domingo, 28 de março de 2010

Gentilezas pra você...

Desculpe, desculpe. Desculpe por não querê-lo menos. Desculpe por querer tanto conhecê-lo mais. Desculpe por não enxergar mais nada, além dos desenhos coloridos dos seus olhos, que não conseguem enxergar os desenhos nos meus. Desculpe por não saber como lhe dizer que simplesmente, por mais que eu tente dar voltas por outros cantos, eu sempre volto em você. Desculpe por querer lhe dizer tudo isso e saber que eu simplesmente, não conseguirei dar o primeiro passo para o dizer.
Me desculpe, mas não me sinto culpada por tudo isso. Me desculpe, mas não me arrependo por querer-te tanto, mesmo não sabendo, se também não queres se desculpar por nada, por tudo...pra mim.
Mas...Obrigada! Desde que cruzou o meu caminho, tenho sentido coisas impossiveis de se explicar aqui, agora...Talvez um dia eu consiga.

terça-feira, 23 de março de 2010

Ninguém entende, ninguém entenderá. E eu não espero que entendam.

Delicadeza, mesmo quando tudo estiver grosseiro e áspero.
Aonde controla-se cada palavra, e cada frequência do piscar de olhos.
E mesmo que as forças estejam longe, bem longe...
Mantenha-se em pé. Mantenha-se em paz.
E mesmo quando tudo parecer escuro,
Você sabe que aquilo vai passar.
Apenas não sabe quando vai,
Mas sabe que em alguns tempos, aquilo também vai voltar...
E vai acontecer tudo de novo.
E no intervalo, você se preocupa acumulando forças e pensando no que fazer da próxima vez.
Os piscar de olhos não é mais tão rápido,
Mas já não é mais o mesmo, tranquilo e sutil como o de outra criança...
Que por um sono mágico, debruçava seus sonhos em um travesseiro macio por horas e horas,
Enquanto eu estava ali,
Não me desligando da realidade que no momento, era impiedosamente dificil.
Correndo descalssa nas pedras cheias de pontas,
Que cortavam meu pé e não doiam...
E não doiam mais que as lágrimas que naquela hora, eu não consegui conter.
Mas calma. Mantenha-se em pé. Mantenha-se em paz.
Quando ele for embora ficará tudo bem.
Poderá ama-lo novamente...
Sem medo!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Mas parece tão dificil quando queremos falar, e não podemos. Quando algo nos pede para que falemos tudo aquilo que o coração nos conta, mas nós sabemos que não devemos(ou pensamos que não devemos). Pareces tão distante, mesmo perto. Tento tanto esconder que tenho coração, e esconder o que guardo nele...Que até eu mesmo ando o procurando, lá no fundo da cartola do mágico que anda falhando muito comigo.
O sol refletia em sua pele, que junto com um sorriso terno, já conseguiu iluminar um dia, O dia... O MEU dia! E isso bastou por hoje. Mas e amanhã? Tenho tido sedes insaciáveis de... de um coração que preciso conhecer.

domingo, 21 de março de 2010

"Eu vou tirar você desse lugar, eu vou levar você pra ficar comigo, e não me interessa o que os outros vão pensar" (8)


Chega! Eu não quero mais que fique apenas subentendido. Nunca entendi porque eu sempre devo guardar os meus sentimentos bons, e usar pseudonimos quando me refiro á eles.
Eles,lá presos. Dentro de um alguidar que se torna mais sujo, cada vez que os escondo mais fundo. E lá no fundo mesmo, eles tem implorado á susurros cortantes, para que eu os liberte, os publique e os apresente ao dono do despertar mais singelo e puro, que os fizeram nascer dentro de um labirinto, cuja maior facilidade é sair dele. Mas nesse meu labirinto, algumas coisas tem passado tão depressa, que nem tenho as percebido. Mas as chuvas, as flores e "O DOCE" não conseguem sair do meu labirinto há mêses. Tem corrido pelas veias que os levam sempre até um coração, cansado de disfarces e ausências.
Mas não encontro maneiras pra explicar... Não encontro motivos maiores, do que os motivos que eu simplesmente desconheço.
Pois cada vez que me abraça, mesmo que depressa, sinto uma vontade enorme de pedir outros abraços. Longo, deleite, terno, amorável... Simplesmente, um desejo de poder estar segura, escutando a batida acelerada do seu abraço.



