Todo esconderijo sempre foi descoberto, e confesso: foram descobertos com total facilidade.
Era assim: Eu inventava algo novo para procurar. Eu mesma inventava algo para procurar e fingia não saber aonde encontrar. Isso mesmo! Fingia. Porque no final das contas, eu sabia exatamente aonde procurar pra que fosse encontrado. Previsível demais para alguém que adora novidades. E por isso, procurar e inventar algo para ser procurado, foi perdendo a graça. Foi virando hábito, rotina boba que eu comecei a não suportar.
Sair procurando o mundo -ou seja lá o que for- não é muito bom. Ele parece que vai se escondendo cada vez mais do nosso mundo, como se estivesse com medo da gente. A gente procura, procura, procura e no final, por não saber muito bem o que procuramos, acabamos pensando que qualquer coisa é o que procurávamos. E então, nenhuma felicidade perdura. Porque depois de um tempo, a gente descobre que era tudo ilusão. Tudo não passava de fantasmas inventados pelo desespero de encontrar algo novo, que provocasse novos sorrisos ou pelo menos novas caras na monotonía do conhecido. E no final, bem no fundo daquele lugar que pulsa dentro de nós, sem parar, a gente sente que, mesmo com todos os "perdidos e achados", continua o sentimento de inacabado e de incompleto. E ai, não adianta nada procurar pra achar a coisa errada.
Mas então...Cansa-se da procura. Comigo foi assim. Cansei de procurar demais. E, por isso, parei de procurar demais. Percebi que eu passaria a vida inteira procurando algo na minha frente, enquanto o que eu precisava encontrar estava do meu lado, simplesmente. E por mais dificil que fosse o ato de não procurar, eu resolvi que assim seria. Resolvi viver escolhendo as opções que a vida me oferecia. Resolvi não inventar amores somente pra ter algo a encontrar. Resolvi não me apegar às coisas, somente para dizer que as encontrei.
Foi nessa hora, quando ninguém mais me ouvia procurando nada embaixo de nada. Quando eu havia esquecido do que era procurar os sorrisos. Foi nessa hora que eu encontrei. Ou melhor, me encontraram. Foi quando eu não procurava nada. E agora, só agora, eu percebi que no final mesmo, foi o amor e a felicidade que me encontraram. Os verdadeiros! São os meus sonhos pintando a realidade e desenhando o meu sorriso no rosto. É quando a gente não procura, que vêm os sorrisos realmente verdadeiros.
domingo, 26 de setembro de 2010
Titia coruja *-*
Dia 26 de setembro de 2010.
2:40 da madrugada, nasce o Eduardo lindo da titia.
2:58 da madrugada, nasce o Bernardo lindo da titia.
Quanto amor em um só dia!
2:40 da madrugada, nasce o Eduardo lindo da titia.
2:58 da madrugada, nasce o Bernardo lindo da titia.
Quanto amor em um só dia!
sábado, 25 de setembro de 2010
Pessoinhas
Quando pequena, pensava que as luzes que via lá longe, do outro lado do morro, eram pessoinhas que haviam aprendido a brilhar. Pra falar a verdade, até hoje não penso que são apenas umas gotinhas de eletricidade, que tentam iluminar o céu das casas e das ruas, fingindo ter alguma semelhança com a lua que acende o mundo inteiro, lá de cima. São pessoinhas sim! É pessoinha tão forte, tão forte e tão forte, que deixa claro o dia inteiro, pra gente poder trabalhar e estudar tranquilos. E quando, silenciosamente, o dia é pintado todo de preto, as pessoinhas se dividem. Cada pessoinha vai pra um canto, e fica lá, sem se movimentar, só iluminando as ruas e vielas, e o quarto do menininho que morre de medo do escuro. Fica uma pessoinha lá, pronta para iluminar o céu, que muita gente, ao derramar lágrimas escuras, não pôde enxergar.
E ai eu percebia que as pessoinhas ficavam se apagando e acendendo toda hora. Em questão de segundos. Não sabia bem o porquê, e nem sabia a quem perguntar. Pensei em mandar uma carta, jogar pro alto e ver no que dá. Mas talvez elas tivessem as patinhas quebradas, assim como o passarinho que uma vez, eu tentei forçar pra que voasse. Caiu no chão na mesma hora e nem soube o que cantar. Simplesmente, não cantou. Pensei em gritar, mas sempre me diziam que meus gritos nunca me fariam chegar a lugar algum. Não soube o que fazer. Nunca soube. E não pense que inventarei um final sem interrogações pra essa história, porque não inventarei. E, mesmo se houvesse entendido o porquê delas ficarem piscando, não desvendaria o mistério assim, como se fosse mágico iniciante, empolgado com uma nova mágica aprendida.
