quinta-feira, 8 de abril de 2010

A nossa canção

Não posso tentar esconder do meu coração, aquilo que pra ele, é falado em forma de canção. Essa canção não dorme, essa canção não descansa, essa canção não acaba, essa canção não reclama, essa canção não pode ser tocada e nem escutada por qualquer coração. Mas sim! O meu coração a escutou, bem de perto. E agora essa canção está sempre tocando. Não importa o lugar, não importa com quem e muito menos quando. A canção apenas toca. E a canção sempre me diz o nome de um único alguém, que tem simplesmente, habitado o meu coração e me deixado boas sensações.
Já se tornou um ritual. O meu ritual. A canção está dentro de mim sempre, todos os dias e todas as horas. Então...Todos os dias antes de dormir, me pego em um ritual meu, eu penso naquela canção. Fecho os olhos, que estavam cansados de um dia tão corrido, e me lembro daquela canção. Incrivelmente fico leve, e forço meu coração, pra lembrar de todos os momentos antigos, que pra mim são como as partes bonitas dos filmes, do meu filme agora. Acabo dormindo. E quando acordo, todos os dias, simplesmente dou continuidade ao que dormi pensando...E mais uma vez chega a hora de dormir. Mas não consigo. Não quero! Prefiro desenha-lo em minha mente, prefiro tentar imaginar os tons de sua voz, prefiro imaginar o seu sorriso calmo. Eu não preciso dormir. Não posso interromper o meu coração agora. Não posso. Não agora que você também consegue escutar a mesma canção, junto com o meu coração.



ps: Tenho estado mais "intensa" do que sempre. :/ DE NOVO. Se alguém ao menos me entendesse. Desculpe aos que eu injustamente descontei toda essa "furia". Creio que amanhã ou depois, eu esteja diferente, não sei. Ah, tchau.
ps²: Hoje teve teatro e agora sim, estou empolgadissima com ele. Estava precisando disso. Me faz bem. Como dizem... Lá podemos nos esquecer do mundo real. Lá podemos fazer o que queremos, sem ser piada.
ps³: Minha nossa! E o que sinto, só tem aumentado a cada dia. Meu coração brilha. Meu coração tem brilhado muito. Não preciso mais disfarçar.

domingo, 4 de abril de 2010

"Explosão".

A explosão foi sútil. Silenciosa, intensa, sincera, muito esperada e inesperada. Sim, os ultimos são antônimos! Mas é que tenho esperado anciosamente por esta explosão. E por outro lado, foi uma explosão sem os "tic-tacs" que alertariam que algo ia explodir. Totalmente inesperado e explosivo.
Foi então que percebi que eu estava absolutamente lacônica por fora e extremamente prolixa por dentro(novamente os antônimos). Controlei minha vontade do abraço- que ainda não passou- e tentei entender o que aquilo significava.
As borboletas estão aqui, colorindo os meus pensamentos desde então. Por tanto tempo, fui o casulo que as guardou...No começo elas eram apenas os riscos, pequenos e meio grosseiros. Mas, algo as alimentou com coisas tão inexplicáveis, que elas foram se tornando tão puras, coloridas, incontroláveis e multiplicáveis. A cada dia, elas parecem crescer ou se multiplicar, não sei. Sei que não estava conseguindo as guardar muito bem, sem aparecer algumas asas coloridas, que eu rapidamente escondia. Mas...algo as chamou, e elas não quiseram obedecer quando pedi pra que ficassem em silêncio. Houve a explosão. Grande explosão. Mas essa explosão me fez bem, está me fazendo bem. Elas disseram o quanto queriam se tornar reais, por tanto tempo. Ainda não sei. Ainda não sei o nome disso, e nem sei descrever de forma clara o que quero dizer com o "isso". Mas, não é mais uma confusão dentro de mim, não. Sei bem o que quero. Muito bem. Só não sei descrever o porquê, o pra quê... O motivo de desta vez, apenas dessa vez, mesmo com todas as coisas que poderiam ser um problema, eu simplesmente não me importar.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

MEU arco-íris.