# Geeeente! Obrigada por me seguirem *-* Nem tenho postado tanto aqui no blog, mas sempre que venho, me surpreendo com alguém especial me seguindo!^^ As vezes são pessoas que eu nem imaginava que liam meus textos. E fico muito feliz por saber que leêm! Obrigadinha!*-*
# Obrigada pelos comentários nas coisas que escrevo também! ^^

E um beijão especial no coração doce de vocês! ♥

terça-feira, 16 de março de 2010


Afugentou-se por trás de uma timidez interna. Por dentro, tudo se mexia. Era uma eufuria só(e sózinha, no meio de tantas outras sensações). Era uma alegria, com doses de medo e de incertezas. Tudo ardía, misturado com uma vontade enorme de impressionar. Mas tudo que tentava fazer, acabava sendo mais menina ou menos menina do que a "apenas" menina.
- ATENÇÃO! ATENÇÃO! Mais uma vez, algo estranho está acontecendo em nosso planeta. O coração está mais acelerado, as mãos estão se mexendo aleatóriamente e as pernas...ONDE ESTÃO AS PERNAS?! 5, 4, 3, 2... Eis que aparece 1, que foi o equilibrio. E tudo que antes ela sentia, teve que ser engolido quando ele chegou. Mas como esconder que ele a "bagunçava" por dentro, sempre que aparecia?!
Tudo ficava parado - Isso quem dizia era a "apenas" menina. Quando ele dava aquele sorriso de canto de boca, misturando-se a um olhar cheio de mistérios e desenhos...Ah, todo o "resto" do mundo parava alí. Inclusive os carros da rua, os aviões que sobrevoavam os céus, os passáros que viajavam por entre as árvores que também tinham folhas congeladas naquela hora. E quando ele "cantava" algumas pequenas palavras raras? AH, aí quem parava era a "menina"( agora platônicamente enCANTADA ).
Mas, a razão sempre se metia no meio - e eu, narradora, particularmente, tenho visto que a razão anda meio louca, sei lá! Dá uns conselhos tão sem sentimentos! Isso pra mim sempre foi loucura! - não permitia que a menina fosse tão sincera quanto queria!
- OI! Desculpe estragar a sua rotina. Mas é que há tempos tenho lhe observado. Não gosto da maneira como passa por mim. Como se me visse, falasse comigo e não parasse. Aliás, você teria alguns tempos pra mim, moço? O vi passando esses dias. Foi um pouco distante da primeira vez, mas, quando vi, estava evitando estar longe de você. Meu coração tem se comportado como uma criança insistente. Todos os dias insistindo para que eu o procure, e se preciso for, que eu roube o seu mundo. Confesso que muitas vezes foi isso que quis. Mas a razão me disse: Você nem sabe se ele está aceitando visitas agora! E então, guardo tudo o que preciso dizer, e me silencio! Me escondo no escuro, para não lembrar de todas as cores que lembram o seu sorriso.
A menina continuou alí, parada em sua frente! Começando a se esquecer de como era sem graça não conseguir enxergar todas as cores em apenas uma pessoa.
- TTTTTTTT CHAU!
Todas as outras palavras se perderam. Assim como a menina, que sempre se perdia, se perdia...se perdia se encontrando dentro do brilho fosco de um coração que estava aparentemente tão cheio de mistérios!
A menina antes de sair... tinha a vontade de fazer o ultimo pedido!
- Encontre-me! Não estou longe. Talvez dentro de você! Quando encontrar-me... digo,quando encontrar-te ai dentro, e me encontrar também, por favor...me diga! Qualquer frase boba por aí, qualquer olhar cheio de intensões, qualquer sorriso que seja exclusivamente para mim, qualquer atenção a mais...
A menina foi ficando sem palavras!
Só pensou mais uma vez... PODERIAMOS ESTAR VIVENDO O TEMPO, QUE DEIXAMOS PASSAR, COMO SE FOSSE UM LIXO...
- Por favor, só não faça nada para esconder o que sentes. Seja eu dentro de você, ou seja que eu nunca estive!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Do vázio...


