Uma borboleta posou na minha calça. Eram tão leves os movimentos que fazia com as asas, que nem parecia se incomodar com a indelicadeza do movimento do ônibus. Mal sabia ela, que estava descansando no colo de alguém, que poderia esmagá-la com um sopro, sem que fosse isso seu desejo. O barulho não parecia incomodá-la, enquanto lá estava eu, me atormentando com o barulho exagerado das batidas dos bancos vazios. Pra falar a verdade, nem me dei conta do momento em que se acolheu no meu colo. Não. Não foi apenas por ser ela, o ser mais sutíl e leve. Foi a falta de sintonia entre o que todos podem ver e entre o que ninguém pode. Meu corpo anda meio desligado da alma, e então, os detalhes acabam se tornando invisíveis. Não olho para o céu com tanta frequência, porque meu corpo se recusa a deixar de correr e a faltar os compromissos, para perder tempo olhando um punhado de azul com manchas brancas. Quando a borboleta chegou, foi assim. Foi quase uma guerra. O corpo logo fez questão de espantar aquele inseto e até chegou a movimentar agressivamente a perna, para que a borboleta saísse depressa. Mas lá continuou ela, movimentado as asas, como quem encontrou a tranquilidade. E eu também acabei encontrando. Fiquei quietinha, quase tentando parar o ônibus com o poder da mente. Olhei para o céu por alguns minutos, para que ele não pensasse que o havia esquecido por causa da borboleta. E logo, encostei a cabeça no banco, tirei uma foto da borboleta e percebi o vento acelerando a frequência com que movimentava as asas. Para você pode ser exagero, e pra falar a verdade, pouco me importo...Mas quando a borboleta bateu as asas, um pouco mais forte e saiu voando pela janela, eu sentí a vida. Aí me veio algo na cabeça, que pouco tem a ver com borboleta ou que muito tem a ver com ela. Algo do tipo: Nascer e morrer, é uma obrigação. Viver, não! Viver é uma escolha que nem todos que nascem e morrem acabam escolhendo. Viver, no final, é fácil demais pra uma raça que se programa o tempo inteiro para o difícil. A rotina é difícil. E quando é que vamos viver?
quinta-feira, 15 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Vontade de ser estrela.
- Que diabos você anda tão cabisbaixo, menino?
- Tenho vergonha!
- Mas de quê, oras?!
- Das estrelas. As invejo.
- Mas, porque?!
- Parecem tão confortáveis lá encima. Brilham tanto, que quando as olho, vejo o quanto sou opaco. Elas parecem sorrir tão alto que eu, de tão pequeno, não as posso escutar. Além disso, estão sempre rodeadas de amigos que nunca pensam em abandoná-las no meio do escuro. E por falar em escuro...Elas não parecem ter medo dele, como eu. São até bastante amiguinhos. Não conseguem deixar a escuridão sozinha e por isso, todas as estrelas se vão, quando o escuro resolve partir. Preferem não deixar um amigo sozinho, do que conhecer a claridade. Quanta lealdade das estrelas! Elas são como as flores que tornam um jardim bonito. Queria ser uma estrela! Elas parecem ser tão doces. Ficam piscando...E quando agente pensa que seus brilhos vão se apagar, elas mostram que tem um brilho ainda mais forte. Elas nunca ficam tristes...
- Elas não passam do seu reflexo, menino. Se pra você, as estrelas são tão belas e fortes, é porque você também é. O céu é o espelho, e nós, os pontinhos sem auto-estima os refletindo. Pare por um minuto, me dê um abraço e olhe para o céu, e verá que duas estrelas, no meio de tantas outras, também estarão paradas, unidas pelo coração. Faça isso com todas as pessoas que ama e veja que elas não passam de estrelinhas que guardam teus sonhos enquanto dorme, pra que quando acordes, teus sonhos não caiam no esquecimento.
Obrigada, querida estrelinha predileta! Acho que sabes que, no meu céu, os sorrisos mais honestos, são os seus. Acho que sabes também... Que és uma estrela que nunca quero ver se apagar e que quero sempre o seu coração se juntando ao meu, por mais 2 mil anos luz. Baiser, no coração.
- Tenho vergonha!
- Mas de quê, oras?!
- Das estrelas. As invejo.
- Mas, porque?!
- Parecem tão confortáveis lá encima. Brilham tanto, que quando as olho, vejo o quanto sou opaco. Elas parecem sorrir tão alto que eu, de tão pequeno, não as posso escutar. Além disso, estão sempre rodeadas de amigos que nunca pensam em abandoná-las no meio do escuro. E por falar em escuro...Elas não parecem ter medo dele, como eu. São até bastante amiguinhos. Não conseguem deixar a escuridão sozinha e por isso, todas as estrelas se vão, quando o escuro resolve partir. Preferem não deixar um amigo sozinho, do que conhecer a claridade. Quanta lealdade das estrelas! Elas são como as flores que tornam um jardim bonito. Queria ser uma estrela! Elas parecem ser tão doces. Ficam piscando...E quando agente pensa que seus brilhos vão se apagar, elas mostram que tem um brilho ainda mais forte. Elas nunca ficam tristes...