Todos os sorrisos haviam se escondido, atrás de faces mortas e cinzas. Procurei pelas cores que ontem me alegravam, e não as encontrei. Há tempos, algo as roubava de mim. Mas porquê roubariam as MINHAS cores, e esconderiam dos meus olhos?! Para esconderem também os meus sorrisos?! Mas quem seria tão atrevido assim? Me roubaram as cores preferidas, e jogaram dentro de um baú...sem piedade. Passei o dia inteiro pensando nisso. Angustiada, pensando no tamanho da maldade que me haviam cometido. Quando abri a janela do meu quarto...Estavam ali. Estavam ali, todas as minhas cores. Todas as cores que eu havia perdido. O arco-íris resolveu alegrar outras pessoas, com as minhas cores. Talvez eu tenha sido um pouco egoísta, ou muito egoísta. Poderemos compartilhar o mesmo motivo dos sorrisos verdadeiros. OBRIGADA PELA PERFEIÇÃO! OBRIGADA!

ps: aham, eu tirei a foto, pela janela do meu quarto. *-*
ps²: Queria agradecer mais uma vez, a todos os comentários e a todas as pessoas que tem seguido o blog *-* Obrigada meeeesmo!^^ E obrigada ao Guilherme Martins, que disse que o post anterior foi genial^^ E, suas visitas serão bem vindas, tá?

domingo, 28 de março de 2010

Gentilezas pra você...

Desculpe, desculpe. Desculpe por não querê-lo menos. Desculpe por querer tanto conhecê-lo mais. Desculpe por não enxergar mais nada, além dos desenhos coloridos dos seus olhos, que não conseguem enxergar os desenhos nos meus. Desculpe por não saber como lhe dizer que simplesmente, por mais que eu tente dar voltas por outros cantos, eu sempre volto em você. Desculpe por querer lhe dizer tudo isso e saber que eu simplesmente, não conseguirei dar o primeiro passo para o dizer.
Me desculpe, mas não me sinto culpada por tudo isso. Me desculpe, mas não me arrependo por querer-te tanto, mesmo não sabendo, se também não queres se desculpar por nada, por tudo...pra mim.
Mas...Obrigada! Desde que cruzou o meu caminho, tenho sentido coisas impossiveis de se explicar aqui, agora...Talvez um dia eu consiga.

terça-feira, 23 de março de 2010

Ninguém entende, ninguém entenderá. E eu não espero que entendam.

Delicadeza, mesmo quando tudo estiver grosseiro e áspero.
Aonde controla-se cada palavra, e cada frequência do piscar de olhos.
E mesmo que as forças estejam longe, bem longe...
Mantenha-se em pé. Mantenha-se em paz.
E mesmo quando tudo parecer escuro,
Você sabe que aquilo vai passar.
Apenas não sabe quando vai,
Mas sabe que em alguns tempos, aquilo também vai voltar...
E vai acontecer tudo de novo.
E no intervalo, você se preocupa acumulando forças e pensando no que fazer da próxima vez.
Os piscar de olhos não é mais tão rápido,
Mas já não é mais o mesmo, tranquilo e sutil como o de outra criança...
Que por um sono mágico, debruçava seus sonhos em um travesseiro macio por horas e horas,
Enquanto eu estava ali,
Não me desligando da realidade que no momento, era impiedosamente dificil.
Correndo descalssa nas pedras cheias de pontas,
Que cortavam meu pé e não doiam...
E não doiam mais que as lágrimas que naquela hora, eu não consegui conter.
Mas calma. Mantenha-se em pé. Mantenha-se em paz.
Quando ele for embora ficará tudo bem.
Poderá ama-lo novamente...
Sem medo!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Mas parece tão dificil quando queremos falar, e não podemos. Quando algo nos pede para que falemos tudo aquilo que o coração nos conta, mas nós sabemos que não devemos(ou pensamos que não devemos). Pareces tão distante, mesmo perto. Tento tanto esconder que tenho coração, e esconder o que guardo nele...Que até eu mesmo ando o procurando, lá no fundo da cartola do mágico que anda falhando muito comigo.
O sol refletia em sua pele, que junto com um sorriso terno, já conseguiu iluminar um dia, O dia... O MEU dia! E isso bastou por hoje. Mas e amanhã? Tenho tido sedes insaciáveis de... de um coração que preciso conhecer.