Do vázio...
Da vontade de aforgar-me, e sentir o que é vida!
Libertar-me,
mas por onde anda a saída?
Por onde anda as asas que havia encomendado ontem?

Tudo aqui inspira ser de vidro.
Tão singelo,
Tão morto,
Tão cruel!
Vejo os cacos jogados no tapete,
e descubro que são eu...

Vejo quem se aproxima, se distanciando mais.
Talvez o vidro assuste os que não buscam paz.

São só sonhos caneta!
São só planos...
Escrevo contigo porque te adoro...
Mas não me adoram porque sou eu!





Postado por Laís, que ultimamente tem sido mais de vidro que de carne e osso!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Um dia...



Ausentei-me,
não por não quere-lo...
Mas por não ter autoridade
para perder-me por entre os dedos,
que,
como doses de uma droga,
fácilmente me tiram de mim.

Amedrontei-me,
na hora em que o vi,
lentamente, passando por entre os dois vidros da janela,
e em seguida, não estava mais lá.
Sumira, com a mesma rapidez e intesidade com que faz meu coração palpitar,
com os seus dedos frios.

Afastei-me,
quando avistei, ao longe,
que lá estava ele,
sem nem perceber a minha presença,
que se tornava cada vez mais ausente.

Algo me dizia,
que um dia,
nos encontrariamos nos caminhos de dentro,
seriam como cargas negativas e positivas,
que se atrairiam com total intensidade,
mas dessa vez pelo coração!



Faz séculos que tenho esperado por esse DIA...
esperando o desconhecido,
o óbvio das utopias...!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

...Sempre foram assim?

...Sempre foram assim?
Sempre foram enigmas sem mapas e dicas?
O amor nasceu até então, sem maldades ou trapaças.
Algumas pirraças e ingenuidades, nada que fugisse, que fugisse, que fugisse...
Mas vieram os acordos,
as tentativas para que tudo voltasse a ser como antes,
mas como tentar dar cor a amizade?!
singela como uma criança de colo...
frágil como as pétalas das flores que caem quando supreendidas pelos ventos fortes;
que é forte, que é forte, que é forte... pedra? faca? bala? bomba? amizade?
Tudo explode!
Eis que não deve-se renovar o contrato!
Eis que não pode-se remendar todos os cacos...
Eis que derrepente, o amor se tornou o inimigo.
Aquele amargo de aparência doce...
Aquele doce que nunca foi, nunca foi, um dia será! será?!(?)
As tempestades ficaram coloridas e sem sentido.
Será que um dia deixa-se de gostar do que não tenha cor?

sábado, 9 de janeiro de 2010

Borboletas verdes é o que eu digo.