- Elas não passam do seu reflexo, menino. Se pra você, as estrelas são tão belas e fortes, é porque você também é. O céu é o espelho, e nós, os pontinhos sem auto-estima os refletindo. Pare por um minuto, me dê um abraço e olhe para o céu, e verá que duas estrelas, no meio de tantas outras, também estarão paradas, unidas pelo coração. Faça isso com todas as pessoas que ama e veja que elas não passam de estrelinhas que guardam teus sonhos enquanto dorme, pra que quando acordes, teus sonhos não caiam no esquecimento.
Obrigada, querida estrelinha predileta! Acho que sabes que, no meu céu, os sorrisos mais honestos, são os seus. Acho que sabes também... Que és uma estrela que nunca quero ver se apagar e que quero sempre o seu coração se juntando ao meu, por mais 2 mil anos luz. Baiser, no coração.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Claridade
A claridade passa pela janela, sem nem mesmo pedir licença. Assim como a escuridão antes indicava que era noite, a claridade vem silenciosamente indicando que ganhamos novas oportunidades para jogar aquelas cartas que guardamos no fundo do lugar em que guardamos os nossos maiores desejos e sonhos ocultos, pensando que estas nunca seriam jogadas. As vontades sempre são jogadas nos lugares mais fundos, como se não tivessem sentido algum. Oras! Se um dia eu puder encher o céu de beijinhos, só será incrível porque antes, essa era a minha maior vontade. E se em um outro dia eu puder roubar todos esses beijinhos, com um pedaço do azul e um pouco da delicadeza do voo dos passarinhos que por ali voaram, e entregar aos que me colorem, seria um descontrole nas risadas e nas rugas de alegria. E repito: só seriam, porque antes, isso foi uma vontade.
A claridade, todos os dias, acorda cedo para tirar as teias que prendem os nossos sonhos. Trás junto com ela, passarinhos novos que esperam por comida, florzinhas em árvores frutíferas, um sol descansado, um céu alcançável, novas metas, autonomia para desligar-se do que já se passou e um cheiro de novo dia, acompanhado com o gosto do café que quase grita por novos erros e acertos e uma melodia louca, sem sentido e cheia de batuques, mostrando que hoje... que hoje você não precisa mais se importar com o sentido e com as regras das cartas. E no final do dia, a claridade vira escuridão, mesmo. Mas se soube aproveitar toda ela, quando esta se tornar escuridão, estarás sonhando... Estarás sonhando, para amanhã, quando novamente for dia, tú acordar, pegar o travesseiro cheio de sonhos e sair por aí, realizando-os e compartilhando-os com o mundo. Mas se não soube aproveitá-la, aí tudo parecerá escuridão. Até mesmo as flores que acordam e quase podem desejar um bom dia. O café parecerá sem açúcar e os sonhos parecerão coisas de filmes românticos ou de novelas mentirosas.
Peço pra que quando abrir tuas janelas...Não te irrites com a claridade que por ela entra, sem o pedido de licença. Não é por falta de respeito ou provocação. Ela tem medo de dizer tão claramente, que o mundo pertence aos que sonham acordados.
Perdoem-me! Agora terei que confessar, que manchei o céu. Sei que não tinha tal direito, mas não resisti. A vontade falou mais alto e, logo pela manhã, um novo dia me deu forças para dar todos os beijinhos que pude. Vi o mundo de lá de cima e agora, me alegram os pássaros e os montinhos de algodão que se movimentam no azul que pude beijar.
Ps: Adoro a música e a cantora!
"Cai na dança, cai. Vem pra roda da malemolencia". ( CéU )
Ps(dois): Eu vou ser a dinda do Dudu! *-----* EU! Será que alguém consegue imaginar o tamanho da minha felicidade?! hoho.
A claridade, todos os dias, acorda cedo para tirar as teias que prendem os nossos sonhos. Trás junto com ela, passarinhos novos que esperam por comida, florzinhas em árvores frutíferas, um sol descansado, um céu alcançável, novas metas, autonomia para desligar-se do que já se passou e um cheiro de novo dia, acompanhado com o gosto do café que quase grita por novos erros e acertos e uma melodia louca, sem sentido e cheia de batuques, mostrando que hoje... que hoje você não precisa mais se importar com o sentido e com as regras das cartas. E no final do dia, a claridade vira escuridão, mesmo. Mas se soube aproveitar toda ela, quando esta se tornar escuridão, estarás sonhando... Estarás sonhando, para amanhã, quando novamente for dia, tú acordar, pegar o travesseiro cheio de sonhos e sair por aí, realizando-os e compartilhando-os com o mundo. Mas se não soube aproveitá-la, aí tudo parecerá escuridão. Até mesmo as flores que acordam e quase podem desejar um bom dia. O café parecerá sem açúcar e os sonhos parecerão coisas de filmes românticos ou de novelas mentirosas.
Peço pra que quando abrir tuas janelas...Não te irrites com a claridade que por ela entra, sem o pedido de licença. Não é por falta de respeito ou provocação. Ela tem medo de dizer tão claramente, que o mundo pertence aos que sonham acordados.
Perdoem-me! Agora terei que confessar, que manchei o céu. Sei que não tinha tal direito, mas não resisti. A vontade falou mais alto e, logo pela manhã, um novo dia me deu forças para dar todos os beijinhos que pude. Vi o mundo de lá de cima e agora, me alegram os pássaros e os montinhos de algodão que se movimentam no azul que pude beijar.