domingo, 21 de março de 2010

"Eu vou tirar você desse lugar, eu vou levar você pra ficar comigo, e não me interessa o que os outros vão pensar" (8)


Chega! Eu não quero mais que fique apenas subentendido. Nunca entendi porque eu sempre devo guardar os meus sentimentos bons, e usar pseudonimos quando me refiro á eles.
Eles,lá presos. Dentro de um alguidar que se torna mais sujo, cada vez que os escondo mais fundo. E lá no fundo mesmo, eles tem implorado á susurros cortantes, para que eu os liberte, os publique e os apresente ao dono do despertar mais singelo e puro, que os fizeram nascer dentro de um labirinto, cuja maior facilidade é sair dele. Mas nesse meu labirinto, algumas coisas tem passado tão depressa, que nem tenho as percebido. Mas as chuvas, as flores e "O DOCE" não conseguem sair do meu labirinto há mêses. Tem corrido pelas veias que os levam sempre até um coração, cansado de disfarces e ausências.
Mas não encontro maneiras pra explicar... Não encontro motivos maiores, do que os motivos que eu simplesmente desconheço.
Pois cada vez que me abraça, mesmo que depressa, sinto uma vontade enorme de pedir outros abraços. Longo, deleite, terno, amorável... Simplesmente, um desejo de poder estar segura, escutando a batida acelerada do seu abraço.



# Geeeente! Obrigada por me seguirem *-* Nem tenho postado tanto aqui no blog, mas sempre que venho, me surpreendo com alguém especial me seguindo!^^ As vezes são pessoas que eu nem imaginava que liam meus textos. E fico muito feliz por saber que leêm! Obrigadinha!*-*
# Obrigada pelos comentários nas coisas que escrevo também! ^^

E um beijão especial no coração doce de vocês! ♥

terça-feira, 16 de março de 2010


Afugentou-se por trás de uma timidez interna. Por dentro, tudo se mexia. Era uma eufuria só(e sózinha, no meio de tantas outras sensações). Era uma alegria, com doses de medo e de incertezas. Tudo ardía, misturado com uma vontade enorme de impressionar. Mas tudo que tentava fazer, acabava sendo mais menina ou menos menina do que a "apenas" menina.
- ATENÇÃO! ATENÇÃO! Mais uma vez, algo estranho está acontecendo em nosso planeta. O coração está mais acelerado, as mãos estão se mexendo aleatóriamente e as pernas...ONDE ESTÃO AS PERNAS?! 5, 4, 3, 2... Eis que aparece 1, que foi o equilibrio. E tudo que antes ela sentia, teve que ser engolido quando ele chegou. Mas como esconder que ele a "bagunçava" por dentro, sempre que aparecia?!
Tudo ficava parado - Isso quem dizia era a "apenas" menina. Quando ele dava aquele sorriso de canto de boca, misturando-se a um olhar cheio de mistérios e desenhos...Ah, todo o "resto" do mundo parava alí. Inclusive os carros da rua, os aviões que sobrevoavam os céus, os passáros que viajavam por entre as árvores que também tinham folhas congeladas naquela hora. E quando ele "cantava" algumas pequenas palavras raras? AH, aí quem parava era a "menina"( agora platônicamente enCANTADA ).
Mas, a razão sempre se metia no meio - e eu, narradora, particularmente, tenho visto que a razão anda meio louca, sei lá! Dá uns conselhos tão sem sentimentos! Isso pra mim sempre foi loucura! - não permitia que a menina fosse tão sincera quanto queria!
- OI! Desculpe estragar a sua rotina. Mas é que há tempos tenho lhe observado. Não gosto da maneira como passa por mim. Como se me visse, falasse comigo e não parasse. Aliás, você teria alguns tempos pra mim, moço? O vi passando esses dias. Foi um pouco distante da primeira vez, mas, quando vi, estava evitando estar longe de você. Meu coração tem se comportado como uma criança insistente. Todos os dias insistindo para que eu o procure, e se preciso for, que eu roube o seu mundo. Confesso que muitas vezes foi isso que quis. Mas a razão me disse: Você nem sabe se ele está aceitando visitas agora! E então, guardo tudo o que preciso dizer, e me silencio! Me escondo no escuro, para não lembrar de todas as cores que lembram o seu sorriso.
A menina continuou alí, parada em sua frente! Começando a se esquecer de como era sem graça não conseguir enxergar todas as cores em apenas uma pessoa.
- TTTTTTTT CHAU!
Todas as outras palavras se perderam. Assim como a menina, que sempre se perdia, se perdia...se perdia se encontrando dentro do brilho fosco de um coração que estava aparentemente tão cheio de mistérios!
A menina antes de sair... tinha a vontade de fazer o ultimo pedido!
- Encontre-me! Não estou longe. Talvez dentro de você! Quando encontrar-me... digo,quando encontrar-te ai dentro, e me encontrar também, por favor...me diga! Qualquer frase boba por aí, qualquer olhar cheio de intensões, qualquer sorriso que seja exclusivamente para mim, qualquer atenção a mais...
A menina foi ficando sem palavras!
Só pensou mais uma vez... PODERIAMOS ESTAR VIVENDO O TEMPO, QUE DEIXAMOS PASSAR, COMO SE FOSSE UM LIXO...
- Por favor, só não faça nada para esconder o que sentes. Seja eu dentro de você, ou seja que eu nunca estive!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Do vázio...