Ás vezes eu me sinto tão inútil e tão besta por vir aqui todos os dias e dizer coisas pra não sei quem e não sei pra que. É como se eu tivesse um ritual tão meu, tão meu, que eu me sentiria tão egoísta se eu não compartilhasse. E então, quando compartilho algumas palavras que invento, me sinto tão dos outros, e ao mesmo tempo tão minha, e no final eu acabo não sendo de ninguém ou de nada. E eu odeio quando não me sinto minha, totalmente. E eu odeio quando sou dos outros, sem ser. Algo meio abstrato até pra mim. Vivência de coisas que não são. Enxergar pontos que não existem. Falar borboletas verdes que todos pensam ser azuis(alguns teimam comigo e dizem ser baratas pretas). Paro pra pensar no quanto me sinto ridicula quando me perguntam o que quero dizer com aquelas borboletas verdes! Elas são minhas, poxa! Se são minhas borboletas verdes, elas não tem que ter sentido pra mais ninguém. Pra mais ninguém além daqueles que conseguiram saber sozinhos que eu falei borboletas verdes. Aliás, agora acho que estou falando abobrinhas rosas, mangas azuis e esperanças violeta. E quem deveria me estar lendo? Será interessante ler isso? Ler isso que agora eu sinto que é tão pequeno! Um conjunto de letras que muitas vezes saem sem pensar, saem desagrupadas, sem fácil sentido. Que muitas vezes se sentem sozinhas mesmo diante de tantas, tantas outras letras iguais e semelhantes a elas. Muitas vezes o "L" se sente assim. Diante de tantos "L's", ele acaba se sentindo tão igual a todos eles, que se sente sozinho. Ás vezes aparecem algumas letras que entendem que o "L" é o "L", e não deveria ser "M" ou "N". E então o "L" se sente "L"ivre, "L"eve, "L"ouco, "L"ouco, "L"ouco. Ele gosta de se sentir assim. Acho que faz muito bem. Mas volto a pensar: Pra que escrever tantas cores e tantas pessoas juntas? Creio que isso só deva ter melodia aos meus ouvidos. Ás vezes me sinto tão inútil por escrever coisas minhas, fora do meu eu. Pra quê?! Parece que as borboletas verdes sempre sentem uma enorme necessidade de voar para fora de mim! Não consigo e não me permitiria mante-las enjauladas. Elas acabam fugindo de mim, com a minha própria ajuda...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

ANO NOVO! NOVO COMEÇO!

Volte! Mas dessa vez não vá correndo. Se tropeçar novamente, tente acelerar um pouco o passo. Só não desista de encontrar a sua velocidade. Se for preciso, demore anos. Se não for preciso de tanto tempo, demore menos. Só não se esqueça de ir no seu tempo. Não suba mais degraus do que suporta. E também não se massacre se subir alguns degraus abaixo do esperado. Volte! Volte quantas vezes for preciso voltar. Se a velocidade não for a sua e o tempo não for o seu, é perigoso vir os tropeços. E muitas vezes ele vem pra confundir. Vem para que não encontre o seu tempo e seu ritmo. Te joga no chão, para que não levantes novamente. E quando os tropeços percebem que tu podes ser uma vitima, cega seus olhos e te amarra no chão. Eles aproveitam para tentar tirar o colorido da vida, e o som dos pássaros cantando de manhã. Fazem até você pensar que os dias de sol são tempestades. Eis então, que alguns não dão uma rasteira nos tropeços, e continuam estatelados no chão. Outros decidem viver. Simplesmente levantam, voltam, encontram o seu tempo e a sua velocidade. Vivem, e ainda aprendem com os tropeços. Não ficam presos ao medo de seguir e de sorrir. Voltam, seguem, voltam novamente, caem, levantam, choram e sorriem. Sempre é tempo de voltar e fazer diferente. Ou simplesmente, tempo de seguir em frente!


FELIZ ANO NOVO! RECOMECE e comece a viver agora mesmo!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal, Feliz Deus, Feliz você!