Ps: Adoro a música e a cantora!
"Cai na dança, cai. Vem pra roda da malemolencia". ( CéU )
Ps(dois): Eu vou ser a dinda do Dudu! *-----* EU! Será que alguém consegue imaginar o tamanho da minha felicidade?! hoho.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
É o sentir-se pequeno ou grande demais
Aqueles dias enlouquecidos voltaram, e a solidão ecoando sobre todo ele, também. O cheiro de passado que não consegue morrer, o gosto de um presente que parece não ser. A extinção de sorrisos que sempre estiveram ameaçados. As desconfianças, a falta de ar, a impaciência, as olheiras, o úmido dos olhos. A fraqueza habitando um corpo e uma voz ácida. Como se isso fosse ser forte.
É tudo uma mentira. Tudo não passa de mentiras contadas aos bobos da roda. Ninguém se importa com as suas estrelas. E se o céu um dia, pensasse em digerí-las, ninguém se importaria em roubar uma só estrela, pra que você pudesse guardar de recordação. E isso tudo, porque ninguém se importa com os outros, da mesma forma que as estrelas te importam.
As vozes, os olhares, os gestos, as ações, as insignificâncias, as mentiras, os saltos, as idiotices...Ah! Isso tudo tem me cortado algo, que não é feito de carne e nem de osso.
Sumiram aqueles que, nesses dias enlouquecidos, tentavam controlar a minha maré e apanhar uma estrela no céu. Será que um dia, eles existiram? Ou era eu, inventando um jeito de não me afogar nos soluços?
Eu preciso de um abraço, de um pedido de desabafo da alma e de uma vida inteira me encontrando. Eu preciso dos antigos amigos e dos novos. Eu preciso daquela alegria simples e daquela mente de criança que, mesmo quando tudo estava perdido, uma pitada de esperança era encontrada, no meio de um mundo que tinha tudo pra se apagar. Eu preciso me sentir e sentir o mundo. Eu preciso de silêncio. Eu preciso dormir. Boa noite.
.
" Well, there's no way, you'll get away "
É tudo uma mentira. Tudo não passa de mentiras contadas aos bobos da roda. Ninguém se importa com as suas estrelas. E se o céu um dia, pensasse em digerí-las, ninguém se importaria em roubar uma só estrela, pra que você pudesse guardar de recordação. E isso tudo, porque ninguém se importa com os outros, da mesma forma que as estrelas te importam.
As vozes, os olhares, os gestos, as ações, as insignificâncias, as mentiras, os saltos, as idiotices...Ah! Isso tudo tem me cortado algo, que não é feito de carne e nem de osso.
Sumiram aqueles que, nesses dias enlouquecidos, tentavam controlar a minha maré e apanhar uma estrela no céu. Será que um dia, eles existiram? Ou era eu, inventando um jeito de não me afogar nos soluços?
Eu preciso de um abraço, de um pedido de desabafo da alma e de uma vida inteira me encontrando. Eu preciso dos antigos amigos e dos novos. Eu preciso daquela alegria simples e daquela mente de criança que, mesmo quando tudo estava perdido, uma pitada de esperança era encontrada, no meio de um mundo que tinha tudo pra se apagar. Eu preciso me sentir e sentir o mundo. Eu preciso de silêncio. Eu preciso dormir. Boa noite.
.
" Well, there's no way, you'll get away "
quarta-feira, 7 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Hoje passei o dia inteiro escutando uma única música. Quem fosse eu, hoje, pensaria que deveria logo ser internado porque a sanidade havia fugido. Mas, a música me passou uma daquelas energias que eu falo pra algumas pessoas, que eu sinto com algumas coisas. E, não sei se já comentei aqui, mas, sempre que vejo coisas legais ou sempre quando penso algo legal, eu logo penso em dividir aqui no blog. Sei que não é o mundo inteiro que vai ver, sei também que as vezes, ninguém vê... Mas, mesmo assim, sinto vontade de postar aqui, no cantinho das coisas que para mim, têm muito significado. E foi dessa vontade que quis postar a tal música que escutei sem parar, rs. Mas, como não sou nada boa com as coisinhas da internet, tive que pedir ajuda. E, uma pessoa linda e fofa me ensinou a colocar o tal video! *-* Ah, que felicidade a minha!
Portanto, preparem-se! A Laís se empolga muito com as coisas novas, e agora será um video por dia, rs.
A música se chama Sunday, e é de uma linda cantora mais que linda e talentosa chamada Sia. Se não gostarem, guardem pra vocês! Não aceito criticas ok?! Não á ela! rs Brincadeira! BAISERS :*
domingo, 4 de julho de 2010
No final, ela é a letrinha.