Do vázio...
Da vontade de aforgar-me, e sentir o que é vida!
Libertar-me,
mas por onde anda a saída?
Por onde anda as asas que havia encomendado ontem?

Tudo aqui inspira ser de vidro.
Tão singelo,
Tão morto,
Tão cruel!
Vejo os cacos jogados no tapete,
e descubro que são eu...

Vejo quem se aproxima, se distanciando mais.
Talvez o vidro assuste os que não buscam paz.

São só sonhos caneta!
São só planos...
Escrevo contigo porque te adoro...
Mas não me adoram porque sou eu!





Postado por Laís, que ultimamente tem sido mais de vidro que de carne e osso!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Um dia...



Ausentei-me,
não por não quere-lo...
Mas por não ter autoridade
para perder-me por entre os dedos,
que,
como doses de uma droga,
fácilmente me tiram de mim.

Amedrontei-me,
na hora em que o vi,
lentamente, passando por entre os dois vidros da janela,
e em seguida, não estava mais lá.
Sumira, com a mesma rapidez e intesidade com que faz meu coração palpitar,
com os seus dedos frios.

Afastei-me,
quando avistei, ao longe,
que lá estava ele,
sem nem perceber a minha presença,
que se tornava cada vez mais ausente.

Algo me dizia,
que um dia,
nos encontrariamos nos caminhos de dentro,
seriam como cargas negativas e positivas,
que se atrairiam com total intensidade,
mas dessa vez pelo coração!



Faz séculos que tenho esperado por esse DIA...
esperando o desconhecido,
o óbvio das utopias...!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

...Sempre foram assim?

...Sempre foram assim?
Sempre foram enigmas sem mapas e dicas?
O amor nasceu até então, sem maldades ou trapaças.
Algumas pirraças e ingenuidades, nada que fugisse, que fugisse, que fugisse...
Mas vieram os acordos,
as tentativas para que tudo voltasse a ser como antes,
mas como tentar dar cor a amizade?!
singela como uma criança de colo...
frágil como as pétalas das flores que caem quando supreendidas pelos ventos fortes;
que é forte, que é forte, que é forte... pedra? faca? bala? bomba? amizade?
Tudo explode!
Eis que não deve-se renovar o contrato!
Eis que não pode-se remendar todos os cacos...
Eis que derrepente, o amor se tornou o inimigo.
Aquele amargo de aparência doce...
Aquele doce que nunca foi, nunca foi, um dia será! será?!(?)
As tempestades ficaram coloridas e sem sentido.
Será que um dia deixa-se de gostar do que não tenha cor?

sábado, 9 de janeiro de 2010

Borboletas verdes é o que eu digo.