Noto que quando chega essa época, começam a aparecer mensagens pedindo por generosidade, solidariedade, paz, amor ao próximo, etc. Claro, são ótimos pedidos, e o mundo seria mil vezes melhor se todos o atendessem. Mas creio que não seja apenas na época em que se aproxima o Natal, que devemos ser pessoas melhores. Generosidade, solidariedade, paz, amor ao próximo, bondade e todas essas coisas devem ser praticados em cada momento da nossa vida.
Bom, apesar de algumas coisas que não gosto no Natal(tipo a cobrança de coisas que não devem ser cobradas APENAS agora e o valor excessivo á coisas materias), eu gosto muito do Natal, e mais ainda do que ele simboliza. Adoro também o fato de me emocionar quando dá meia noite e ver algumas pessoas se emocionando ao agradecer pela vida delas e das pessoas que para elas são importantes. Adoro ver todo mundo fazendo mais uma vez, as mesmas coisas que já fizeram durante todos os anos de suas vidas, e mesmo assim estarem dispostas a fazer por mais todos os anos que elas existirem. Adoro quando o papai Noel da familia é magro e todas as crianças ficam desconfiadas. Por falar em papai Noel, adoro também o fato de nunca ter acreditado nele. Eu ficaria bastante decepcionada se descobrisse depois de anos, que o velhinho que eu sempre acreditei que era bonzinho e que dava presente para todas as crianças, na verdade não existia, não dava presente pra todas as crianças e ainda era mais um no mundo capitalista. Adoro também, os almoços do dia do Natal, em que todos vão com uma cara inchada do dia anterir (pelo menos eu), e depois voltam para suas casas. Adoro o ar de diferença que fica espalhado nas noites de Natal. Uma sensação de sei lá o que, e sei lá como,rs. Adoro também, pensar que muitas pessoas estão comemorando a mesma coisa que eu(ou simplesmente vivendo a noite de Natal :S).
Mas, também odeio saber que existem pessoas que daqui a pouco, vão continuar sózinhas e passando fome. Em pensar que enquanto algumas pessoas se encantam com um papai noel falso, outras pensam que são um "nada" diante da vida e que nem o papai Noel as ama, por não ganharem presentes e não terem nem o que comer. Por verem o mundo inteiro comprando coisas e por verem todas essas luzes que para elas, não significam absolutamente nada(ou a escuridão).
Enfim, espero que SEMPRE seja a época do nascimento de coisas boas no coração e nas atitudes de cada um. E que SEMPRE possamos ter a sabedoria, de agradecer por tudo que somos. Porque existir já é motivo o suficiente para agradecer por milhões de anos. Que Deus sempre esteja presente nos corações de cada um, não SÓ HOJE... mas todos os dias de nossas vidas! FELIZ NATAL, FELIZ DEUS, FELIZ VOCÊ!

PS: agora vou me arrumar, porque minha mãe já tá me apressando! RS. BEIJOS

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


Ontem li "O pequeno principe" de novo, e quis compartilhar uma parte do livro!^^
.


E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia, disse a raposa.

- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.

- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...

- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...

- Sou uma raposa, disse a raposa.

- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...

- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.

- Ah! desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:

- Que quer dizer "cativar"?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?

- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?

- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...

- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?

- Sim.

- Há caçadores nesse planeta?

- Não.

- Que bom! E galinhas?

- Também não.

- Nada é perfeito, suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua idéia.

- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor... cativa-me! disse ela.

- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.

- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...

No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.

- Que é um rito? perguntou o principezinho.

- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.

- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...

- Quis, disse a raposa.

- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.

- Vou, disse a raposa.

- Então, não sais lucrando nada!

- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou:

- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.

Foi o principezinho rever as rosas:

- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.

- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:

- Adeus, disse ele...

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Como é dificil fazer titulo pros posts .

Tudo que tenho pensado, respirado, comido e sonhado, tem sido letras, que formam palavras, que formam frases e que no final viram poesia. Parece que é nos momentos de solidão, que me sinto mais completa. Repleta de pelúcias que dentro são pedras. E de pedras que dentro são flores. E de flores com afiados espinhos, e que nem por isso deixam de ser lindas flores. Sinto dizer, mas eu menti. Menti quando disse que me sinto completa na solidão. Eu me sinto eu, apenas. Por uns instantes acho que isso basta. Mas quando estou cheia de tudo, não tenho como ficar vazia novamente, e começo a estourar. Ali mesmo, sozinha, cheia de pessoas ao lado. Mas nenhuma pessoa me vê. Todos pensam que sim, mas simplesmente pensam. Sinto-me envergonhada nos momentos em que tento me descrever e sinto uma explosão dentro de mim quando outros tentam. Existem os que acreditam no que enxergam, e existem os que acreditam em tudo o que deixo transparecer. Acreditam no meio sorriso, na felicidade, na grosseria, na falta de sentimentos, na indiferença, na irônia, na fortaleza, na paciência e na falta dela. Mas nem sempre tudo isso realmente me pertence. Acreditam que me conhecem profundamente, quando conhecem apenas o que todos pensam conhecer. As cascas são sempre tão óbvias. Tão óbvio quanto dizer que eu não sou nada do que vejo nesse espelho sujo.
Continuo aqui. Continuo respirando letras, que juntas formam palavras, que formam frases...e que no final, ficam no ar. Voando, voando, voando...mas nunca viram poesias. É sentir sede daquilo que não existe. É saber que nada é suficiente para sacea-la agora. Não agora! Será que é possivel existir algo que simplesmente mate a minha sede pela busca do que não se pode ser visto?