Ela quer poetizar as falas, os cantos, os gestos, os erros, as loucuras, as normalidades, a fome, os medos, os sonhos, os obstáculos, os muros, as pontes, as borboletas bem vestidas, as lagartas antes de se descobrirem borboletes, os sorrisos vestidos, as lágrimas sofridas, os monólogos angustiantes e os cheios de comédia, o platonismo, o proíbido, o que ninguém acredita poder virar poesia. Ela quer poetizar aquilo que não se poetiza. Entra em seu casulo e vai tecendo a sua seda. A até então, lagarta, vai virando aos poucos borboleta...E então, enquanto vai costurando as suas próprias asas, cai bruscamente no chão. Se machuca. Derrama umas lágrimas de impaciência, arranca a quase metade das asas costuradas e levanta. Começa tudo de novo. Dessa vez esquece o que a fez cair, mas lembra-se de não cair novamente pelo que esqueceu. Algumas insatisfações a perseguem. Nada que escureçam totalmente o seu dia, todos os dias. Mas já chegaram a escurecer gradativamente, alguns dias. Então...Olha pra trás, como se procurasse alguma forma de reverter os pingos escuros de sua lente ultra desembaraçante de nós. E consegue. Vê que o querer, lá do começo desse amontoado de palavras, são sim o poder. Sua vida é uma poesia. E quem envolve sua vida, vira poesia também. Como mágica que encanta os ares e que inventa novas cores aos nossos olhos. Não é lindo se ter como o próprio poeta?! E qualquer letrinha fora do lugar, pode-se, simplesmente, passar a borracha e começar tudo de novo. Mas desta vez, não procure encontrar o lugar da letrinha! Pra quê perder tempo em enganos passados? As letrinhas certas, aparecerão nos lugares certos, desde que você as escolha sem as procurar. Isso só parece dificil, acredite! E escolher encontrar, sem antes ter procurado, é a coisa mais estrelada que já pude dizer.
E ela, queridos...Tenho que confessar. Ela é a letrinha fora do lugar. É a letrinha que não tem lugar. Não aqui. Mesmo sendo ela, toda essa sincronia de palavras.
E ela, queridos...Tenho que confessar. Ela é a letrinha fora do lugar. É a letrinha que não tem lugar. Não aqui. Mesmo sendo ela, toda essa sincronia de palavras.
terça-feira, 29 de junho de 2010
O retrato
" Um dos costumes da minha vida foi sempre concordar com a opinião provável do meu interlocutor, desde que a matéria não me agrava, aborrece ou impõe. " ( Capítulo 83; Dom Casmurro; Machado de Assis )
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Flor que se abrace.
Honestamente, nunca fui lá flor que se cheire. Não pelo veneno no perfume, ou pelos espinhos maldosos. Apenas pela não voz de seda, pelo não amaceamento dos pensamentos, para que cheguem como canções de ninar aos ouvidos dos amargos, e pelas atitudes contrárias ao que deveriam ser, em horas em que não deveriam ser. E, mais uma vez sendo honesta... Não quero mais ser flor que se cheire. Das vezes em que tentei, não me senti tão eu, quanto agora. Além de ter tomado um certo receio destas flores que se devem ser cheiradas. Cá trás uma impressão de omissão, de silêncio forçado e outrora, superlativamente falando, de um perfume mutável. Um perfume que, muda-se, de acordo com cada olfato. Talvez uma tática marota para que nenhum ser, reprove um perfume que deveria ser aprovado pelo mundo. E se não fosse... Ia lá outro ser, tornar-se uma flor que não se cheire.
Como entrei agora, no Jogo da Total Verdade...Gostaria de doar o segundo motivo, pelo qual não me esforçarei para ter tal certificado de flor: Não gosto de doar tal liberdade profunda. Que não me cheirem, oras! Se me conhecem a grossura, a acídez e o amargo, porque diabos me compram?! Me atirem a metros de distância, me atirem ao Japão de teu mundo...e confesso, é lá que ficarei. Talvez pela simples não vontade, de uma flor que não se cheire, de não contaminar as outras flores que guardas em seu precioso járdim. Só não te atrevas a cheirar demasiadamente as minhas pétalas, que esta, meu caro...Tem espinhos bem afiados no caule. Mais uma vez, tenho que repetir que os espinhos não são maldosos. Os espinhos são defesa. Assim como os escudos e artificios que sei que tens, nos momentos necessários. Os meus são os espinhos, e gostaria que estes não fossem vistos como vilões. Pois não são.
Não quero ser flor que se cheire, não. Eu quero ser flor que se beba, flor que se apaixona, flor que se quer por perto. Quero ser flor que se olha e se quer conhecer. Quero ser flor que se gosta, além das pétalas de um quase veludo. Quero ser flor que se descobre que existem folhas e espinhos por entre toda ela. Mas, enquanto não me presenteiam com os meus quereres, muitas vezes até um tanto utópico...Me contento fácilmente em ser apenas uma flor. Porque ser "apenas" uma flor, me atribui muitas qualidades e defeitos, que me tirariam o "eu", se fossem distribuídos de forma diferente, ou se simplesmente não fossem.
Como dizia Lispector: "Suponho que me entender não é uma questão de inteligência, e sim de sentir, de entrar em contato...Ou toca, ou não toca". Talvez inteligência seja óbvio demais. Previsível demais. A única função, nesse caso...É enganar quem pensa que a usa. "E sim de sentir...De entrar em contato". Oh, querida Lispector...Como isso é dificil. Como sentir é tão mais dificil que interpretar pela lógica, qualquer coisa. Alguns ainda pensam que não. E eu, honestamente, não consigo mais senti-los.
Ah, á propósito... Quero ser flor que se abrace e flor que se dê um beijo na testa.