Ás vezes eu me sinto tão inútil e tão besta por vir aqui todos os dias e dizer coisas pra não sei quem e não sei pra que. É como se eu tivesse um ritual tão meu, tão meu, que eu me sentiria tão egoísta se eu não compartilhasse. E então, quando compartilho algumas palavras que invento, me sinto tão dos outros, e ao mesmo tempo tão minha, e no final eu acabo não sendo de ninguém ou de nada. E eu odeio quando não me sinto minha, totalmente. E eu odeio quando sou dos outros, sem ser. Algo meio abstrato até pra mim. Vivência de coisas que não são. Enxergar pontos que não existem. Falar borboletas verdes que todos pensam ser azuis(alguns teimam comigo e dizem ser baratas pretas). Paro pra pensar no quanto me sinto ridicula quando me perguntam o que quero dizer com aquelas borboletas verdes! Elas são minhas, poxa! Se são minhas borboletas verdes, elas não tem que ter sentido pra mais ninguém. Pra mais ninguém além daqueles que conseguiram saber sozinhos que eu falei borboletas verdes. Aliás, agora acho que estou falando abobrinhas rosas, mangas azuis e esperanças violeta. E quem deveria me estar lendo? Será interessante ler isso? Ler isso que agora eu sinto que é tão pequeno! Um conjunto de letras que muitas vezes saem sem pensar, saem desagrupadas, sem fácil sentido. Que muitas vezes se sentem sozinhas mesmo diante de tantas, tantas outras letras iguais e semelhantes a elas. Muitas vezes o "L" se sente assim. Diante de tantos "L's", ele acaba se sentindo tão igual a todos eles, que se sente sozinho. Ás vezes aparecem algumas letras que entendem que o "L" é o "L", e não deveria ser "M" ou "N". E então o "L" se sente "L"ivre, "L"eve, "L"ouco, "L"ouco, "L"ouco. Ele gosta de se sentir assim. Acho que faz muito bem. Mas volto a pensar: Pra que escrever tantas cores e tantas pessoas juntas? Creio que isso só deva ter melodia aos meus ouvidos. Ás vezes me sinto tão inútil por escrever coisas minhas, fora do meu eu. Pra quê?! Parece que as borboletas verdes sempre sentem uma enorme necessidade de voar para fora de mim! Não consigo e não me permitiria mante-las enjauladas. Elas acabam fugindo de mim, com a minha própria ajuda...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

ANO NOVO! NOVO COMEÇO!

Volte! Mas dessa vez não vá correndo. Se tropeçar novamente, tente acelerar um pouco o passo. Só não desista de encontrar a sua velocidade. Se for preciso, demore anos. Se não for preciso de tanto tempo, demore menos. Só não se esqueça de ir no seu tempo. Não suba mais degraus do que suporta. E também não se massacre se subir alguns degraus abaixo do esperado. Volte! Volte quantas vezes for preciso voltar. Se a velocidade não for a sua e o tempo não for o seu, é perigoso vir os tropeços. E muitas vezes ele vem pra confundir. Vem para que não encontre o seu tempo e seu ritmo. Te joga no chão, para que não levantes novamente. E quando os tropeços percebem que tu podes ser uma vitima, cega seus olhos e te amarra no chão. Eles aproveitam para tentar tirar o colorido da vida, e o som dos pássaros cantando de manhã. Fazem até você pensar que os dias de sol são tempestades. Eis então, que alguns não dão uma rasteira nos tropeços, e continuam estatelados no chão. Outros decidem viver. Simplesmente levantam, voltam, encontram o seu tempo e a sua velocidade. Vivem, e ainda aprendem com os tropeços. Não ficam presos ao medo de seguir e de sorrir. Voltam, seguem, voltam novamente, caem, levantam, choram e sorriem. Sempre é tempo de voltar e fazer diferente. Ou simplesmente, tempo de seguir em frente!