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POR FAVOR, SE ALGUÉM TIVER A MUSICA "AMOR PLATÔNICO - LEGIÃO URBANA" ME PASSA!=/

tchau!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Ando meio perdida.



Sinto-me as vezes, como uma ausente. Como aquela que voa para dentro apenas. Ou como aquela que vê raios e trovões no meio de um dia de sol reluzente. Sinto-me muitas vezes até perdida. Perdida no lado de fora do meu ser. Perdida até no meio de outros seres, que conseguem me guardar tão fácilmente dentro deles. Mas como? Não me convidaram a sair de mim, e viver fora. Não me convidaram a habitar outros corações, e estar dentro de outros seres que não sejam eu. Me perco no meio de tudo, sem ter conhecimento do tudo, e sem antes me ter pertencido. Me perco no meio da claridão mesmo. Me perco naquilo que parece tão óbvio e simples. Me perco nos dias em que encontro o mundo de fora. O mundo que eu não vivo. O mundo que o meu corpo vive, não o meu eu. Eu vivo longe. Eu vivo viajando dentro, eu vivo viajando em coisas que jamais viajaram. Só dentro mesmo que consigo continuar vivendo. Fora, eu morro aos poucos. Fora, eu vou perdendo cada parte de mim, vagarozamente e cruelmente. Fora, vou morrendo dentro de cada um que me empresta um lar e logo, me esprestam o abandono. É como os peixes, que morrem se estiverem fora da água. Sinto-me assim. Morro fora de mim, me tiram do meu mar infinito. Mar este, que guarda tantas coisas do mundo de fora, mesmo sabendo que aquilo também pode ser o que faz morrer.
E nessa busca pelo encontro do meu ser, me pergunto se vale mesmo encontra-lo. Encontrar-me para que? Para perder-me no meio daqui? Para perder-me em um mundo emprestado?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Aqui





Eu poderia estar lendo um livro, assistindo um filme, aprendendo algo novo, conhecendo mais das minhas manias e dos meus truques. Poderia estar fazendo com que os meus sorrisos se tornassem mais internos e menos teatrais. Poderia estar procurando uma maneira, de perceber que eu sou a minha maior confiança. Poderia estar pensando em algo que não deixe a paz perecer, e muito menos o amor. Poderia encontrar uma maneira de não ter que escutar e falar quando simplesmente não quero.
Essa minha mania de deixar tudo pra próxima segunda me desacelera sempre. Fico aqui, fazendo planos e sonhando. Fico aqui me sentindo meio cansada de tanta claridade e de tanta monotonia. Fico aqui, tentando viver no paralelo entre a realidade e o que pode vir a ser. Fico aqui, sem saber onde estou. Aliás, onde mesmo é aqui? Será que é aqui que estou? Não sei!
Me mantenho a mesma, mas não é isso que quero. Então não é isso que sou! Eu quero mudanças, eu quero incertezas e mistérios. Eu quero aprender, eu quero fazer tudo aquilo que eu deixei de fazer antes. Eu quero saber onde é aqui... Eu quero que eu entre aqui, e me mostre que eu sou simplesmente tudo aquilo que eu quizer.