Como entrei agora, no Jogo da Total Verdade...Gostaria de doar o segundo motivo, pelo qual não me esforçarei para ter tal certificado de flor: Não gosto de doar tal liberdade profunda. Que não me cheirem, oras! Se me conhecem a grossura, a acídez e o amargo, porque diabos me compram?! Me atirem a metros de distância, me atirem ao Japão de teu mundo...e confesso, é lá que ficarei. Talvez pela simples não vontade, de uma flor que não se cheire, de não contaminar as outras flores que guardas em seu precioso járdim. Só não te atrevas a cheirar demasiadamente as minhas pétalas, que esta, meu caro...Tem espinhos bem afiados no caule. Mais uma vez, tenho que repetir que os espinhos não são maldosos. Os espinhos são defesa. Assim como os escudos e artificios que sei que tens, nos momentos necessários. Os meus são os espinhos, e gostaria que estes não fossem vistos como vilões. Pois não são.
Não quero ser flor que se cheire, não. Eu quero ser flor que se beba, flor que se apaixona, flor que se quer por perto. Quero ser flor que se olha e se quer conhecer. Quero ser flor que se gosta, além das pétalas de um quase veludo. Quero ser flor que se descobre que existem folhas e espinhos por entre toda ela. Mas, enquanto não me presenteiam com os meus quereres, muitas vezes até um tanto utópico...Me contento fácilmente em ser apenas uma flor. Porque ser "apenas" uma flor, me atribui muitas qualidades e defeitos, que me tirariam o "eu", se fossem distribuídos de forma diferente, ou se simplesmente não fossem.
Como dizia Lispector: "Suponho que me entender não é uma questão de inteligência, e sim de sentir, de entrar em contato...Ou toca, ou não toca". Talvez inteligência seja óbvio demais. Previsível demais. A única função, nesse caso...É enganar quem pensa que a usa. "E sim de sentir...De entrar em contato". Oh, querida Lispector...Como isso é dificil. Como sentir é tão mais dificil que interpretar pela lógica, qualquer coisa. Alguns ainda pensam que não. E eu, honestamente, não consigo mais senti-los.
Ah, á propósito... Quero ser flor que se abrace e flor que se dê um beijo na testa.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Seria uma pobre, uma coitada.

E se ela estivesse em outro lugar, com outros personagens e em outra história, ela perderia todo o brilho no olhar e todas as possibilidades de sorriso. Sim! Os detalhes passariam a ser, no caso, os donos da história. E qualquer estrela fora do lugar, faria toda e total diferença em um céu, que daqui a pouco daria espaço a um Sol que nem sabe porque tem de sorrir o dia inteiro. E mesmo assim, sorri. Sorri porque se não sorrisse, a história não seria essa. E se houvesse um substituto para o Sol -como tentam fazer por aí em outras histórias,subtituindo os detalhes,acreditando que tudo nesse mundo é substituível- este não seria mais o Sol. Seria tudo, menos ele. O brilho não seria o mesmo, seus benefícios não seriam os mesmos e seus malefícios também. É tão dificil assim, vocês perceberem que nada de valiozo nesse mundo, é duplicado?! Eu me assustei pensando nisso. Porque eu tentei correr contra o meu sono e contra tudo o que gostaria de fazer, pra encontrar uma solução URGENTE para não perder o que pra mim, tem valores inomináveis. Mas depois, pensei no quanto tenho o privilégio de ter tais coisas, comigo. E então, me veio um dos sentimentos preferidos: O alívio.
É ilusão pensar que podemos substituir uma pessoa por outra, sem haver diferenças. É ilusão pensar que o substituto, é realmente equivalente ao que foi substituído. Porquê não é! E apesar de muitas vezes, algo fazer com que eu me sinta muito pouco no meio dessa imensidão do desconhecido...Algo me chama para cima e me diz:
"Menina! Você é insubstituível. Não existe nenhum outro ser como você nesse universo inteiro. Podem tentar substituí-la por qualquer semelhante, por qualquer coisa que julguem melhor...Mas você, IGUAL a você, nunca vai existir!". E aí sim. Aí sim eu começo a perceber a importância de uma única estrela, de uma única flor, de um único grão de areia ou de açucar. Aí sim, eu vejo que eu -alguém insubstituível e comum como qualquer outra- tenho o privilégio de viver uma vida também insubstituível, ao lado de pessoas insubstituíveis que me proporcionam momentos insubstituíveis.
Eu vou guardar. Eu vou guardar cada um desses, na caixinha mais bonita. Um lado azul e outro escuro. Desenharei uma Lua e um Sol. Colocarei essas estrelinhas dentro pra que elas se sintam em casa e nunca queiram se apagar. Darei nome a todas elas e quando preciso for, abraçarei todas com o coração. E a caixinha...A caixinha estará segura, em um lugar tão secreto, que não poderei aqui dizer. Não posso correr riscos. Não posso correr o risco de me roubarem aqueles que me roubaram o coração.
Agradeço aos seres insubstituíveis que moram dentro de mim. Me tornam sempre, um pouco mais insubstituível também.
E se ela estivesse em outro lugar, com outros personagens e em outra história, a história não seria mais dela... Ela que seria da história. E então...O que seria dela?