FELIZ ANO NOVO! RECOMECE e comece a viver agora mesmo!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal, Feliz Deus, Feliz você!

Noto que quando chega essa época, começam a aparecer mensagens pedindo por generosidade, solidariedade, paz, amor ao próximo, etc. Claro, são ótimos pedidos, e o mundo seria mil vezes melhor se todos o atendessem. Mas creio que não seja apenas na época em que se aproxima o Natal, que devemos ser pessoas melhores. Generosidade, solidariedade, paz, amor ao próximo, bondade e todas essas coisas devem ser praticados em cada momento da nossa vida.
Bom, apesar de algumas coisas que não gosto no Natal(tipo a cobrança de coisas que não devem ser cobradas APENAS agora e o valor excessivo á coisas materias), eu gosto muito do Natal, e mais ainda do que ele simboliza. Adoro também o fato de me emocionar quando dá meia noite e ver algumas pessoas se emocionando ao agradecer pela vida delas e das pessoas que para elas são importantes. Adoro ver todo mundo fazendo mais uma vez, as mesmas coisas que já fizeram durante todos os anos de suas vidas, e mesmo assim estarem dispostas a fazer por mais todos os anos que elas existirem. Adoro quando o papai Noel da familia é magro e todas as crianças ficam desconfiadas. Por falar em papai Noel, adoro também o fato de nunca ter acreditado nele. Eu ficaria bastante decepcionada se descobrisse depois de anos, que o velhinho que eu sempre acreditei que era bonzinho e que dava presente para todas as crianças, na verdade não existia, não dava presente pra todas as crianças e ainda era mais um no mundo capitalista. Adoro também, os almoços do dia do Natal, em que todos vão com uma cara inchada do dia anterir (pelo menos eu), e depois voltam para suas casas. Adoro o ar de diferença que fica espalhado nas noites de Natal. Uma sensação de sei lá o que, e sei lá como,rs. Adoro também, pensar que muitas pessoas estão comemorando a mesma coisa que eu(ou simplesmente vivendo a noite de Natal :S).
Mas, também odeio saber que existem pessoas que daqui a pouco, vão continuar sózinhas e passando fome. Em pensar que enquanto algumas pessoas se encantam com um papai noel falso, outras pensam que são um "nada" diante da vida e que nem o papai Noel as ama, por não ganharem presentes e não terem nem o que comer. Por verem o mundo inteiro comprando coisas e por verem todas essas luzes que para elas, não significam absolutamente nada(ou a escuridão).
Enfim, espero que SEMPRE seja a época do nascimento de coisas boas no coração e nas atitudes de cada um. E que SEMPRE possamos ter a sabedoria, de agradecer por tudo que somos. Porque existir já é motivo o suficiente para agradecer por milhões de anos. Que Deus sempre esteja presente nos corações de cada um, não SÓ HOJE... mas todos os dias de nossas vidas! FELIZ NATAL, FELIZ DEUS, FELIZ VOCÊ!

PS: agora vou me arrumar, porque minha mãe já tá me apressando! RS. BEIJOS

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


Ontem li "O pequeno principe" de novo, e quis compartilhar uma parte do livro!^^
.


E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia, disse a raposa.

- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.

- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...

- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...

- Sou uma raposa, disse a raposa.

- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...

- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.

- Ah! desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:

- Que quer dizer "cativar"?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?

- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?

- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...

- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?

- Sim.

- Há caçadores nesse planeta?

- Não.

- Que bom! E galinhas?

- Também não.

- Nada é perfeito, suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua idéia.

- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor... cativa-me! disse ela.

- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.

- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...

No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.

- Que é um rito? perguntou o principezinho.

- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.

- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...

- Quis, disse a raposa.

- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.

- Vou, disse a raposa.

- Então, não sais lucrando nada!

- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou:

- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.

Foi o principezinho rever as rosas:

- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.

- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:

- Adeus, disse ele...

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.