segunda-feira, 12 de abril de 2010

As janelas.

Um quarto escuro. Todas as cores sumiam com a ausência de luz. Nesse quarto, haviam 6 janelas. E por entre todas as janelas, haviam portas grandes e feias. Muito feias. Essas portas, sempre me atormentaram muito. Elas me impediam de abrir as janelas, e escondiam as cores que eu sabia que existiam logo alí, atrás de uma janela grande, que escondiam muitas cores que me fariam feliz, que me fariam eu mesma, só que um tanto mais espontânea e sincera com os meus sorrisos.
As portas se fecham sempre quando quero passar. Batem forte suas asas, e me prendem mesmo, sem exageros. Luto muito. Com as forças que não tenho e ainda pego forças emprestadas. E então, paro frente á uma janela. Mas percebo que a janela não está virada pra mim, não sorri pra mim, não me comprimenta, mas me enxerga, apenas. Sim. A janela me chamou um dia desses. Me convidou para abri-la(não com essas palavras). Com a minha explosão de felicidade, nem percebi que havia a possibilidade das janelas terem trancas, ou simplesmente, de mais uma vez, as jenelas não quererem ser abertas por mim, uma simples menina que nunca soube abrir janelas. Nunca mesmo. Talvez nunca tenha pensado em abrir o seu mundo tão cinza desde sempre, para encontrar um mundo com tantas novas cores assim. Parecia muito arriscado. Uma menina, que já viveu tantas coisas que não tinham cor alguma...Agora, pensando em arriscar tudo pra ter uma unica cor?
Então...percebo que as janelas me olham, rapidamente. E logo, continuam olhando pra uma das PORTAS feias e assustadores que mais uma vez, me impedem de descobrir as cores, as minhas cores.
Sim. Eu já não ligo mais pras portas. Elas me parecem mais fracas que a menina, agora. Mas e as janelas? Elas continuam indiferentes. Elas continuam ali. Ali. Ali. Ali. Ali. Ali. Ali. Ali. Ali. Ali. LÁ. LÁ LONGE.

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