Ps: A foto é só pra mostrar que o dia de hoje é insubstituível e lindo. E que minha alma nem é tão verdadeiramente feliz, com qualquer coisa. E hoje, ela se manteve sorrindo...sem máscaras bobas e mal usadas. hoho. Tchau
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Podem esperar de mim.
“Não espere nada de ninguém” – diz o mundo
Sempre achei isso “ácido” demais. Como podemos fortalecer a base que segurará aquilo que nós mesmos construiremos se não a alimentarmos com expectativas e confiança? Eis que é nessa filosofia, que construímos muros no lugar de pontes. Eis que com esses pensamentos, que oferecemos espinhos no lugar de flores.
Não esperar nada de ninguém, é o mesmo que dar um grito potente, dizendo: “NÃO ESPEREM NADA DE MIM!”. E eu não quero que as pessoas não esperem nada de mim. Eu quero que elas saibam que eu não sou uma folha em branco e que eu tenho sim algo a oferecer pra quem espera o melhor nas minhas falas, no meu sorriso e na minha capacidade de viver a vida, abraçando tudo aquilo que me parecer tranqüilo e sereno. Por isso digo: “Eu sempre esperei muito dos outros”. Nossa! Cada palavra dessa frase apresenta um perigo profundo e quase incontrolável! Eu. Sempre. Esperei. Muito. Outros. Essa não é a dosagem certa do equilíbrio. Nunca foi. São palavras que nunca puderam ser escritas na mesma sentença, e por isso me desculpo. Desculpo-me pela agonia que provoquei nessas cinco palavras, em todas as vezes que enchi a boca para dizê-las, pensando que eu estava valorizando um pouco da essência daqueles que estiveram sempre com um lindo ramalhete de flores para me oferecer, quando eu estava quase secando e morrendo de sede, de uma vida falsamente vivida.
Mas é a verdade. Não posso jogar a verdade atrás do armário. Tenho que apresentar-lhes um pouco do que aprendi durante esses poucos/muitos anos em que tentei descobrir o que é vida, além do que um dicionário me diz.
E mais uma vez, declaro a minha guerra contra o quente e contra o frio. Diziam-me, há algum tempo, que se tivessem que definir a minha personalidade em apenas uma palavra, esta seria: INTENSIDADE. Apenas. E isso dizia muita coisa. O quente e o frio eram aí, dois pseudonimos que eram na verdade os meus dois estados de espírito. O morno era aquilo que nunca passava pela minha mente. Mas, ultimamente, o morno tem sido um grande e sábio amigo. Tenho isso em mente, apesar de saber que ele não combina nada com a intensidade que, de fato, seria o título do meu capitulo de vida.
O conselho seria então: Não espere TUDO dos outros. Isso diz o meu mais novo amigo, Morno.
O Quente sempre me disse o que eu quis ouvir. E confesso, foi o Quente que escutei a minha vida, até então, inteira. Talvez seja mais fácil ouvi-lo e concordar com tudo aquilo que ele diz. Talvez ele dê um tanto de autoconfiança, dizendo o que me fazia sentir, como se eu conhecesse muito bem aqueles em quem eu depositava toda a minha confiança e expectativas. MENTIRA! Eram apenas vultos de uma ilusão bem planejada. Era sempre eu, a pequena que balançava uma bandeira gigante, mostrando que acreditava nas promessas, que aqueles que prometiam, nem levavam a sério. E mesmo assim, me deixavam balançar a bandeira por dias e dias, até eu perceber o quanto eu havia sido idiota.
E muitas vezes, foi isso que aconteceu. Não apenas com pessoas, mas com a vida.
Sempre esperei demais dos projetos futuros, do presente e de tudo o que pra mim fosse novo. E de repente, mais uma vez, eu me via agindo como sempre agi, esperando muito. E isso fazia com que eu ficasse a vida (até então, inteira), esperando... Esperando... Esperando.
Mas agora sei. Espero dos outros, pra que eles possam esperar de mim. E não espero TUDO dos outros, pra que eles também não esperem tudo de mim. Sei o quanto é ruim criar nossas expectativas, em coisas que muitas vezes, não conseguem nos segurar.
Acontece que quando vemos que algumas pessoas não têm o que esperamos, nós nos decepcionamos como se aquela pessoa, levasse nas costas a culpa de serem o que são. E não. Não é assim. Ninguém tem a obrigação de ser aquilo que o nosso imaginário cria.
Perco as contas... De quantas pessoas passaram por mim, esperaram por mim... E viram que “mim”, não sou eu. Alguns do que perceberam isso, se foram, correndo! Com medo do que haviam acabado de descobrir. E outros... AHH... Outros estão aqui, convivendo com o inesperado. Convivendo com aquilo que lhes pegou de surpresa, exatamente... Por não terem esperado tudo. Esperar tudo e esperar nada, é monótono demais pra esse mundo...
Sempre achei isso “ácido” demais. Como podemos fortalecer a base que segurará aquilo que nós mesmos construiremos se não a alimentarmos com expectativas e confiança? Eis que é nessa filosofia, que construímos muros no lugar de pontes. Eis que com esses pensamentos, que oferecemos espinhos no lugar de flores.