Sei que não é explicável a sensação, de quando a noite chega e eu olho lá longe, aquelas pessoinhas. Fico boba. Balançando a mão em movimentos rápidos de uns 180º. Indo e voltando. Falto abraçar todas as pessoinhas, e encaixá-las lá no céu, que é o lugar delas.
E quando as via, piscando feito pessoinhas alegres e brincalhonas, eu pensava: Minha nossa! Será que um dia, eu vou estar lá, junto com elas? Será que um dia, vão me olhar brilhando assim e sorrindo tanto?
Ainda há o mistério de todas aquelas pessoinhas. Alguns dizem que aquelas luzes que vemos de longe, são simplesmente as luzes das casas, dos carros e dos postes. Mentem assim, no maior cinismo.
Mas, mal sabia eu, que lá longe, as pessoinhas também olhavam pra mim, como o mesmo olhar com o que eu as olhava. Com a mesma admiração e com as mesmas perguntas. Sentiam-se bem quando me viam e, me viam piscando o tempo inteiro. E lá longe, as pessoinhas me viam como pessoinha. E eu aqui, as via como pessoinhas.
Fico sonhando com o dia em que nós, serenamente, olharemos para o nosso baú de sonhos e enxergaremos, lá no fundo, uma multidão de pessoinhas alegres, sonhadoras, esperançosas, fortes, honestas e de bom coração, que guardamos dentro de nós. Será que um dia, as pessoas perceberão que são pessoinhas? Que são o céu que contemplam e todas as coisas que lá existe? É tão bonito, um bando de pessoinhas juntas. Sei lá... Fica uma alegria sincronizada, apesar da bagunça.
E ai eu percebia que as pessoinhas ficavam se apagando e acendendo toda hora. Em questão de segundos. Não sabia bem o porquê, e nem sabia a quem perguntar. Pensei em mandar uma carta, jogar pro alto e ver no que dá. Mas talvez elas tivessem as patinhas quebradas, assim como o passarinho que uma vez, eu tentei forçar pra que voasse. Caiu no chão na mesma hora e nem soube o que cantar. Simplesmente, não cantou. Pensei em gritar, mas sempre me diziam que meus gritos nunca me fariam chegar a lugar algum. Não soube o que fazer. Nunca soube. E não pense que inventarei um final sem interrogações pra essa história, porque não inventarei. E, mesmo se houvesse entendido o porquê delas ficarem piscando, não desvendaria o mistério assim, como se fosse mágico iniciante, empolgado com uma nova mágica aprendida.
Sei que não é explicável a sensação, de quando a noite chega e eu olho lá longe, aquelas pessoinhas. Fico boba. Balançando a mão em movimentos rápidos de uns 180º. Indo e voltando. Falto abraçar todas as pessoinhas, e encaixá-las lá no céu, que é o lugar delas.
E quando as via, piscando feito pessoinhas alegres e brincalhonas, eu pensava: Minha nossa! Será que um dia, eu vou estar lá, junto com elas? Será que um dia, vão me olhar brilhando assim e sorrindo tanto?
Ainda há o mistério de todas aquelas pessoinhas. Alguns dizem que aquelas luzes que vemos de longe, são simplesmente as luzes das casas, dos carros e dos postes. Mentem assim, no maior cinismo.
Mas, mal sabia eu, que lá longe, as pessoinhas também olhavam pra mim, como o mesmo olhar com o que eu as olhava. Com a mesma admiração e com as mesmas perguntas. Sentiam-se bem quando me viam e, me viam piscando o tempo inteiro. E lá longe, as pessoinhas me viam como pessoinha. E eu aqui, as via como pessoinhas.
Fico sonhando com o dia em que nós, serenamente, olharemos para o nosso baú de sonhos e enxergaremos, lá no fundo, uma multidão de pessoinhas alegres, sonhadoras, esperançosas, fortes, honestas e de bom coração, que guardamos dentro de nós. Será que um dia, as pessoas perceberão que são pessoinhas? Que são o céu que contemplam e todas as coisas que lá existe? É tão bonito, um bando de pessoinhas juntas. Sei lá... Fica uma alegria sincronizada, apesar da bagunça.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Cora Coralina
Me fez encher os olhos de emoção, brilho e água com sal, seguido de um sentimento de não sei o quê.
Humildade
"Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.
Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.
Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.
Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa."
( Cora Coralina )
Humildade
"Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.
Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.
Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.
Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa."
( Cora Coralina )
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
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