Não esperar nada de ninguém, é o mesmo que dar um grito potente, dizendo: “NÃO ESPEREM NADA DE MIM!”. E eu não quero que as pessoas não esperem nada de mim. Eu quero que elas saibam que eu não sou uma folha em branco e que eu tenho sim algo a oferecer pra quem espera o melhor nas minhas falas, no meu sorriso e na minha capacidade de viver a vida, abraçando tudo aquilo que me parecer tranqüilo e sereno. Por isso digo: “Eu sempre esperei muito dos outros”. Nossa! Cada palavra dessa frase apresenta um perigo profundo e quase incontrolável! Eu. Sempre. Esperei. Muito. Outros. Essa não é a dosagem certa do equilíbrio. Nunca foi. São palavras que nunca puderam ser escritas na mesma sentença, e por isso me desculpo. Desculpo-me pela agonia que provoquei nessas cinco palavras, em todas as vezes que enchi a boca para dizê-las, pensando que eu estava valorizando um pouco da essência daqueles que estiveram sempre com um lindo ramalhete de flores para me oferecer, quando eu estava quase secando e morrendo de sede, de uma vida falsamente vivida.
Mas é a verdade. Não posso jogar a verdade atrás do armário. Tenho que apresentar-lhes um pouco do que aprendi durante esses poucos/muitos anos em que tentei descobrir o que é vida, além do que um dicionário me diz.
E mais uma vez, declaro a minha guerra contra o quente e contra o frio. Diziam-me, há algum tempo, que se tivessem que definir a minha personalidade em apenas uma palavra, esta seria: INTENSIDADE. Apenas. E isso dizia muita coisa. O quente e o frio eram aí, dois pseudonimos que eram na verdade os meus dois estados de espírito. O morno era aquilo que nunca passava pela minha mente. Mas, ultimamente, o morno tem sido um grande e sábio amigo. Tenho isso em mente, apesar de saber que ele não combina nada com a intensidade que, de fato, seria o título do meu capitulo de vida.
O conselho seria então: Não espere TUDO dos outros. Isso diz o meu mais novo amigo, Morno.
O Quente sempre me disse o que eu quis ouvir. E confesso, foi o Quente que escutei a minha vida, até então, inteira. Talvez seja mais fácil ouvi-lo e concordar com tudo aquilo que ele diz. Talvez ele dê um tanto de autoconfiança, dizendo o que me fazia sentir, como se eu conhecesse muito bem aqueles em quem eu depositava toda a minha confiança e expectativas. MENTIRA! Eram apenas vultos de uma ilusão bem planejada. Era sempre eu, a pequena que balançava uma bandeira gigante, mostrando que acreditava nas promessas, que aqueles que prometiam, nem levavam a sério. E mesmo assim, me deixavam balançar a bandeira por dias e dias, até eu perceber o quanto eu havia sido idiota.
E muitas vezes, foi isso que aconteceu. Não apenas com pessoas, mas com a vida.
Sempre esperei demais dos projetos futuros, do presente e de tudo o que pra mim fosse novo. E de repente, mais uma vez, eu me via agindo como sempre agi, esperando muito. E isso fazia com que eu ficasse a vida (até então, inteira), esperando... Esperando... Esperando.
Mas agora sei. Espero dos outros, pra que eles possam esperar de mim. E não espero TUDO dos outros, pra que eles também não esperem tudo de mim. Sei o quanto é ruim criar nossas expectativas, em coisas que muitas vezes, não conseguem nos segurar.
Acontece que quando vemos que algumas pessoas não têm o que esperamos, nós nos decepcionamos como se aquela pessoa, levasse nas costas a culpa de serem o que são. E não. Não é assim. Ninguém tem a obrigação de ser aquilo que o nosso imaginário cria.
Perco as contas... De quantas pessoas passaram por mim, esperaram por mim... E viram que “mim”, não sou eu. Alguns do que perceberam isso, se foram, correndo! Com medo do que haviam acabado de descobrir. E outros... AHH... Outros estão aqui, convivendo com o inesperado. Convivendo com aquilo que lhes pegou de surpresa, exatamente... Por não terem esperado tudo. Esperar tudo e esperar nada, é monótono demais pra esse mundo...
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Imensidão que não cabe
É que nessa menina, minuscula e imperceptível, existe um coração que mal cabe em sua forma. Que mal consegue seguir o ritmo que lhe deram para pulsar. Existe um coração, cujo único sofrimento, é não poder sair por ai abraçando todas as cores que lhe atrair. Se desprender de um corpo, que nunca teve sentimentos e muitos menos reações. Se desprender de um corpo, que corre tanto pelos labirintos das incertezas e da falta de respiração, só pra chegar cansado no ponto de onde partiu.
É um coração imenso. Uma imensidão de defeitos e de falta de virtudes importantes para uma convivência sensata com outros corações. Mas, o coração dessa menina tem bondade, garanto! Tem horas quietinhas e bem silenciosas. Horas de sumiço e de inquietações. Tem as horas insanas e as horas com ausência de um humor risonho e escandaloso, aquele único que a maioria das pessoas um dia, pensaram ser o humor que prevalece na menina. Tem as horas dos gritos e das ironias. Tem os momentos molhados e de canto da vida...Aqueles em que se esconde no final de um enorme salão, em busca de uma solidão que nunca encontra, mas esperando vir alguém, para lhe dizer que existe sim um canto no mundo, que fora desenhado exclusivamente para ti.
É. Sem esconder a ácidez da minha voz e dos meus sentimentos...Sem esconder os dias em que prefiro uma escuridão nunca vista, e um sono profundo, para colocar a minha cabeça no travesseiro e só acordar quando as flores e as estrelas significarem "vida", pra mim. Sem esconder o meu "eu"...Digo: apesar do erros e dos humores mutáveis, o coração que em mim habita, sofre de uma mania: a verdade e a vontade de ajudar no batimento de outros corações.
É um coração imenso. Uma imensidão de defeitos e de falta de virtudes importantes para uma convivência sensata com outros corações. Mas, o coração dessa menina tem bondade, garanto! Tem horas quietinhas e bem silenciosas. Horas de sumiço e de inquietações. Tem as horas insanas e as horas com ausência de um humor risonho e escandaloso, aquele único que a maioria das pessoas um dia, pensaram ser o humor que prevalece na menina. Tem as horas dos gritos e das ironias. Tem os momentos molhados e de canto da vida...Aqueles em que se esconde no final de um enorme salão, em busca de uma solidão que nunca encontra, mas esperando vir alguém, para lhe dizer que existe sim um canto no mundo, que fora desenhado exclusivamente para ti.
É. Sem esconder a ácidez da minha voz e dos meus sentimentos...Sem esconder os dias em que prefiro uma escuridão nunca vista, e um sono profundo, para colocar a minha cabeça no travesseiro e só acordar quando as flores e as estrelas significarem "vida", pra mim. Sem esconder o meu "eu"...Digo: apesar do erros e dos humores mutáveis, o coração que em mim habita, sofre de uma mania: a verdade e a vontade de ajudar no batimento de outros corações.
domingo, 6 de junho de 2010
O tempo...
Ás vezes me assusto quando penso no quanto o tempo é cruel. E digo agora: Se existe crueldade, seu rei é o tempo. Nunca confiei muito no ditadinho clichê onde se dizia que "o tempo cura tudo". E creio que quem o criou, foi alguém que o tempo conseguiu subornar, ou alguém, que não o conhecia de verdade. Eu, tampouco o conheço. Confesso que mesmo com todas as definições do dicionário, não sei ao certo diferenciar o presente, do futuro. Nem sei bem o que é passado. Agora, por exemplo...Esse texto já é passado e a 2 segundos atrás, seria o futuro. E quando ele foi presente? Ele foi presente agora, que o doei a todos que o quiserem ler.
De uma coisa tenho certeza: ninguém sabe o quanto o tempo é traiçoeiro. Ele não é o bonzinho que cura as feridas e nem o mocinho que te estende a mão por caridade. O tempo pode matar. Ele mata, sem você nem perceber que está perecendo. O tempo guarda coisas que não são esclarecidas, e quando vemos, está lá ele, ressucitando o sangue que já havia se secado. O tempo corre quando deveria parar...e para, quando deveria correr.
Ele não cura feridas e muito menos amores não correspondidos. Pura ilusão...E no meu vocabulário, pura MENTIRA. O tempo tortura. O tempo te faz ver o quanto tens afundado e desperdiçado cada SEGUNDO de uma vida curta. E por falar nisso...Curta! Curta cada segundo que o tempo te engole. Talvez assim, ele se torne o mocinho da minha história.
O rélogio tem me assustado mais que as atrocidades que vejo nos jornais. E o barulho latejante que vem mais forte quando a casa inteira dorme, tem me tirado o sono. As vezes é cortante pensar que todos os dias se vão 24 horas, e que nem todas essas horas são aproveitadas como eu gostaria. Que nem todas essas horas são aproveitadas como a minha imaginação gostaria.
Mas, nos ultimos dias, tenho sentido sabor nos meus minutos. Tenho os sentido. Não estou jogando-os em um copo sem fim e nem em um mar imenso que nunca conseguirei me afundar. Graças a algumas divindades, tenho guardado todo o tempo, em um coração maleável, indestrutível e vermelho. E aí sim...aí sim conseguimos extrair o lado bom do vilão. E aí vemos que o nosso tempo, agente chefia. Será que contar estrelas é mesmo perca de tempo, quando são elas a sua maior alegria? Sinta-se em um bom tempo, se é isso que te traz prazer e alegrias.
Se assustar com o rélogio é sinônimo de despertar. E esse é um bom susto.
Ps: Los Hermanos. Legião Urbana. Vento no rosto. Cantar alto. Por-do-sol. Lago lindo. Noite linda. Frio lindo. E uma gripe horrivel. Mas ela foi até esquecida com tanta coisa colorida. Obrigada aos céus, pela linda paisagem de hoje. E claro, descobri um lugar que motive qualquer sorriso a se abrir. Os sorrisos se multiplicam alí. E eles conseguem ser puramente verdadeiros.
Ps²: Essa foto tem significado pra mim. E ficou linda. E eu que tirei. HÁ.
Ps³: Eu estou dodói. D: Por isso, por favor, ajudem a Laís e peçam pro papai do céu me melhorar. OH. Odeio ficar gripada. A Laís se apaga. D: OH. Tchau personitas bonitas.
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